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domingo, 25 de setembro de 2011

SALVAÇÃO

Salvação.

Salvação nos leva a lembrar bem-aventurança, estado reservado aos espíritos altamente iluminados, que já estão livres do carma, que já estão limpos de todos os sentimentos inferiores que os prendem nos planos grosseiros da carne.
Há muitos religiosos que condicionaram essa palavra . Salvação ? como se fosse um passe de mágica, como força preponderante para a felicidade pessoal. Esquecem-se de que, para se salvarem, dependem de variadas atitudes e um esticado aprimoramento espiritual, conferido pelo tempo, além de ingentes esforços em todos os rumos da iluminação.
É de se notar que todo trabalho que fizermos para a nossa melhoria moral é muito útil. No entanto, essa realização não se faz de um dia para outro; demanda prolongados exercícios na área interna, e quase sempre não acreditamos na sua eficácia. Iludimo-nos mais com o campo exterior, cheio de ilusões e de nuances convidativas para a vaidade e o orgulho.
Ninguém se salva por ser tocado pelo arrependimento, pois ele é apenas uma das portas que se abrem na limpeza gradativa das nossas sujeiras morais. Enganar a nós mesmos é disfarçar exteriormente. Porém, por dentro, continuamos o mesmo espírito dotado das mesmas intenções que antes alimentávamos. A iniciação por dentro é a mais difícil operação da criatura; a externa sacode e torna visível todas as nossas inferioridades, qual o cair das moedas dos ricos no gazofilácio.
Queremos mostrar, a todo o custo, a todas as pessoas, quando iniciamos, por fora. E quando começamos a cirurgia moral em nós mesmos, fazemo-lo em silêncio, acumulando forças para o grande trabalho de fecundação. A salvação, no termo em que devemos compreendê-la, é a conquista da alma, e não doação de onde quer que venha. É bênção de Deus nas linhas do tempo, é maturidade do espírito.
Também nós, que te falamos através do contributo mediúnico de um sensitivo, temos inúmeras arestas a serem aparadas. Sentindo isso em nosso coração, queremos ser um cirurgião de nós mesmos e realizar muitas operações morais em nossa própria conduta.
Precisamos uns dos outros, encarnados e desencarnados, porque somos todos irmãos e filhos de Deus. É bom que não penses que o desencarne é sinônimo de salvação.
A alma é na erraticidade o que foi na Terra, e vice-versa. Os santos e sábios, quando se
apresentam como tais, trabalharam milhares de anos a fio no aprimoramento próprio.
A nossa intenção é, com toda a sinceridade d'alma, convidar os homens para uma grande fusão de valores em torno de Nosso Senhor Jesus Cristo e d'Ele beber a água pura do Amor e passar a compreeender como é bom aprender a amar, porque fora do Amor não há salvação para a Humanidade.
E esse Amor tem um preço: o preço da auto-educação, que devemos iniciar.
Vamos começar hoje? Agora?

Livro: Cirurgia Moral - João Nunes Maia
 
fonte: http://conscienciaevida.blogspot.com/
 
 
 
 
 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O QUE MAIS EU DESEJO - CAZUZA

 
 
                       O QUE MAIS DESEJO
 
Sou corpo e alma, atenção  e  intenção
Amor e talvez raiva  mal interpretada
Sou um vazio  preenchido!
Sou mascarado diante do que sou
Sou ainda um menino teimoso
Que  anda de calças curtas comemorando sua pipa
Estendida dançando  nos ares!
Mas sou adulto que brinco de bola
Sou inteiro,  sou completo
Vivo a respirar os campos em flor
Em adolescência, contemplo todas elas
E  o seu perfume me deixa extasiado.
 
Sou cravo, sou espinho, sou  menino
Sou garoto, sou gente, sou flor
Sou  adulto cheio de fortes desejos
Que expandidos podem me beneficiar
E trazer os mesmos benefícios a outras pessoas
que como eu almeja a sabedoria que liberta
Posso ser um cacho de  uvas
Para matar a fome de muitos...
 
Sou  feito de mãos estendidas
Para inúmeros  pedintes perdidos
Nas estradas tortuosas da vida!
 
