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domingo, 11 de dezembro de 2011

"Serão maus os teus olhos porque eu sou bom?"












  • Book Trailer de Romance Espírita. André Luiz Ruiz Espírito Lucius www.espiritodaletra.com.br





  • Quando Jesus concitou ao trabalho da última hora, assegurou que os que a ele se entregassem encontrariam a luta no bem como prova de sua determinação e o salário do obreiro fiel como resultado de seus esforços. Lucius prossegue sua mensagem de otimismo e conscientização, demonstrando ao leitor que a plêiade de almas luminosas está a postos, no aguardo dos que aceitem os avisos e chamamentos. Esta obra quer cooperar para que os que dormem despertem e os que já estão na lida do bem não se cansem,pois somente isso fará com que dentre os muitos chamados, alguns sejam escolhidos.

     

    A ÚLTIMA PÁGINA DO LIVRO DA VIDA, AINDA NÃO FOI ESCRITO E DEPENDE DE NÓS E SÓ DE NÓS, QUE NESTA PÁGINA CONSTE QUE FINALMENTE A HUMANIDADE SE REGERENOU ATRAVÉS DO AMOR, DA COMPAIXÃO E DA SOLIDARIEDADE!!! 
    NO DOMINGO DIA 04/12/2011  EU TIVE A INTUIÇÃO ABAIXO. E HOJE COMEÇEI A LER O LIVRO. ELES FALAM QUE A HUMANDADE SE DEIXARA CONDUZIR PELAS LUTAS DA CONQUISTA MATERIAL ETC. ETC.,

    O Amor é a ferramenta que temos nas mãos em prol de um Mundo Melhor!!! Só a força do Amor pode elevar o nosso planeta à categoria de Mundo de Regeneração, sem traumas e sem sofrimento . . .Então vamos,... com urgência, seguir as pistas deixadas por Jesus ? ? ? Que pistas são estas tão importantes e capazes de nos ajudar nessas horas tão difíceis, onde o mal parece superar o bem ? ? ? Onde o materialismo seguido pelo consumismo, parecem cada vez mais afastar a humanidade de seu objetivo principal : A EVOLUÇÃO MORAL E ESPIRITUAL. Então está passando da hora de começarmos a praticar tudo o que até agora aprendemos . . . e para iso não precisamos de diploma superior e sim de boa vontade. E para nos orientarmos que tal perguntarmos a nós mesmos, O QUE JESUS FARIA, SE ESTIVESSE EM TAL SITUAÇÃO ? ? ? ENTÃO VAMOS NOS AMAR UNS AOS OUTROS, COMO JESUS NOS AMOU E AMA ATÉ HOJE E ESPERA QUE FAÇAMOS PELOS OUTROS O QUE GOSTARÍAMOS QUE NOS FOSSE FEITO . . .
     VAMOS FAZER UM NATAL DIFERENTE, VAMOS EM BUSCA DOS ABANDONADOS QUE PRECISAM DE ALIMENTO NÃO SÓ PARA O CORPO, MAS TAMBÉM PARA A ALMA!!! VAMOS SAIR DA SALA DE AULA E PRATICAR TUDO O QUE APRENDEMOS, POIS O MESTRE ESTÁ VOLTANDO E QUAL NOTA FINAL RECEBEREMOS???
    O SALÁRIO DO TRABALHADOR OU O SALÁRIO DA DESCULPA, OU DA PREGUIÇA??? NÃO PODEMOS MAIS OLHAR AS OUTRAS PESSOAS COMO INIMIGAS OU SEI LÁ COMO, MAS COMO IRMÃOS QUE SE UNEM PARA AJUDAR AOS MAIS NECESSITADOS...

     

    MAS AINDA PODEMOS MUDAR ISTO, SABEM POR QUÊ????



     

    ESTOU A ALGUNS MESES TRABALHANDO EM OUTRO PRÉDIO, ONDE CONHECI PESSOAS MARAVILHOSAS, E ATRAVÉS DA FILHA DE UMA AMIGA, QUE HOJE CONSIDERO COMO UMA IRMÃ, QUE TRABALHA NO MESMO PRÉDIO O ERICK, MEU FILHO AMADO E TÃO QUERIDO, ORIENTOU O QUE PRECISAMOS FAZER COM URGÊNCIA:
    PARTICIPARMOS NA CEIA QUE SERÁ ENTREQUE NA VÉSPERA DE NATAL...
    COMO FICAMOS EMOCIONADAS COM ESTA ORIENTAÇÃO!!!
    QUE TAL VOCÊS TAMBÉM ORGANIZAREM MAIS GRUPOS DISPOSTOS A DOAR UM POUCO DO MUITO QUE DEUS LHES TEM CONCEDIDO????
    HÁ QUANTO TEMPO JESUS NOS CHAMA PARA SUA VINHA E NÓS NÃO O ESCUTAMOS!!!
     
    jesus cristo senhor
    fonte da imagem:http://www.obuscar.com/
    Serão Maus os teus Olhos
    "Serão maus os teus olhos porque eu sou bom?"
    Jesus apresenta-nos hoje mais uma parábola com a intenção clara de nos fazer compreender uma vez mais que Deus é Amor.
    Deus envolve-nos no Seu projecto para a salvação eterna, em que só seremos completamente felizes caminhando a Seu lado.

    Segunda-feira
    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O Reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha.

    Nesta parábola Jesus compara "O Reino dos Céus" a um proprietário de vinha que saiu a contratar trabalhadores para a sua vinha.

    Meditação
    Na parábola Jesus faz um convite para a sua vinha "O Reino dos Céus". Deus chama-nos sempre e a qualquer hora para colaborarmos na construção do Reino. Respondemos nós afirmativamente a este apelo de Deus?
    Deus não desiste, está sempre a dizer como devemos agir para que possamos chegar até ao "Reino dos Céus".
    Até quando ficaremos indiferentes ao apelo de Deus?
    Será que não queremos ser felizes?

    Oração
    Obrigado Senhor por não desistires de me chamares para o Teu Reino.
    Ajuda-me Senhor, a sair desta apatia e dá-me coragem para ir ao Teu encontro.
    Ajuda-me Senhor, a colaborar na construção do Teu Reino.

    Acção
    A partir de hoje vou aceitar o Teu convite para trabalhar na Tua vinha, Senhor!

    Terça-feira
    Saiu a meia-manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: "Ide vós também para a minha vinha, e dar-vos-ei o que for justo"- E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo.

    O dono da vinha não pode ver ninguém sem trabalhar. O convite para a vinha é contínuo. Nunca é tarde para colaborar na construção do Reino.

    Meditação
    Mais, até, do que o proprietário da vinha, o Senhor incomoda-se quando vê os seus filhos ociosos, sem saberem o que fazer e deseja ardentemente vê-los activos e a preocuparem-se com o grande desafio que é prepararem-se para a grande caminhada – O Reino dos Céus. Só aqui há justiça no pagamento.
    E nós? Também estaremos dispostos a fazer esta caminhada para atingir o Reino dos Céus?

    Oração
    Ajuda-me Senhor a ter coragem, entusiasmo, alegria e força para fazer parte do Teu projecto, pois sei que no final não fico a perder – O pagamento é justo! Muito justo!

    Acção
    Hoje, vou, com a ajuda de Deus, procurar não ficar inerte, mas sim trabalhar com afinco na grande obra do Senhor e, também, levar o próximo a fazer o mesmo.
    Quarta-feira
    Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes:" Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar? Eles responderam: "Ninguém nos contratou." Ele disse-lhes: "Ide vós também para a minha vinha."