Sou alguém que para ajudar
Transforma-se em garoto, em  criança
Em adulto, em idoso,
Em alma desejosa de reverter
As conturbações contidas no mundo
Sou água, sou terra, sou um grão de  areia
Que deseja se multiplicar
Para tocar pessoas e deixá-las
Contentes e mais confiantes
No planeta azul, e em planetas  coloridos
Nos períodos mais férteis de suas vidas
Sou mar que posso banhar as feridas
Das almas infelizes que não  cicatrizam
Sou luz que em foco se abre
Iluminando a todos que precisam
Estar em paz  consigo mesmo
Sou nuvem colorida, sou chão que abriga os sem teto
Sou floresta, sou um mar de  possibilidades
Que pode  se  abrir em forma de leque
Para deixar um grande punhado de almas
Mais saudáveis, mais  vibrantes
E  integradas ao amor celeste
Como  chama ilimitada que  ronda qualquer espaço
Hoje sou feito  de desejos realizáveis
A procura de mim  e do amor
Que  do meu ser consciente brota
Como  integrante  da  fonte divina e imortal.
 
                                                   Eu sou,  Cazuza.
                Mensagem Canalizada por Francyska Almeida
em 010107-Fort-Ce-Brasil.
 
 
 * * * * * * *
  
 
 
 
 

AS CARAS LAVADAS - Luiz Sérgio


 
AS CARAS LAVADAS
 
Quem algum dia falou somente a verdade?
Com certeza  poucos seres imortais.
Quem tem coragem de se mostrar como é para se fazer conhecido?
Poucos ainda se atrevem.
Falando de transparência, virtude tão ausente nos nossos dias vemos que  são poucos aqueles que se mostram autênticos e dispostos a dizer o que pensa com transparência e suavidade.
Quem é transparente pensa claro, com evidencia, com equilíbrio.
E nos vem à reflexão, quantos se escondem por trás das  pequenas atitudes?
Quantos mentem deslavadamente e enganados acham que estamos a "engolir" as suas inverdades?
É preciso ser claro na nossa vida.
Falar a verdade faz parte do caráter polido.
E nos atuais dias, quem está fazendo o quê  para ser  chamado de sujeito de bom caráter?
Ora, somente uma minoria.
Quem é  bom caráter é um espelho que não nos deixa ter dúvidas na convivência.
Quem anda de cara lavada e se assume o que é?
Mascaramos as nossas virtudes.
Mascaramo-nos de bons, caridosos e na integra somos ainda pobre de boas e sinceras atitudes.
Quem se norteia no equilíbrio, na sinceridade, no trato com delicadeza não consegue forjar um comportamento
que ainda não possui.
Ora, faça-me o favor!
Seja transparente, use o diálogo para as dúvidas ou para o que não ficou bem entendido!
Certamente estamos falando do ser humano, em especial aquele que já entrou pelas veredas do estudo e da prática das lições do Cristo!
E cá para nós, é vergonhoso ver o comportamento de alguns desses amigos que inocentemente acham que não estão sendo observado pelas leis divinas e, principalmente  pelos ocultos que desejam nos pegar nos mínimos deslizes.
Pensam logo: Estes só dizem  e não praticam...
Para o médium que opera com a energia da mediunidade, é mais doloroso ainda.
É uma atitude sem precedentes, pois já possui  o conhecimento e faz o contrário nas pequenas passagens de sua vida.
Afinal,  já fizemos tanto nessa área!
É  muito importante agora nos apresentarmos
de caras lavadas.
Reincidir  dói, pois as lições do Cristo são claras, afetuosas e benditas.
Quem se nutre de lorotas está comprometido com a força do passado. E este não pode mais invadir hoje o nosso território,  salvo se desejarmos persistir nessa energia escabrosa da mentira e da maledicência.
Importa-nos hoje amados, sermos fiéis aos propósitos de luz, de reeducação, de base equilibrada.
Não podemos voltar a aquele passado o qual aprontamos com o nosso próximo com o mesmo recurso do mau caratismo.
Analisando melhor a postura de um dessas figuras, respeitosamente  reconhecemos que é livre para repetir a mesma dosagem, contudo não foi para isso que veio.
Se já professa o Cristo e se assim agem ficam  no prejuízo evolutivo.
Reparando a boa fé de quem não negligencia com a sua conduta, parabenizamos aqueles que se esforçam para reverter   essas insólitas más tendências.
O passado não deve  ocupar um lugar especial no hoje, salvo se ele for construtivo.
Então amigos queridos, a mentira é um perigoso instrumento de anti  modelagem do caráter. Pois ele desestrutura a criatura e pode levá-la ao pódio  da negatividade com implicações que somente Deus sabe como serão avaliadas.
A mentira não constrói, ela  devasta.
Pensem comigo: Quem gosta de ser enganado?
Quem gosta de ser subestimado?
Então, vivam com os exemplos  de vida que nos demonstrou o Cristo, em palavras, em atitudes e obras.
Moldem e cultivem em seu ser novas estruturas de verdades.
Refaçam as bases de respeito, educação e renovação.
Enterre o passado complicado, porque vocês
renasceram para a luz.
A luz liberta, e é libertos das  más influencias que
vocês  devem está.
Se lhes fiz despertar  da cadeia de  atitudes indesejáveis,  parabéns.
Aproveitem para jogar no lixo essas velhas túnicas, rasgadas e rotas.
Se façam agora de homens  e mulheres recuperados das insídias negativas que nada vai construir em suas existências.
Analisem-se para deixar  cair por terra os  souvenires  desconcertantes do passado que ainda estão tranquilamente incrustados em seu ser.
Renovem-se em amor e em luz.
Pensem no Cristo e com certeza hão de encontrar
uma nova estrada.
A mentira lhes revela um ser enfermo e colado ainda aos erros do passado.
Amigos, aqueles  que fizeram parte de suas tramas de vida, hão de agora também desalgemarem-se de vocês, porque uma vez cortado os links que os prendem, eles também tomarão um novo rumo.
Se credibilizados forem,  terão novas chances de perdão e novos relacionamentos fincados na base  do
amor e  da verdade.
Em novos painéis  dentro do vosso ser, deixem que  belas cores arejem sua tela mental.
E com o coração descansado das mentiras cometidas, sigam conscientes  em sua estrada da luz.
Em  amor verdadeiro desejo que enterrem a falsidade, o orgulho e a vaidade, porque não precisam mais dessas ferramentas  de porte rasteiro. Abraçamos-lhes fortemente a clinicar o vosso espírito com a certeza de que deixaram para lá uma energia que já lhes prejudicou bastante.
Desejamos-lhes um forte e alegre despertar!
Todo tempo é tempo de recuperar o que deixamos para trás,  iludidos com as promessas mentirosas e arraigadas a vossa alma.
Com amor e dedicação aos seus corações, sugiro tentar reverter essas passagens dolorosas de um tempo que já se foi para nunca mais voltar!
Com paz  e  desprendimento, sou o amigo, o trabalhador de Jesus e de Maria de Nazaré.
 