    De novo o Senhor sai à procura de trabalhadores. Interpela a gente que encontra e a resposta é "ninguém nos contratou". Porém o Senhor também a estes quis chamar para a sua vinha.

    Meditação
    Deus chama todos, alguns O ouvem, e O seguem, outros não. Mas o Senhor continua a sair para buscar trabalhadores para a sua vinha. Deus vem na Sua hora e não na nossa hora. Deus ama-nos tanto que quer que sejamos felizes, por isso Ele não desiste, continua a insistir, chamando-nos um a um para a sua vinha.

    Oração
    Perdoa-me Senhor se ainda não Te encontrei e ajuda-me a aceitar o Teu convite para trabalhar na Tua vinha.

    Acção
    A partir de hoje vou tentar aceitar os desafios que me são propostos para ter o privilégio de conhecer o dono da vinha – Jesus.

    Quinta-feira
    ." Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: "Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros." Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um.

    No fim do dia o dono da vinha mandou o capataz pagar aos trabalhadores, começando pelos últimos. E todos receberam o mesmo pagamento, ainda que nem todos tenham trabalhado o mesmo.

    Meditação
    O que o Senhor nos quer dizer é relatado através de uma simples comparação com o dono da vinha; este paga a todos os trabalhadores o mesmo salário, independentemente dos que chegaram  antes e dos que chegaram depois.
    A misericórdia do Senhor por nós é tão grande  que supera os nossos atrasos, as nossas indecisões. Ele  está sempre à nossa espera e acolhe todos os que, mesmo à última hora O procuram.

    Oração
    Perdoa-me Senhor, quando me "atraso" muito, quando tenho pouca vontade para trabalhar na Tua "vinha".  Senhor, dá-me força para trabalhar com afinco para merecer o justo pagamento – O Teu Reino.

    Acção
    Senhor, ajuda-me a não me atrasar mais em tudo o que se relaciona conTigo, principalmente porque sei que só Tu és o meu verdadeiro projecto de vida.
    Sexta-feira
    Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: "Estes últimos trabalharam só uma hora, e deste-lhes a mesma paga  que a nós, que suportámos o peso do dia e do calor."

    Os trabalhadores que tinham começado a trabalhar desde cedo, reclamaram contra o dono da vinha que pagava o mesmo aos que tinham trabalhado apenas uma hora e a eles que tinham suportado o peso do cansaço e do calor do dia inteiro.

    MeditaçãoNo texto diz que os trabalhadores contratados no início do dia não ficaram nada satisfeitos por receber o mesmo pagamento, tendo trabalhado muito mais. Eles não queriam ser igualados aos demais. Aqui a parábola mostra-nos a gratuidade dos dons de Deus. O nosso relacionamento com Deus não é um negócio baseado em números e quantidade. Tudo o que fazemos é sempre muito pouco em relação aos dons Celestes. A grande recompensa é estar já na Sua vinha, é poder participar desta Sua vida, da Sua presença, do Seu amor. A justiça de Deus é diferente da nossa, pois tem por base o amor. Deus é Amor.

    Oração
    Obrigado Senhor, pelo o amor que me tens.

    Acção
    Ao longo do dia vou dar graças a Deus pelo amor que tem por mim.

    Sábado
    Mas o proprietário respondeu a um deles: "Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustastes comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?" Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.»

    O texto explica a atitude do dono da vinha perante a inveja dos primeiros trabalhadores.

    MeditaçãoO Reino de Deus é um tesouro, onde está tudo o que precisamos para vivermos uma vida plena aqui na terra, e, desta forma, caminharmos e crescermos para alcançarmos a nossa vida eterna, nos Céus.

    Oração
    Pai Nosso …..

    Acção
    Hoje vou tentar seguir o exemplo do dono da vinha.

     

     
















































    sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

    Reencarnação e Laços de Família

     

     
    Reencarnação e Laços de Família
     
    Amigos, para poder entrar no assunto proposto que é reencarnação e laços de família, é importante primeiro abordar o estudo do perispírito, para facilitar a compreensão deste assunto.

    Somos compostos de corpo físico, espírito e perispírito.
    O perispirito é o molde do corpo físico, que preexiste a este, isto é, existimos no plano espiritual que é nosso verdadeiro lar, até que seja necessária uma nova encarnação, cujas programações são feitas minuciosamente com nossos mentores no astral.
    Existem relatos na literatura espirita de pais que durante o sono do corpo fisico, são levados ao plano espiritual ( em desdobramento, isto é, o espirito juntamente com o perispirito, afasta-se do corpo que permanece dormindo, ligado por um cordão fluidico), onde conversam e combinam o nascimento do espirito que receberão como filho.
    Não entrarei em detalhes sobre o momento da concepção e de como acontece o acoplamento do espirito ao que será seu novo corpo, porque é muito complexo. Durante a gestação, sofre o espirito de liberdade relativa, podendo estar ainda ligado ao plano espiritual, mas tendo que acompanhar atentamente a gestação, porque ele não só participa deste plano divino que somos cada um de nós, como molda o novo corpo conforme o seu molde espiritual citado acima, o perispirito.
    A mente, em sua caminhada evolutiva, aprende o dominio celular. Colocando as celulas a seu serviço, consegue comandar sua forma de apresentação, segundo seu próprio molde mental, de acordo com suas necessidades evolutivas.
    Claro que para ter esta participação, o espírito necessita um determinado grau de evolução, sem o que será auxiliado pelos mentores espirituais, que determinarão o instrumento físico mais adequado às suas necessidades.
    É por isto que as mensagens espiritas sempre nos relatam que temos o corpo que precisamos, que estamos na família que melhor vai nos ajudar no caminho evolutivo, etc.
    Porque tudo obedece a um plano maior, inteligente e preciso, que só visa a nossa felicidade, mesmo que para isto, estejamos no momento em corpo disforme ou doente.
    Quando não evoluimos através do amor, Deus faz com que a dor nos ensine o caminho do bem, do belo e da felicidade.

    Sugestões de leitura: Porque Adoecemos, volume I e II, Saúde e Espiritismo, todos da Associação médico espirita de Minas Gerais.

    O perispírito e suas modelações, de Luiz Gonzaga Pinheiro.

    Habitualmente - nunca sempre - somos nós mesmos quem planifica a formação da família, antes do renascimento terrestre, chamando a nós antigos companheiros de aventuras infelizes, prometendo-lhes socorro e oportunidade de elevação e resgate. Depois de instalados na terra, se anestesiamos a consciência expulsando-os de nossa companhia, a pretexto de resguardar o próprio conforto, podemos transformá-los em inimigos recalcados que se nos entranham à vida íntima com tal expressão de desencanto e azedume que, a rigor, nos infundem mais sofrimento e aflição que se estivessem conosco em plena experiência física, na condição de filhos-problema, impondo-nos trabalho e inquietação.

    EMMANUEL

    João Gonçalves Filho - (ABORTO - 009)

    Há, pois, duas espécies de família:

    as famílias pelos laços espirituais

    Duráveis, se fortalecem pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das várias migrações da alma.

    e as famílias pelos laços corporais.

    Frágeis como a matéria, se extinguem com o tempo e, muitas vezes, se dissolvem moralmente, já na existência atual.

    ("O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. XIV, item 8).

    TESTEMUNHO DOMÉSTICO Emmanuel

    "Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé". PAULO em Gálatas 6:10

    Decerto que o apóstolo Paulo, em nos recomendando carinho especial para com a família da nossa fé, mantinha em vista a obrigação inarredável da assistência imediata aos que convivem conosco.
    Se não formos úteis e compreensivos, afáveis e devotados, junto de alguns companheiros, como testemunhar a vivência das lições de Jesus, diante da Humanidade?
    Admitimos, porém, à luz da Doutrina Espírita, que o aviso apostólico se reveste de significação mais profunda. É que, entre os nossos domésticos, estão particularmente os laços de existências passadas, muitos deles reclamando reajuste e limpeza.
    Na equipe dos familiares do dia-a-dia formam, comumente, aqueles espíritos que, por força de nossos compromissos do pretérito, nos fiscalizam, criticam, advertem e experimentam.
    Sempre fácil dar boa impressão a quem não prive intimamente conosco. Num gesto ou numa frase, arrancamos, de improviso, o aplauso ou a admiração de quantos nos encontram exclusivamente na paisagem escovada dos atos sociais. Diante dos amigos que se despedem de nós, depois de uma solenidade ou de qualquer encontro formal, nada difícil cairmos desastradamente sob a hipnose da lisonja, com que se pretende exagerar as nossas virtudes de superfície.
    Examinemos, contudo, as nossas conquistas morais, demonstrando-as perante aqueles que nos conhecem os pontos fracos.
    Não nos iludamos. Façamos o bem a todos, mas provemos a nós mesmos, se já somos bons, fazendo o bem, a cavaleiro de todos os embaraços, diante daqueles que diariamente nos acompanham a vida, policiando o nosso comportamento entre o bem e o mal.
    (do livro "Palavras de Vida Eterna", psicografado por Francisco Cândido Xavier)

    Indicação de João Gonçalves Filho

    http://www.guia.heu.nom.br/familia.htm
     
    Extraído de: http://conscienciaevida.blogspot.com
     

     

    O amor que remove montanhas,
    o amor que inspira a todos a desejarem um mundo melhor,
    o ser humano que ama a todos como a si mesmo,
    e que deseja apenas ser...
    Ah!!! Que maravilha!!!
    O amor atingiu a maioridade e se tornou compaixão...
     
     
     
     

    quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

    O Processo Desencarnatório




     

    O Processo Desencarnatório

    por Gustavo Martins


     

     

     

     

    4. Equipes de Desligamento

    Somente alguns espíritos encarnados tem a capacidade de auto-desligamento, ou seja, de desligar os laços que o prendem ao corpo físico.

    A grande maioria precisa de ajuda e amparo, pois o processo de desligamento é difícil para nós, que ainda estamos ligados "vibratoriamente" ao planeta.

    Por esse motivo existe na espiritualidade equipes especializadas no desligamento. Elas realizam suas tarefas de acordo com o merecimento dos espíritos que estão desencarnando.

    Quando o espírito é merecedor do auxílio que chamaremos de "completo", eles realizam as seguintes tarefas:

    • Preparação ? O ambiente doméstico, os familiares e o próprio espírito que desencarnará em breve recebem visitas quase que diárias para auxílio magnético e preparação. Alguns recebem uma aparente melhora para consumação das sua últimas tarefas e para o último contato com os que lhe são queridos.
    • Proteção ? Existem vampiros, obsessores e equipes das trevas especializadas em "vampirizar" os recém-desencarnados. A equipe espiritual tem como tarefa proteger o corpo físico e etérico (até o desligamento total) e o espírito contra as investidas das trevas.
    • Desligamento ? Será abordado no próximo item, contempla todo o processo de desligamento do corpo físico.
    • Encaminhamento ? Os espíritos recém-desencarnados são auxiliados para o encaminhamento ao local onde serão amparados, seja um Posto de Socorro, uma Colônia Espiritual ou, infelizmente, largados ao léu, isso só acontece com os que não podem ser auxiliados, devido a grandes débitos ou apego em que se encontra. Ninguém pode se levado para planos superiores do Astral sem estar preparado.



    O tamanho das equipes é variado e geralmente organizado para amparar grupos de espíritos que desencarnarão em um período específico.

    Junto a equipe de desligamento encontram-se os amigos espirituais dessa ou de outras vidas, os familiares, os amigos espirituais de trabalho (no caso de médiuns), etc ..

    Mesmo os médiuns que trabalham em casas onde existem mentores experientes nas ledes espirituais, recebem o auxílio da equipe de desligamento. Sobre esse tópico retiramos esse interessante texto do livro Obreiros da Vida Eterna:

    "Porque se formara expedição destinada a socorro de servidor que dispunha de amigos de tamanha competência moral? Fabriciano demonstrava conhecimentos elevados e condição superior. O obsequiosos amigo, porém, evidenciando extrema acuidade perceptiva, antes que eu fizesse qualquer pergunta inoportuna, acrescentou:

    - Não obstante nossa amizade ao médium, não nos foi possível acompanhar-lhe o transe. Temos delegação de trabalho, mas, no assunto, entrou em jogo a autoridade de superiores nossos, que resolveram proporcionar-lhe repouso, o que não nos seria possível prodigalizar-lhe, caso viesse diretamente para nossa companhia."

    Nem todos recebem auxilio de equipes especializadas de desencarne, recebendo os outros o atendimento de equipes gerais que não podem interceder "muito" junto ao moribundo, sobre esse tema retiramos o seguinte texto do livro Obreiros da vida eterna:

    "- Nem todas as desencarnações de pessoas dignas contam com o amparo de grupos socorristas?

    - Nem todas - confirmou o interlocutor, e acentuou, todos os fenômenos contam com o amparo da caridade afeta às organizações de assistência indiscriminada; no entanto, a missão especialista não pode ser concedida a quem não se distinguiu no esforço perseverante do bem."

    5. O Desligamento

    5.1 Horário

    O período da noite não possui os raios solares, que desintegram as energias negativas e eliminam as formas pensamento criadas pelo pensamento desregrado dos encarnados e desencarnados.

    Além disso, temos uma diminuição na vitalidade existente no ambiente, o que piora as condições do doente, facilitando seu desencarne no período da noite, embora, de nenhuma forma isso seja uma regra, é simplesmente uma tendência, podendo por isso ocorrer desencarnações a qualquer hora do dia ou da noite.

    5.2 O Processo de Desligamento

    Falaremos aqui sobre o processo mais comum de desligamento, suicídio e mortes abruptas serão abordadas em outros tópicos.

    5.3 Preparando o Ambiente

    Em casos de doença, onde o moribundo está há algum tempo sofrendo, e junto com ele estão os familiares e amigos, cria-se uma ?aura? de imantação que dificulta o trabalho de desligamento.

    Fica muito difícil para os espíritos criarem barreiras protetoras, o procedimento adotado pelas equipes especializadas é criar uma melhora fictícia para afastar os que "prendem" o agonizante ao corpo carnal.

    Retiramos o seguinte trecho do livro Obreiros da Vida Eterna:

    "- Nossa pobre amiga é o primeiro empecilho a remover. Improvisemos temporária melhora para o agonizante, a fim de sossegar-lhe a mente aflita. Somente depois de semelhante medida conseguiremos retirá-lo, sem maior impedimento. As correntes de força, exteriorizadas por ela, infundem vida aparente aos centros de energia vital, já em adiantado processo de desintegração."

    5.4 Cortando os Laços

    É comum a presença de espírito amigo ou familiar da última encarnação durante o desligamento. A maior parte dos espíritos de nível "médio" de evolução se mantém mais ou menos conscientes do que acontece (depende o grau de desprendimento e evolução). Por isso a presença da mãe, filho(a), irmã(o), etc, tranqüiliza o espírito em processo de desencarnação.