                     Luiz Sérgio
 
 Mensagem Canalizada por Francyska Almeida em 150311-Fort-Ce-Brasil.
http://cristaiscelestes-novaera.webnode.com/

http://novaera-cristaiscelestes.blogspot.com/



 
 
 

REENCARNAÇÃO DE SANTOS DUMONT


REENCARNAÇÃO DE SANTOS DUMONT


Autor: Gerson Simões Monteiro

O leitor Gilson Machado me perguntou o seguinte: se o Espírito Santos Dumont já havia se comunicado por algum médium; se já estaria reencarnado; ou se estava no mundo espiritual assistindo às comemorações do centenário do primeiro vôo do seu avião 14 BIS em torno da Torre Eifel, em Paris. Bem respondendo à sua primeira pergunta, informo-lhe que em julho de 1948, Santos Dumont enviou pelo médium Chico Xavier uma oportuna mensagem, na qual diz em certo trecho: "Não há vôo mais divino que o da alma. Não existe mundo mais nobre a conquistar, além do que se localiza na própria consciência, quando deliberarmos converter-nos ao bem supremo. Alcemos corações e pensamentos ao Cristo". O texto na íntegra está publicado no livro Trinta Anos com Chico Xavier.
Com relação à sua segunda pergunta, esclareço-lhe que ele reencarnou na cidade de Campos, em março de 1956, como filho de Clovis Tavares e de Hilda Mussa Tavares, com o nome de Carlos Vitor, segundo revelação de Chico Xavier. Aos nove meses de idade ele caiu de um carrinho de bebê, e com o tombo deslocou a vértebra cervical, ficando tetraplégico. Esse fato foi narrado por seu irmão Dr. Flavio Mussa Tavares, médico homeopata, ao ser entrevistado pelo jornal Folha Espírita de abril desse ano.
Dr. Flávio disse, também, que seu irmão, Carlos Vitor, a partir daí passou a depender totalmente de seus pais, dele e de sua irmã, vindo a desencarnar aos 17 anos de idade, em fevereiro de 1973. Como se sabe, Santos Dumont enforcou-se no dia 23 de julho de 1931, no Guarujá, em São Paulo, ao ficar deprimido durante a revolta constitucionalista, quando presenciou mineiros e paulistas a digladiarem-se pelo céu, usando o avião como arma de guerra. Não suportando ver o seu invento sendo usado para matar, cometeu o suicídio.
Foi por isso, diz Chico Xavier, que o Espírito Santos Dumont, antes de reencarnar, decidiu expiar a sua morte pelo suicídio, por meio de uma vida curta como paraplégico. Eis por que a queda acidental sofrida por Carlos Vitor, aos nove meses de idade, deslocou a sua vértebra cervical. Chico Xavier disse, também, num programa de TV, que a vértebra já estava deslocada no seu perispírito, isto é, no corpo semimaterial que envolve o Espírito, lesada ao se enforcar. Esse depoimento, aliás, encontra-se registrado no livro Jesus e Nós.