    No livro Voltei e Obreiros da Vida Eterna (ambos de Francisco Candido Xavier) os espíritos são amparados por familiares, mãe e filha, respectivamente.

    Acredito que a melhor forma de falar sobre o processo de desligamento é citando os dois livros que falaram mais profundamente sobre o assunto, a seguir as transcrições:

    Obreiros da Vida Eterna, Capítulo XIII, Companheiro Libertado,

    "...Ordenou Jerônimo que me conservasse vigilante, de mãos coladas à fronte do enfermo, passando, logo após, ao serviço complexo e silencioso de magnetização. Em primeiro lugar, insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro. Descansando alguns segundos, asseverou:

    - Não convém que Dimas fale, agora, aos parentes. Formularia, talvez, solicitações descabidas.
    ...
    E porque eu indagasse, tímido, por onde iríamos começar, explicou-me o orientador:

    - Segundo você sabe, há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma:

    o centro vegetativo, ligado ao ventre, como sede das manifestações fisiológicas; o centro emocional, zona dos sentimentos e desejos, sediado no tórax, e o centro mental, mais importante por excelência, situado no cérebro.
    ...
    Aconselhando-me cautela na ministração de energias magnéticas à mente do moribundo, começou a operar sobre o plexo solar, desatando laços que localizavam forças físicas. Com espanto, notei que certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento.
    ...
    Jerônimo, com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigástrio à garganta, mas reparei que todos os músculos trabalhavam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa aflição ao paciente. O campo físico oferecia-nos resistência, insistindo pela retenção do senhor espiritual.
    ...
    O Assistente estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no cérebro. Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerônimo quebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantaneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor. Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindose, após ela, todo o corpo perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer de todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias.
    Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.
    ...
    Para os nossos amigos encarnados, Dimas morrera, inteiramente. Para nós outros, porém, a operação era ainda incompleta. O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do ?morto?, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido."

    Do livro A vida Além da Sepultura, Capítulo 19, Espíritos Assistentes das Desencarnações:

    "... A desencarnação demanda ainda outras operações complexas, pois a intimidade que se estabeleceu entre o perispírito e o corpo físico, durante alguns anos de vida humana, não pode ser desfeita em poucos minutos de intervenções técnicas do lado de cá. Salvo nos casos de desastres ou mortes violentas, em que a intervenção dos técnicos assistentes se registra só depois da morte do corpo, as demais desencarnações devem se subordinar gradativamente a várias operações liberatórias, em diversas etapas..."

    5.5 O Rompimento do Cordão de Prata

    A grande maioria dos espíritos em processo de desencarne ainda se acha ligado de alguma forma à matéria física, seja por amor a família, aos bens, preocupações com os que vão deixar, etc.

    Em vista disso o processo desencarnatório é gradual e o rompimento do cordão de prata, última etapa no processo de desligamento, só é realizado (na maioria dos casos) após algum tempo.

    Sobre esse assunto temos a sábia palavra de Bezerra de Menezes, no livro Voltei:

    "Esclareceu Bezerra que na maioria dos casos, não seria possível libertar os desencarnados tão apressadamente, que a rápida solução do problema liberatório dependia, em grande parte, da vida mental e das idéias a que se liga o homem na experiência terrestre. ".

    Até o rompimento do cordão de prata o espírito encontra-se como um balão cativo (palavras de Bezerra de Menezes), e fica mais suscetível à influência do ambiente onde se encontra, também menos consciente e fraco. Após o rompimento, ocorre um gradual aumento da consciência e fortalecimento.

    Para os mais evoluídos o rompimento é quase imediato.

    5.6 Duplo Etérico e Vitalidade Acumulada

    O desencarne não extingue as energias vitais que circulam no Duplo Etérico, que está diretamente ligado ao corpo físico e ao corpo astral. Os técnicos responsáveis pelo desencarne também devem tomar as devidas providencias para proteger os resíduos vitais contra as investidas dos vampiros do mundo astral.

    Esses irmãos que já desencarnaram e por apego ao mundo ou desregramento ainda necessitam de ?sentir? a vitalidade, que só pode ser absorvida através do contato com seres encarnados ou recém-desencarnados, encontram-se a espreita, buscando se ?apropriar? de espíritos recém-desencarnados sem proteção, sugando as energias restantes do corpo físico, do duplo etérico e do perispírito.

    Retiramos o seguinte trecho do livro Magia de Redenção ? Hercílio Maes, pelo espírito Ramatis, Os males do Vampirismo

    "Quando o espírito desencarna, primeiramente rompe-se o cordão que liga o perispírito ao duplo etérico, e desse fato decorre a bipartição da corrente vital que flui normalmente para o organismo físico. Então, o tônus vital reflui em parte para o perispírito, enquanto a outra converge para o cadáver e depois desintegra-se no túmulo, ou então é absorvida no processo de vampirismo pelos espíritos subvertidos. Certa percentagem do tônus vital também é absorvida pela própria terra, pois ele é fortemente constituído de éter-físico"

    As palavras de Ramatís são confirmadas por André Luiz no livro Obreiros da Vida Eterna,

    "Jerônimo examinou-o e auscultou-o, como clínico experimentado.Em seguida, cortou o liame final, verificando-se que Dimas, desencarnado, fazia agora o esforço do convalescente ao despertar, estremunhado, findo longo sono.
    Somente então notei que, se o organismo perispirítico recebia as últimas forças do corpo inanimado, este, por sua vez, absorvia também algo de energia do outro, que o mantinha sem notáveis alterações.
    ...
    - Nossa função, acompanhando os despojos ? esclareceu ele, afavelmente, não se verifica apenas no sentido de exercitar o desencarnado para os movimentos iniciais da libertação. Destinase também à sua defesa. Nos cemitérios costuma congregar-se compacta fileira de malfeitores, atacando vísceras cadavéricas, para subtrair-lhes resíduos vitais.
    ...
    Logo após, ante meus olhos atônitos, Jerônimo inclinou-se piedosamente sobre o cadáver, no ataúde momentaneamente aberto antes da inumação, e, através de passes magnéticos longitudinais, extraiu todos os resíduos de vitalidade, dispersando-os, em seguida, na atmosfera comum, através de processo indescritível na linguagem humana por inexistência de comparação analógica, para que inescrupulosas entidades inferiores não se apropriassem deles.?

    6. As Sensações

    6.1 Sensações Antes do Desenlace

    Os laços que prendem o espírito ao corpo físico como se "afrouxam" durante doenças prolongadas que antecipam a morte do corpo físico, por isso, os moribundos desdobram com facilidade para a devida preparação junto à equipe responsável pelo seu desenlace.

    Alguns espíritos que morrem em acidentes trágicos sentem antecipadamente o fim que os aguarda, sofrendo grande angústia no coração, muitas vezes inexplicáveis naquele momento, de alguma forma sabem o que os espera, contudo, nunca imaginam que um acidente os aguarda.

    6.2 Sensações Durante o Desenlace

    As variações de sensações durante o desligamento são muitas, sempre vinculadas ao padrão espiritual do desencarnante e ao seu apego ao mundo material.

    Muitos se despedem do mundo sem obstáculos e sem desagradáveis incidentes. Inúmeras almas dormem longuíssimos sonos, outras nada percebem, na inconsciência infantil em que vazam as impressões.

    Porém, para aqueles que já possuem uma certa evolução, as sensações são muitas e pouco agradáveis pelo que pude perceber nos livros.

    O principal motivo para as perturbações que ocorrem durante o processo de desencarne é o padrão vibratório dos amigos e familiares que estão em volta do leito de morte.

    Primeiro são os choros, chamados, gritos, angustias, medo, saudade e etc...

    Depois, além desses sentimentos, temos as conversas egoístas ou de baixo padrão vibratório.

    É fato que a vibração energética emitida pelos entes encarnados é de profunda influência no espírito em libertação.

    Estamos considerando o período de desenlace do seu início até o rompimento do cordão de prata.

    Durante esse meio tempo o espírito fica meio consciente (espíritos de média evolução), sente-se fraco, facilmente influenciável pelo ambiente, não consegue raciocinar direito e pode sentir as sensações da doença que o levou ao desencarne (caso não consiga manter o padrão vibratório superior).

    Alguns que se encontram despertos são colocados para dormir para que o impacto das energias negativas não seja sentido, outros, são levados para a praia ou cachoeira para receberem as emanações positivas da natureza. Cada caso é um caso, onde o merecimento e o desprendimento são variáveis de grande peso.

    Não podemos deixar de citar o exame imparcial que alma faz de todos os acontecimentos de sua vida, passando pela sua tela mental todos os acontecimentos. Retirei dois trechos muito interessantes sobre esse tema.

    "Um fato digno de registro é que, no momento do desencarne, seja ele repentino ou não, a pessoa vê passar ante ela toda a vida que deixa, em seus mínimos detalhes, de trás para frente, isto é, do momento atual até quando a atual existência teve principio. Processo automático em que o indivíduo em questão, como expectador, avalia, de forma crua, sem adornos, sem enganos, o que construiu de permanente para si mesmo, bem como o tempo malbaratado, gasto em ilusões."
    Narcí Castro de Souza, Projetando Luz, Um Guia de Aprendizado Espiritual.

    Também André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, nos fala sobre essa sensação.

    "Assim como recapitula, nos primeiros dias da existência intra-uterina, no processo reencarnatório, todos os lances de sua evolução filogenética, a consciência examina em retrospecto de minutos ou de longas horas, ao integrar-se definitivamente em seu corpo sutil, pela histogênese espiritual, durante o coma ou a cadaverização do veículo físico, todos os acontecimentos da própria vida, nos prodígios de memória, a que se referem os desencarnados quando descrevem para os homens a grande passagem para o sepulcro."

    6.3 Sensações Após o Desenlace

    As variações de sensações após o desenlace são muitas e também estão diretamente vinculadas com a graduação espiritual e, com o estilo de vida que o espírito recém-liberto levou.

    Todos os apegos, erros, divergências, prejuízos causados a outrem, vícios e etc, contribuem para "pesar" o corpo astral daquele que volta para os planos mais sutis de vida. O peso pode atrapalhar a ida para Colônias Espirituais ou Postos de Socorro, e dependo do erro pode impedir que as equipes desencarnacionistas encaminhem o recém-liberto, deixando-o ao léu.

    Em casos mais graves os erros são tantos que ele acaba indo para subplanos inferiores, alguns se encontram abaixo da crosta (para maiores informações consultem o artigo O Plano Astral).

    Esses "charcos" como Ramatís chama tem a finalidade de ajudar o espírito a expurgar as toxinas aderidas ao corpo espiritual, funciona como um processo de filtragem/lição para o espírito desregrado. Falaremos mais sobre esses "lugares" mais tarde.

    Todos aqueles que buscaram se melhorar e fizeram o possível para deixar marcas positivas no coração dos que o acompanharam, recebem o benefício dos seus atos e pelas preces dos que ficaram são auxiliados. Regressam para Postos de Socorro ou Colônias espirituais, onde receberam o auxílio inicial para a adaptação ao novo plano de vida.

    7. A Nova Vida para os que buscaram a Luz

    Para os espíritos de média envergadura espiritual o desencarne é mais ou menos parecido, com maiores dificuldades para os que são vítimas de acidentes, onde o rompimento dos laços é realizado de forma abrupta.

    Após o auxílio das equipes de desencarnação, eles são levados para Colônias ou Postos de Socorro que estão afins com o seu padrão vibratório.

    Recebem visitas dos que partiram antes deles, que fazem o possível para ajudá-los na adaptação.

    Não é possível, na maioria dos casos, visitar de pronto a família terrena, em vista dos fortes impactos que sofreria.

    Após o período de adaptação eles são encaminhados para tarefas de auxílio, que podem seguir os conhecimentos e experiências de trabalhos realizados na Terra.

    O cansaço é muito comum após o desencarne e o espírito se sente frágil, necessitando de alimentos e repouso (a maior parte dos espíritos medianos que vivem no astral se adaptam a extrair a vitalidade da luz).

    Passes magnéticos são realizados pelos amigos espirituais, auxiliando na adaptação e o equilíbrio.

    Não é comum aos espíritos de médio porte lembrarem logo após o desencarne de suas vidas anteriores, isso acontece gradualmente e varia, de acordo com a história de cada um.

    Pelo que pude constatar nos livros, a volitação e velocidade de deslocamento são adquiridas com o tempo, afinal, tudo na vida é uma questão de prática.

    Os espíritos recém-libertos ficam muito suscetíveis às emanações de baixo padrão vibratório, eles ainda não conseguem se isolar completamente, por isso que é tão perigoso à volta para o lar SEM A COMPANHIA E AUTORIZAÇÃO DOS INSTRUTORES ESPIRITUAIS!!!

    Esse tipo de apego, que pode "tirar" o espírito da proteção dos amigos espirituais, faz correr grande risco aqueles que julgam estar na família terrena a única forma de felicidade. No livro Sexo e Destino, de Francisco Cândido Xavier, temos o exemplo de uma senhora, que após seis meses de adaptação ao plano espiritual resolveu voltar ao seu lar, visitando os entes queridos, contudo, não suportou o impacto das notícias arrebatadoras e entrou em colapso, tendo que ser transferida para hospitais psiquiátricos existentes no plano espiritual.

    http://www.grupopas.com.br

     

     
     
     

    O sofrimento dos Suicidas




     
    O sofrimento dos Suicidas
     
    (Conscientes e Inconscientes)
     
    Como foi falado no tópico sobre reencarnação, todos temos mais ou menos um tempo de vida, onde foi planejado um conjunto de resgates, encontros, lições e etc.
     
    Esses acontecimentos podem ser entendidos como tendências da sua vida e não como destino, ou seja, tudo isso será atraído para você, os resgates podem ser minimizados ou até evitados pelo seu "estilo" de vida. No caminho contrário, os benefícios podem não chegar até você, pelo mau uso dos bens materiais e espirituais concedidos ou pela cegueira espiritual em que o encarnado se encontra.
     
    O suicida não tem o direito de tirar a sua vida.
     
    Não foi o espírito que criou a vida, a vida é um "milagre" do criador, que dá a oportunidade de crescimento para seus queridos filhos. Somente ele, em sua sabedoria infinita tem o direito de retirá-la.
     
    Com ou sem dificuldades, muito doente ou cheio de vícios e erros, abandonado ou demasiadamente idolatrado... Não existe desculpa para o suicídio.
     
    O espírito ficará em estado de sofrimento e só poderá ser resgatado pelos amigos espirituais quando o tempo estipulado para sua vida terminar.
     
    Isso não é uma regra absoluta, existem variáveis que podem minimizar ou até compartilhar com outros a responsabilidade do suicídio, contudo, isso é o que acontece na maioria dos casos.
     
    O suicida pode ficar ligado aos seus restos mortais e sentir a sensação da decomposição do seu corpo físico, isso acontece porque o fio de ligação não foi devidamente rompido, o corpo está morto para o mundo, contudo, o espírito continua ligado.
     