OBSERVAÇÃO: Joanna de Ângelis alerta sobre as consequências do suicidio no livro "Após a Tempestade": "Aqueles que esfacelam o crânio, reencarnam com idiotia, surdez-mudez, conforme a parte do cérebro afetada; os que tentaram o enforcamento, reaparecem com os processos de paraplegia infantil,; os afogados com efisema pulmonar; tiro no coração, cardiopatias congenitas irreversíveis; os que se utilizam de tóxicos e venenos, sofrem sob o tormento das deformações congênitas, úlceras gástricas e cânceres." É Joanna ainda que nos diz: "Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecerem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia."
Allan Kardec no livro "O Evangelho segundo o Espiritismo" , capítulo V, diz que: "A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio (...)"
 
fonte: http://grupoallankardec.blogspot.com/


 

 
 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL



A Independência

O movimento da emancipação percorria todos os departamentos de atividades políticas da pátria; mas, por disposição natural, era no Rio de Janeiro, cérebro do país, que fervilhavam as idéias libertárias, incendiando todos os espíritos. Os mensageiros invisíveis desdobravam sua ação junto de todos os elementos, preparando a fase final do trabalho da independência, através dos processos pacíficos.

Os patriotas enxergavam no Príncipe D. Pedro a figura máxima, que deveria encarnar o papel de libertador do reino do Brasil. O príncipe, porém, considerando as tradições e laços de família, hesitava ainda em optar pela decisão suprema de se separar, em caráter definitivo, da direção da metrópole.
Conhecendo as ordens rigorosas das Cortes de Lisboa, que determinavam o imediato regresso de D. Pedro a Portugal, reúnem-se os cariocas para tomarem as providências de possível execução e uma representação com mais de oito mil assinaturas é levada ao príncipe regente, pelo Senado da Câmara, acompanhado de numerosa multidão, a 9 de janeiro de 1822. D. Pedro, diante da massa de povo, sente a assistência espiritual dos companheiros de Ismael, que o incitam a completar a obra da emancipação política da Pátria do Evangelho, recordando-lhe, simultaneamente, as palavras do pai no instante das despedidas. Aquele povo já possuía a consciência da sua maioridade e nunca mais suportaria o retrocesso à vida colonial, integrado que se achava no patrimônio das suas conquistas e das suas liberdades. Em face da realidade positiva, após alguns minutos de angustiosa expectativa, o povo carioca recebia, por intermédio de José Clemente Pereira, a promes sa formal do príncipe de que ficaria no Brasil, contra todas as determinações das Cortes de Lisboa, para o bem da coletividade e para a felicidade geral da nação. Estava, assim, proclamada a independência do Brasil, com a sua audaciosa desobediência às determinações da metrópole portuguesa.
Todo o Rio de Janeiro se enche de esperança e de alegria. Mas, as tropas fiéis a Lisboa resolvem normalizar a situação, ameaçando abrir luta com os brasileiros, a fim de se fazer cumprirem as ordens da Coroa. Jorge de Avilez, comandante da divisão, faz constar, imediatamente, os seus propósitos, e, a 11 de janeiro, as tropas portuguesas ocupam o Morro do Castelo, que ficava a cavaleiro da cidade. Ameaçado de bombardeio, o povo carioca reúne as multidões de milicianos, incorpora-os às tropas brasileiras e se posta contra o inimigo no Campo de Santana. O perigo iminente faz tremer o coração fraterno da cidade. Não fosse o auxilio do Alto, todos os propósitos de paz se teriam malogrado numa pavorosa maré de ruína e de sangue. Ismael acode ao apelo das mães desveladas e sofredoras e, com o seu coração angélico e santificado, penetra as fortificações de Avilez e lhe faz sentir o caráter odioso das suas ameaças à população. A verdade é qu e, sem um tiro, o chefe português obedeceu, com humildade, à intimação do Príncipe D. Pedro, capitulando a 13 de janeiro e retirando-se com suas tropas para a outra margem da Guanabara, até que pudesse regressar com elas, para Lisboa.