    O sofrimento após a morte daquele que se suicida não é interminável, mas, para aquele que sofre parecerá não ter fim. A grande maioria entra em estado de loucura, porque revive a todo o momento o ato que realizou. Na sua tela mental ele revive os últimos momentos e sente a dor e o sofrimento que causou a si mesmo. Mergulhando em um mundo de alienação ele não enxerga quase nada a sua volta, não consegue sentir a presença daqueles que o visitam periodicamente para orar em seu favor.
     
    O suicida também é presa fácil dos espíritos trevosos, que sugam sua vitalidade.
     
    Em alguns livros nos é falado sobre o Vale dos Suicidas, lugar para onde são "atraídos" os irmãos que decidem abandonar o corpo pela própria vontade. Após a leitura de vários livros, acredito que os suicidas podem ser levados a diferentes tipos de regiões do astral inferior, tudo depende dos agravantes e atenuantes de sua responsabilidade e dos atos cometidos durante a vida.
     
    Religioso ou Ateu, Rico ou Pobre, Poderoso ou Desconhecido, Médium ou Padre, todo aquele que se suicidar sentirá o peso cruel do próprio ato. Conhecendo ou não o plano espiritual ele experimentará a alienação do seu próprio assassinato.
     
    PARA AQUELES QUE CONHECEM UM POUCO DO PLANO ESPIRITUAL, NÃO ACONSELHO A FICAR PENSANDO.... COMO SERIA BOM IR PARA O OUTRO LADO!!! OU EU QUERO MORRER PARA VIVER NO MUNDO DOS ESPÍRITOS!!!
     
    O pensamento é matéria de outro plano, a vontade do espírito é força criadora, se você pensar em morrer, você acabará morrendo e se tornará um suicida inconsciente, passando pelos mesmo sofrimentos do suicida consciente.
     
    Aqueles que são viciados em álcool, cigarros, drogas e etc, acabam diminuindo o seu tempo de vida, e também estão sujeitos a esse tipo de sofrimento depois da morte. André Luiz, no livro Nosso Lar, mostra com suas próprias palavras o sofrimento de um suicida inconsciente (ele próprio), como era considerado:
     
    " Eu guardava a impressão de haver perdido a idéia de tempo. A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito.
     
    Estava convicto de não mais pertencer ao número dos encarnados no mundo e, no entanto, meus pulmões respiravam a longos haustos.
     
    Desde quando me tornara joguete de forças irresistíveis?
     
    Impossível esclarecer.
     
    Sentia-me, na verdade, amargurado duende nas grades escuras do horror. Cabelos eriçados, coração aos saltos, medo terrível senhoreando-me, muita vez gritei como louco, implorei piedade e clamei contra o doloroso desânimo que me subjugava o espírito; mas, quando o silêncio implacável não me absorvia a
    voz estentórica, lamentos mais comovedores, que os meus, respondiam-me aos clamores. Outras vezes gargalhadas sinistras rasgavam a quietude ambiente. Algum companheiro desconhecido estaria, a meu ver, prisioneiro da loucura. Formas diabólicas, rostos alvares, expressões animalescas surgiam, de quando em quando, agravando-me o assombro. A paisagem, quando não totalmente escura, parecia banhada de luz alvacenta, como que amortalhada em neblina espessa, que os raios de Sol aquecessem de muito longe.
     
    E a estranha viagem prosseguia... Com que fim? Quem o poderia dizer? Apenas sabia que fugia sempre... O medo me impelia de roldão. Onde o lar, a esposa, os filhos? Perdera toda a noção de rumo. O receio do ignoto e o pavor da treva absorviame todas as faculdades de raciocínio, logo que me desprendera dos últimos laços físicos, em pleno sepulcro!
     
    Atormentava-me a consciência: preferiria a ausência total da razão, o não-ser.
     
    De início, as lágrimas lavavam-me incessantemente o rosto e apenas, em minutos raros, felicitava-me a bênção do sono.
    Interrompia-se, porém, bruscamente, a sensação de alívio. Seres monstruosos acordavam-me, irônicos; era imprescindível fugir deles. "
     
    9. A Nova Vida para os Assassinos, Caluniadores, etc.
     
    Compartilharei uma conclusão que tive após ler vários livros sobre desencarnação.
     
    Todas as pessoas que prejudicam outras, sentem um "certo" remorso, contudo, a grande maioria ignora essa "voz interior", o impacto dela é muito pequeno, a culpa vem, mas logo o encarnado consegue se desfazer do pensamento, realizando outros atos maldosos ou continuando a sua vida.
     
    Contudo, após a morte tudo fica diferente, não é mais uma "voz interior" e sim um Grito Ensurdecedor da Alma que transfere para o desencarnado toda a consciência de culpa do erro cometido. A sensação de "culpa" dos desencarnados é implacável, ele não consegue mais ignorar esse sentimento, já que não possui mais o corpo físico para aliviar os impactos emocionais.
     
    Bom, podemos concluir então que aquele que prejudica alguém, no fundo, sempre se sente culpado, mesmo que não admita, e é essa culpa a brecha para todos os tipos de sofrimento que ele padecerá, enquanto continuar encarnado e também após o seu desencarne, caso não mude a sua postura.
     
    Vamos então exemplificar no caso do assassino... Se o João mata o Pedro, Pedro continua existindo, só que em outro plano. Se o Pedro for um espírito bondoso e com algum discernimento espiritual ele perdoará João e seguirá o seu caminho, alcançando esferas de luz e amor. No entanto, a "brecha" de João continua e ele será obsediado, através dessa "culpa" interior por espíritos das trevas, que serão atraídos por esse tipo de vibração.
     
    Existem legiões de espíritos que se julgam "justiceiros", acham que tem o direito de fazer sofrer aqueles que praticaram maldade, seja por motivo de vingança, seja por motivo de justiça. Espíritos amigos nem sempre podem interceder, já que o faltoso tem compromissos graves com as leis divinas.
    O João também pode se tornar um joguete de espíritos maldosos que o manipularão para realizar outras maldades, da obsessão se tornará possessão e após a morte o João se tornará escravo desses espíritos manipuladores.
     
    Uma outra possibilidade é Pedro não ser um espírito bondoso, e, se tornar completamente fechado as inspirações de amor e perdão que serão passadas pelos espíritos amigos.
     
    Ele perseguirá João de todas as formas possíveis. Como João possui uma dívida, ou seja, uma brecha cármica com Pedro, aos poucos Pedro conseguirá obsediar João e fará de tudo para que sofra até os últimos dias de sua vida. Provavelmente espíritos trevosos, hipnotizadores, vampiros, obsessores, manipuladores se aproximarão de Pedro, ensinando-o várias técnicas de obsessão.
     
    Pedro esperará João e quando esse morrer, realizará toda sorte de maldades. O fim desse ciclo, que necessitará provavelmente do renascimento do grupo envolvido, só ocorre através do auxilio de instrutores abnegados, que com paciência e amor esperam que os vingadores "cansem" de fazer maldades e que o "faltoso" esteja apto a ser ajudado.
     
    Chegamos a conclusão que aquele que se compromete na Terra por prejudicar alguém sente um peso tão grande da culpa que isso o impede de ser levado para regiões de Luz.
     
    Se desejar mudar o seu destino terá que acordar para a verdade e, além disso, se sentir merecedor de uma nova chance.
     
    Buscamos mostrar, em aspectos gerais o que acontece, lembrando que cada caso tem suas características próprias.
     
    Um assassino pode mudar todo o rumo de sua vida. No caso de se arrepender ele pode dedicar sua vida ao amor, a paz e a solidariedade. Modificando completamente o seu campo vibratório ele poderá modificar a brecha cármica que abriu.
     
    Embora não se eximindo de sua responsabilidade, que um dia será cobrada pela justiça divina, ele prepara a colheita para a vida após a morte, podendo assim receber a ajuda das equipes espirituais. Todos temos a chance de modificar nossas vidas, ninguém nasceu para sofrer, a Luz do Amor Divino pode ser alcançada por todos.
    Retiramos a seguinte passagem do livro Voltei, do Irmão Jacob:
    "... Disse que o irmão em crise realmente fora homicida em outra época, mas trabalhara em favor da regeneração própria e a bem da Humanidade, com tamanho valor, nos últimos 30 anos da existência, que merecera carinhosa proteção dos orientadores de mais alto..."
     
    Do livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz, retiramos o seguinte trecho:
    "Criminosos que mal ressarciram os débitos contraídos, instados pelo próprio arrependimento, plasmam, em torno de si mesmos, as cenas degradantes em que arruinaram a vida íntima, alimentando-as à custa dos próprios pensamentos desgovernados.
     
    Caluniadores que aniquilaram a felicidade alheia vivem pesadelos espantosos, regravando nas telas da memória os padecimentos das vítimas, como no dia em que as fizeram descer para o abismo da angústia, algemados ao pelourinho de obsidentes recordações.
    Tiranetes diversos volvem a sentir nos tecidos da própria alma os golpes que desferiram nos outros...".
     
     
     
    10. O Desencarne de seres Altamente Evoluídos
     
    Os seres altamente evoluídos, como os Mestres e Santos, conseguem realizar por vontade própria o desligamento do seu corpo físico.
     
    Se assim for a vontade do homem auto-realizado, ele pode se desligar do corpo com tal velocidade e de tal forma que as poderosas energias que circulam pelo seu corpo etérico são absorvidas pelo corpo cadavérico, mantendo por longo tempo o corpo coeso.
     
    Esses seres nada sofrem porque não vivem na terra, mas mergulhados no na infinita consciência divina, eles não são mais iludidos por maya (a grande ilusão) e por isso partem para planos mais sutis, podendo habitar planos acima do astral.
     
     
     
    11. A Nova Vida para os médiuns
     
    Coloquei esse item por saber toda curiosidade e mistério que circundam aqueles que são médiuns.
     
    O médium não foge a nenhuma regra que expomos aqui. Ele está sujeito as mesmas energias de atração, apego e conduta.
     
    Contudo, a boa, má ou não utilização dos dons que recebeu influenciam e muito no que acontecerá após o desencarne.
     
    O que utilizou de forma produtiva a sua mediunidade, ajudando os que sofrem receberá o benefício da intercessão dos que o amam e sentirá o valor das preces que receberá durante o período de desencarne.
     
    O que não utilizou para nada a sua mediunidade estará sujeito ao seu apego e conduta, contudo, assim que sua consciência se dilatar ele sentirá uma frustração imensa por não ter utilizado o benefício QUE ELE SOLICITOU para ajudar o próximo.
     
    O que utilizou a mediunidade com objetivos egoístas e para benefício próprio fica entregue aos espíritos de baixo padrão com que se afinizou durante a vida. Muito provavelmente será explorado de todas as formas possíveis, pois os espíritos que durante a sua vida atenderam seus pedidos, agora se acham no direito de utilizá-lo da maneira que acharem melhor.
     
     
     
    12. As sensações físicas, vícios após a Morte – A nova vida dos viciados
     
    O título aqui não fala somente sobre os viciados em Álcool, Fumo ou Drogas, também estão envolvidos os que são apegados a qualquer tipo de "sensação" experimentada na terra.
     
    Os desejos estão no espírito e não no corpo físico, por isso, a maior parte dos recém-desencarnados continua sentindo os "desejos" físicos, sejam eles a fome, a sede, as compulsões, a sexualidade e etc.
    Ramatís nos fala de forma clara sobre isso no livro Fisiologia da Alma
     
    "...Na verdade, os vícios terrenos não devem ser encarados como "pecados" ofensivos a Deus, mas apenas como grandes obstáculos e empecilhos terríveis que, em seguida à desencarnação, se transformam em uma barreira indesejável mantendo o espírito desencarnado sob o comando das sensações inferiores..."
     
    Embora fumar ou beber não represente sofrimento para os espíritos após a morte, o vício o incomodará. Sendo uma alma amorosa e com algum discernimento espiritual, ela sofrerá da abstinência como qualquer outro espírito e terá que escolher entre os dois possíveis caminhos dos viciados após a morte:
     
    - Lutar contra si mesmo e abandonar o vício, mesmo que esse o acompanhe por algum tempo.
     
    - Se tornar um vampiro das emanações geradas por encarnados. Encarnados viciados em cigarro enviam para o astral, da quebra das toxinas, elementos tóxicos, que são absorvidos por esses ObsessoresVampiros. Como a absorção do vampiro é menor e o seu vício é tão intenso quanto o do encarnado, ele o estimula a cada vez tragar ou ingerir mais elementos tóxicos. Os viciados em sexo também emanam energias de baixo padrão que são absorvidas pelos ObsessoresVampiros das sensações sexuais e assim temos toda sorte de atração entre viciados encarnados e vampiros que se afinizam com aquele tipo de vicio.
     
    Em vários livros podemos constatar a dificuldade dos espíritos recém-libertos de se desvencilhar do condicionamento físico, sejam os vícios da sede, forme ou sexo. Conforme o espírito vai se desligando da sua última encarnação e dos laços físicos, o seu teor vibratório muda e com isso as sensações vão se extinguindo ou conseguem pelo menos ser controladas, tudo vai depender do esforço e grau de evolução do espírito, não existe regra.
     
    As toxinas aderidas ao corpo através, por exemplo, do fumo "grudam" no períspirito, ou como chamamos também, corpo astral. Essas toxinas vão dificultando o contato com os corpos superiores e com os amigos de mais alto padrão vibratório. O espírito tem dificuldade de contato superior e além disso, está carregado de energias tóxicas.
     
    Quando ele desencarna, essas energias continuam "grudadas" no corpo astral, elas precisam ser expurgadas.
     
    Alguns moribundos ficam acamados dias, as vezes meses. Embora isso seja muito difícil para ele e para a família, esse tempo hospitalizado PODE ser utilizado como uma benção, para expurgar as energias deletérias agregadas ao corpo espiritual.
     
    Se o espírito tem um coração puro e é merecedor da ajuda espiritual podem acontecer coisas interessantes como a que li em um livro que não me lembro o nome, onde uma senhora, merecedora de carinho infinito por muitos, recebeu a proteção espiritual depois do desencarne até que seu corpo espiritual expurgasse as toxinas aderidas por causa do seu vício.
     
    Vale lembrar que são poucos os casos de pessoas que conseguem manter o padrão vibratório alto, tendo um vício, para a maioria dos casos a morte vem como um BASTA para o seu vício e isso não é muito bem aceito.
     
    É importante o espírito encarnado entender as conseqüências do seu vício, porque hoje ele é obsediado, mas amanhã ele se tornará o obsessor.
     
    Retiramos o trecho abaixo do livro Mensageiros, de André Luiz para uma meditação sobre o desregramento de muitos durante a vida:
    " - Notam-se, de fato, grandes lacunas na expressão mental do moribundo. Vê-se que atravessou a vida humana obedecendo mais ao instinto que à razão. Observam-se-lhe no mundo celular vastos complexos de indisciplina. Poderemos, contudo, ajudá-lo a desvencilhar-se dos laços mais fortes, no que se refere ao círculo carnal.
     