Os patriotas, daí por diante, já não pensam noutra coisa que não seja a organização política do Brasil. Todas as câmaras e núcleos culturais do país se dirigem a D. Pedro em temos encomiásticos, louvando-lhe a generosidade e exaltando-lhe os méritos. Os homens eminentes da época, a cuja frente somos forçados a colocar a figura de José Bonifácio, como a expressão culminante dos Andradas, auxiliam o príncipe regente, sugerindo-lhe medidas e providências necessárias. Chegando ao Rio por ocasião do grande triunfo do povo, após a memorável resolução do "Fico", José Bonifácio foi feito ministro do reino do Brasil e dos Negócios Estrangeiros. O patriarca da independência adota as medidas políticas que a situação exigia, inspirando, com êxito, o príncipe regente nos seus delicados encargos de governo.
Gonçalves Ledo, Frei Sampaio e José Clemente Pereira, paladinos da imprensa da época, foram igualmente grandes propulsores do movimento da opinião, concentrando as energias nacionais para a suprema afirmação da liberdade da pátria.
Todavia, se a ação desses abnegados condutores do povo se fazia sentir desde Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, o predomínio dos portugueses, desde a Bahia até o Amazonas, representava sério obstáculo ao incremento e consolidação do ideal emancipacionista. O governo resolve contratar os serviços das tropas mercenárias de Lorde Cochrane, o cavaleiro andante da liberdade da América Latina. Muitas lutas se travam nas costas baianas e verdadeiros sacrifícios se impõem os mensageiros de Ismael, que se multiplicam em todos os setores com o objetivo de conciliar seus irmãos encarnados, dentro da harmonia e da paz, sempre com a finalidade de preservar a unidade territorial do Brasil, para que se não fragmentasse o coração geográfico do mundo.
José Bonifácio aconselha a D. Pedro uma viagem a Minas Gerais, a fim de unificar e serenar a luta acerba dos partidarismos. Em seguida, outra viagem, com os mesmos objetivos, realiza o príncipe regente a São Paulo. Os bandeirantes, que no Brasil sempre caminharam na vanguarda da emancipação e da autonomia, recebem-no com o entusiasmo da sua paixão libertária e com a alegria da sua generosa hospitalidade e, enquanto há música e flores nos teatros e nas ruas paulistas, comemorando o acontecimento, as falanges invisíveis se reúnem no Colégio de Piratininga. O conclave espiritual se realiza sob a direção de Ismael, que deixa irradiar a luz misericordiosa do seu coração. Ali se encontram heróis das lutas maranhenses e pernambucanas, mineiros e paulistas, ouvindo-lhe a palavra cheia de ponderação e de ensinamentos. Terminando a sua alocução pontilhada de grande sabedoria, o mensageiro de Jesus sentenciou:
- A independência do Brasil, meus irmãos, já se encontra definitivamente proclamada. Desde 1808, ninguém lhe podia negar ou retirar essa liberdade. A emancipação da Pátria do Evangelho consolidou-se, porém, com os fatos verificados nestes últimos dias e, para não quebrarmos a força dos costumes terrenos, escolheremos agora uma data que assinale aos pósteros essa liberdade indestrutível.
Dirigindo-se ao Tiradentes, que se encontrava presente, rematou:
- – O nosso irmão, martirizado há alguns anos pela grande causa, acompanhará D. Pedro em seu regresso ao Rio e, ainda na terra generosa de São Paulo, auxiliará o seu coração no grito supremo da liberdade. Uniremos assim, mais uma vez, as duas grandes oficinas do progresso da pátria, para que sejam as registradoras do inesquecível acontecimento nos fastos da história. O grito da emancipação partiu das montanhas e deverá encontrar aqui o seu eco realizador. Agora, todos nós que aqui nos reunimos, no sagrado Colégio de Piratininga, elevemos a Deus nosso coração em prece, pelo bem do Brasil.
Dali, do âmbito silencioso daquelas paredes respeitáveis, saiu uma vibração nova de fraternidade e de amor.
Tiradentes acompanhou o príncipe nos seus dias faustosos, de volta ao Rio de Janeiro. Um correio providencial leva ao conhecimento de D. Pedro as novas imposições das Cortes de Lisboa e ali mesmo, nas margens do Ipiranga, quando ninguém contava com essa última declaração sua, ele deixa escapar o grito de "Independência ou Morte!", sem suspeitar de que era dócil instrumento de um emissário invisível, que velava pela grandeza da pátria.
Eis por que o 7 de setembro, com escassos comentários da história oficial que considerava a independência já realizada nas proclamações de 1º de agosto de 1822, passou à memória da nacionalidade inteira como o Dia da Pátria e data inolvidável da sua liberdade.
Esse fato, despercebido da maioria dos estudiosos, representa a adesão intuitiva do povo aos elevados desígnios do mundo espiritual.
pelo Espírito Humberto de Campos – Do livro: Brasil, Coração do Mundo – Pátria do Evangelho, Médium: Francisco Cândido Xavier.