    - Será um caridoso obséquio — redargüiu a genitora, aflita.
     
    - A irmã está incumbida de encaminhá-lo? — perguntou o instrutor, compreendendo a magnitude da tarefa. — Precisamos ponderar, quanto a isto, porque o desprendimento integral se verificará dentro de poucos minutos.
     
    Ela esboçou um gesto triste e respondeu:
     
    - Desejaria sacrificar-me ainda um pouco por meu desventurado Fernando, mas apenas obtive permissão para socorrê-lo nos seus últimos instantes. Meus superiores prometem ajudá-lo, mas aconselharam-me a deixá-lo entregue a si mesmo durante algum tempo. Fernando precisa reconsiderar o passado, identificar os valores que, infelizmente, desprezou. As lágrimas e os remorsos, na solidão do arrependimento, serão portadores de calma ao seu espírito irrefletido. Grande é o meu desejo de conchegá-lo ao coração, regressando aos dias que já se foram; todavia, não posso prejudicar, com a minha ternura materna, a marcha do serviço divino. Fernando, em verdade, é filho do meu afeto; contudo, tanto ele como eu, temos contas com a Justiça do Eterno e, no que respeita a mim, estou cansada de agravar os meus débitos.
     
    Não devo contrariar os desígnios de Deus. "
     
    Do livro Evolução em Dois Mundos, de André Luiz, retiramos o seguinte trecho:
    " ... e os viciados de toda sorte, quais os dipsômanos e morfinômanos, experimentam agoniada insatisfação, qual ocorre também aos desequilibrados do sexo, que acumulam na organização psicossomática as cargas magnéticas do instinto em desvario, pelas quais se localizam em plena alienação.".
     
    13. O Apego ao Corpo físico
     
    Esse tópico é parecido com o anterior, contudo, sobre esse tema encontrei o fascinante trecho no livro Nosso Lar, de André Luiz:
     
    "Regressando ao contacto direto com os enfermos, notei Narcisa a lutar heroicamente por acalmar um rapaz que revelava singulares distúrbios.
     
    Procurei ajudá-la.
     
    O pobrezinho, de olhos perdidos no espaço, gritava, espantadiço:
     
    - Acuda-me, por amor de Deus! Tenho medo, medo!...
     
    E, olhar esgazeado dos que experimentam profundas sensações de pavor, acentuava:
     
    - Irmã Narcisa, lá vem "ele"!, o monstro! Sinto os vermes novamente!
     
    "Ele"! "Ele"!. . . Livre-me "dele" irmã! Não quero, não quero!...
     
    - Calma, Francisco - pedia a companheira dos infortunados -, você vai libertar-se, ganhar muita serenidade e alegria, mas depende do seu esforço.
     
    Faça de conta que a sua mente é uma esponja embebida em vinagre. É necessário expelir a substância azeda. Ajudá-lo-ei a fazê-lo, mas o trabalho mais intenso cabe a você mesmo.
     
    O doente mostrava boa-vontade, acalmava-se enquanto ouvia os conceitos carinhosos, mas volvia à mesma palidez de antes, prorrompendo em novas exclamações.
     
    - Mas, irmã, repare bem... "ele" não me deixa. Já voltou a atormentarme! Veja, veja!...
     
    - Estou vendo-o, Francisco - respondia ela, cordata -, mas é indispensável que você me ajude a expulsá-lo.
     
    - Este fantasma diabólico!... - acrescentava a chorar como criança, provocando compaixão.
     
    - Confie em Jesus e esqueça o monstro - dizia a irmã dos infelizes, piedosamente -, vamos ao passe.
     
    O fantasma fugirá de nós. E aplicou-lhe fluidos salutares e reconfortadores, que Francisco agradeceu, manifestando imensa alegria no olhar.
     
    - Agora - disse ele, finda a operação magnética -, estou mais tranqüilo.
     
    Narcisa ajeitou-lhe os travesseiros, mandou que uma serva lhe trouxesse água magnetizada.
     
    Aquela exemplificação da enfermeira edificava-me. O bem, como o mal, em toda parte estabelece misterioso contágio.
     
    Observando-me o sincero desejo de aprender, Narcisa aproximou-se mais, mostrando-se disposta a iniciar-me nos sublimes segredos do serviço.
     
    - A quem se refere o doente? - indaguei, impressionado. Está, porventura, assediado por alguma sombra invisível ao meu olhar?
     
    A velha servidora das Câmaras de Retificação sorriu carinhosamente e falou:
     
    - Trata-se do seu próprio cadáver.
     
    - Que me diz? - tornei, espantado.
     
    - O pobrezinho era excessivamente apegado ao corpo físico e veio para a esfera espiritual após um desastre, oriundo de pura imprudência.
     
    Esteve, durante muitos dias, ao lado dos despojos, em pleno sepulcro, sem se conformar com situação diversa. Queria firmemente levantar o corpo hirto, tal o império da ilusão em que vivera e, nesse triste esforço, gastou muito tempo. Amedrontava-se com a idéia de enfrentar o desconhecido e não conseguia acumular nem mesmo alguns átomos de desapego às sensações físicas. Não valeram socorros das esferas mais altas, porque fechava a zona mental a todo pensamento relativo à vida eterna. Por fim, os vermes fizeram-lhe experimentar tamanhos padecimentos que o pobre se afastou do túmulo, tomado de horror. Começou, então, a peregrinar nas zonas inferiores do Umbral; no entanto, os que lhe foram pais na Terra possuem aqui grandes créditos espirituais e rogaram sua internação na colônia.
     
    rouxeram-no os Samaritanos, quase à força. Seu estado, contudo, é ainda tão grave que não poderá ausentar-se, tão cedo, das Câmaras de Retificação. O amigo, que lhe foi genitor na carne, está presentemente em arriscada missão, distante de "Nosso Lar".
     
    - E vem visitar o doente? - perguntei.
     
    - Já veio duas vezes e experimentei grande comoção, observando-lhe o sofrimento, discreto. Tamanha é a perturbação do rapaz, que não reconheceu o pai generoso e dedicado. Gritava, aflito, mostrando a demência dolorosa. O genitor, que veio vê-lo em companhia do Ministro Pádua, do Ministério da Comunicação, pareceu muito superior à condição humana, enquanto se encontrava com o nobre amigo que obtivera hospitalidade para o filho infeliz. Demoraram-se bastante, comentando a situação espiritual dos recém-chegados dos círculos carnais. Mas, quando o Ministro Pádua se retirou, compelido por circunstâncias de serviço, o pai do rapaz me pediu lhe perdoasse o gesto humano e ajoelhou-se diante do enfermo. Tomou-lhe as mãos, ansioso, como se estivesse a transmitir vigorosos fluidos vitais, e beijou-lhe a face, chorando copiosamente. Não pude conter as lágrimas e retirei-me, deixando-os a sós Não sei o que se passou, em seguida, entre ambos; mas notei que Francisco, desde esse dia, melhorou bastante. A demência total reduziu-se a crises que são, agora, cada vez mais espaçadas."
     
     

     

    O amor que remove montanhas,
    o amor que inspira a todos a desejarem um mundo melhor,
    o ser humano que ama a todos como a si mesmo,
    e que deseja apenas ser...
    Ah!!! Que maravilha!!!
    O amor atingiu a maioridade e se tornou compaixão...