 
O amor que remove montanhas,
o amor que inspira a todos a desejarem um mundo melhor,
o ser humano que ama a todos como a si mesmo,
e que deseja apenas ser...
Ah!!! Que maravilha!!!
O amor atingiu a maioridade e se tornou compaixão...
Irene Ibelli 



ONDE MORAREMOS APÓS A DESENCARNAÇÃO? - estória para reflexão


                      ONDE MORAREMOS APÓS A DESENCARNAÇÃO? - estória para reflexão
 
Há muito tempo, existiu um homem muito rico que tinha um servo muito fiel e bondoso.
O homem rico era avarento e adorava ostentar sua riqueza com festas regada a bebidas, mulheres, jogos, e luxo, muito luxo. Enquanto isso, o servo que era bom e caridoso, assim que podia saia a ajudar pessoas que sofriam de todas as carências.
Um dia o servo desencarnou e tempos depois o homem rico também.
O ex-servo foi recepcionar a chegada do ex-patrão ao plano espiritual.
Ambos se abraçaram e o ex-servo o levou em sua casa. Era uma mansão iluminada pela luz solar e enfeitada de flores e pássaros.
O ex-patrão ficou empolgado. Pensou ele:
- Se a casa do meu ex-servo é uma mansão, imagine a minha que fui patrão.
O ex-servo, então, foi levá-lo para conhecer sua nova casa. Conforme andavam as casas ficavam mais simples e o lugar sombrio. Foi então, que o ex-patrão perguntou:
- Você não está enganado? As casas estão ficando cada vez mais simples e o lugar assustador.
O ex-servo pediu calma que já estavam chegando.
Ao chegar, o ex-patrão observou que pararam em frente de um barraco de tábuas num lugar sombrio. E o ex-servo disse:
- Eis aqui sua casa.
Sem entender o ex-patrão perguntou:
- Não pode ser. Meu ex-servo mora numa mansão num lugar deslumbrante e eu que fui seu patrão morarei num barraco de tábuas num lugar sombrio?
O ex-servo explicou:
- Enquanto eu estava encarnado fiz muita caridade. E, para cada caridade ganhei um tijolinho para construir minha morada aqui no plano espiritual. E o senhor nada fez senão guardar ou gastar com alegrias passageiras: festas, bebidas, jogos, roupas, sapatos, etc. Não fez por merecer um só tijolo. Servindo o próximo, estamos servindo a nós mesmos. 

CONCLUSÃO: Cada um constrói, na sua consciência, o lugar que irá morar após a desencarnação. Por isso, nós espíritas, não podemos responder com precisão onde e como está um ente querido após sua desencarnação. Só nos resta orarmos por eles. Assim que puderem, virão nos visitar ou assim que pudermos o visitaremos durante o sono. Então, nos perguntemos: "Que morada estamos construindo?"  

Fonte: Mocidade Allan Kardec
 

 

Irene Ibelli 
 
 

ESPÍRITO PROTETOR - J. Raul Teixeira

 ESPÍRITO PROTETOR - J. Raul Teixeira

 
P: - É ponto pacífico em todas as religiões, que todo indivíduo tem um espírito protetor ou "anjo da guarda" que o acompanha durante toda a vida. Esse espírito fica sempre junto do seu protegido ou sua atuação se faz à distância?

R: - Esse Anjo da Guarda estará sempre junto ao seu protegido, sem que esse "estar junto" seja entendido física ou geograficamente. Mesmo que se encontre à distância do protegido o Anjo Guardião estará "perto", desde que o seu tutelado se mantenha psiquicamente a ele vinculado. Isso nos permite dizer que a atuação do Guardião pode fazer-se estando próxima ou distante, fisicamente, do seu protegido.

P: - A chamada "Voz da Consciência" é a voz desse espírito protetor?

R: - A voz da consciência, geralmente, se refere à presença das leis divinas em nossa intimidade, agindo na condição do implacável juiz que nos aplaude quando acertamos e que nos admoesta quando erramos. Entretanto, em muitas ocasiões, a inspiração superior dos nossos Guardiões pode-se apresentar como verdadeira voz da consciência, principalmente quando nos vem advertir quanto a situações comprometedoras ou, ainda, quando nos sugere realizações importantes para a nossa jornada de evolução.

P: - Ele tem recursos para evitar ou provocar acidentes ou enfermidades, com o objetivo de proteger seu pupilo de um mal maior?

R: - Quanto mais evoluídos são os Espíritos, de mais recursos dispõem para conduzir os seus tutelados para uma ou outra situação, sempre atentos às necessidades e aos méritos dos seus pupilos, principalmente quando essas necessidades e esses méritos tenham o poder de interferir positivamente no processo evolucional dos indivíduos.

P: - Quais são os recursos que ele adota para desviar seu protegido dos vícios, das paixões e demais prejuízos espirituais?

R: - Pode ele inspirar, mobilizar situações sociais em torno dos seus tutelados. Pode lançar mão de fluidos diversos, de energias variadas, que tenham a possibilidade de agir nas células, nos órgãos, no psiquismo. Entretanto todas essas providências estão sempre associadas à "lei do mérito".

P: - Esgotados esses recursos ele se afasta deixando o pupilo entregue a sua própria sorte?

R: - Consciente como é de que não deverá impor ao seu tutelado, aquilo que este não queira, entrega-o ao próprio livre arbítrio, quando, então, se vinculará às faixas vibratórias que deseje, até o momento do arrependimento e do "retorno" aos bons climas espirituais.

 

Fonte: Grupo Allan Kardec



 

 
Irene Ibelli 
 
 
 

DESCENDO AS NOSSA LADEIRAS

 
              DESCENDO AS NOSSAS LADEIRAS
 
Que dimensão possui  as nossas ladeiras internas?
Nem presumimos, mas os desafios surgem,
A fragilidade ancora e nos  sentimos incapazes de subi-las
E assim a vida se torna um poço de reclamações
Buscamos as facilidades que gostaríamos de ter
Que desaparecem em um lance de tempo
E as chagas vindas do passado  se apresentam como dores.
 
Transpor os desafios  nos sufoca, nos entedia
Mas as razões  se encerram  aos desígnios de Deus
Em levitantes aconchegos, não nos sentimos só
Deus envia os  seus eleitos para nos propor caminhos
Teimosamente  nos colocamos sempre como seres perfeitos
A nos perguntar por que a dor bateu à nossa porta
E Deus não responde por que as provas
Estão registradas no livro dourado das nossas vidas.
 
Descer ou subir ladeiras em aceitação
É um prognóstico  a ser obedecido
Mesmo subindo as ladeiras em altos e baixos     
Estamos encorajados a sermos  melhores
A  fazer todos os dias a nossa satisfação pessoal
Para enfim entrar no equilíbrio e bendizer a vida
Ingressar  no templo sagrado para refazer-se
Santificando as oportunidades
Feitas de ladeiras acima e ladeiras abaixo.
 
Mas,    de acordo com a nossa vontade        
Estaremos  firmes  aceitando o que não podemos remediar
E a luz da paciência logo nos ensinará
Que é preciso  voar livre nas blandícias do nosso reino interno.
                                           Fagundes Varela   
 
Mensagem Canalizada por Francyska Almeida em
131110-Fort-Ce-Brasil.