domingo, 25 de dezembro de 2016
Organiza o Natal
Mensagem de Natal de Carlos Torres
Um Feliz Natal a todos! – Eu sou Carlos Torres
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Reforma Íntima do Brasil

Artigo publicado originalmente em 06/07/2012
Você faz a sua parte pela reforma íntima do Brasil? Você acredita que está no lugar certo ou acha que reencarnou aqui por acaso? Você sabe tão bem quanto eu que o acaso não existe. Tudo; absolutamente tudo está interligado. O seu lar reúne espíritos conhecidos de muitos séculos. Cada membro da sua família é um espírito imortal procurando reajustar-se com seu semelhante, buscando resgatar débitos assumidos em algum lugar do passado.
Depois de seu lar, de sua casa, vem todo o seu círculo de conhecimento: colegas de trabalho, colegas de estudo, vizinhos, parentes, conhecidos. Mais além, está a cidade em que você vive. Sua cidade, o lugar onde você vive, reúne muitos círculos de conhecimento como o seu. E assim sucessivamente. A região a que a sua cidade pertence, depois o seu estado, e tudo isso formando o Brasil, a pátria brasileira. Uma grande família espiritual.

Não é à toa que reencarnamos no Brasil. Todos temos erros a corrigir, lições a repetir, injustiças a reparar, caminhos a percorrer, estradas a construir. E muitos desses compromissos dizem respeito diretamente ao país em que vivemos. Os gritos das senzalas ainda ecoam pelos ares. Nosso país foi erguido a braço negro, regado com sangue, suor e lágrimas africanas.O espaço desse chão brasileiro foi aberto atropelando as culturas indígenas que havia; não sobrou quase nada.
O massacre indígena não é um fenômeno exclusivamente brasileiro; foi assim em toda a América. Mas em nenhum outro lugar houve uma assimilação tão rápida, uma acomodação de raças e costumes, onde tudo virou uma coisa só. Não estou negando a existência de preconceito. Mas desconheço lugar no mundo onde haja tanta mistura de etnias e costumes tão diversos. E tudo é Brasil.
Não há, no mundo, potencial mais vasto, promessa mais rica que a deste povo a que pertencemos. Não existe, em lugar nenhum fora daqui, tanta diversidade de culturas, pensamentos, origens, crenças.
Se hoje estamos mergulhados em escândalos, é porque vivemos um período de transição. Estamos construindo uma identidade. O espiritismo não se afirmou tão profundamente em solo brasileiro por acaso. Temos, como pátria espiritual, missão importante a cumprir. O espiritismo surgiu na França, mas foi aqui no Brasil que encontrou condições propícias para seu desenvolvimento e fortalecimento. A mistura de credos religiosos africanos, indígenas e europeus ajudou a moldar um pensamento particularmente aberto ao espiritismo moderno.
Não podemos confundir o momento de crise em que vivemos com a grandiosidade de nosso país. Tenho muito amor pelo Brasil. Tenho convicção de que o futuro mostrará que temos um papel relevante a desempenhar no cenário mundial. E o espiritismo, como ciência de vanguarda, como cristianismo racional e lúcido, será o pano de fundo dessa mudança. O Brasil é o maior país espírita do mundo!
Faz cento e noventa e três anos que somos independentes. Acho que o mais importante é a independência de pensamento. E podemos pensar muitas coisas boas a respeito do Brasil. Temos qualidades únicas, que devem ser valorizadas. Você sabe que uma pessoa começa sua reforma íntima depois de uma grave crise. Ninguém resolve se melhorar por nada. Se com uma pessoa é assim, com um país, que é um grande contingente de pessoas, também é assim. O Brasil está iniciando sua reforma íntima. Por isso tem descoberto tantos podres, tantas mazelas. É o processo natural de expurgar de si o que não presta. Ajudemos o Brasil em sua reforma íntima. O país é composto por pessoas, como eu e você. Façamos nossa parte.
fonte: http://www.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Pai Nosso da Terra de Regeneração
O Mundo muda. As pessoas mudam. A relação com a espiritualidade muda. O Pai Nosso muda. Tudo melhora rumo ao progresso infinito. Nesse momen
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
LEI DE SINTONIA
LEI DE SINTONIA
O cidadão comum que preserva os valores éticos e comporta-se conforme a crença moral que lhe é agradável atrai, inevitavelmente, a presença dos bons Espíritos que se comprazem em assisti-los.
Sendo possuidor de faculdade mediúnica, abrem-se-lhe as portas da caridade que pode exercer mediante os sentimentos que lhe são naturais.
No caso em tópico, aqueles Espíritos inamistosos, a princípio zombam do seu comportamento, logo depois, ante a natural demonstração dos atos dignificantes, sensibilizam-se, tornam-se-lhe simpáticos e aderem aos postulados de que se contagiam.
Trata-se da lei de sintonia, através da qual os semelhantes se atraem.
A melhor terapêutica, portanto, para os graves problemas das desordens obsessivas é o bem proceder.
Quando examinamos a mensagem de Jesus, identificamos em todos os momentos a superioridade do amor que inspira os pensamentos e os atos nobres, induzindo à vivência saudável.
O amor, portanto, emite ondas de vibrações elevadas, que ensejam a não violência, a resistência pacífica.
A tragédia do cotidiano entre as criaturas humanas deflui da inadvertência de pessoas e grupos que optam pela dominação arbitrária dos outros e tentam, a seu talante, submeter todos quantos se lhe acercam.
A lei de sintonia propõe a transformação moral do ser humano e logo advêm as consequências pacíficas e pacificadoras.
No começo do século XX, Leon Tolstói, que se houvera tornado cristão sem designação religiosa, mas conforme o Evangelho, acompanhando a miséria que reinava na sua pátria - a Rússia - escreveu uma carta ao czar Nicolau II, chamando-o de irmão e amigo para adverti-lo da crueldade do seu governo sobre os cem milhões de súditos. Advertia-o das ciladas e das manobras dos seus auxiliares, daqueles que o cercavam, polícia e exército, informando-o ser amado e aplaudido por aqueles miseráveis que o detestavam no abandono e na forme a que estavam atirados ...
Falou-lhe da força inexorável do amor e do bem que lhe cabia praticar na missão que Deus lhe confiara de conduzir o povo esfaimado e sofrido.
Vaticinou que, por certo, não teria ocasião de vê-la sofrer as consequências da violência na qual se apoiava, com resultados devastadores, em razão da sua idade avançada.
Apelava para a bondade e a justiça, eliminando a pena de morte das leis severas que mantinham nos cárceres abarrotados por mais de cem mil prisioneiros tidos como revolucionários, porque insatisfeitos com a maneira como eram tratados ...
De fato, mais tarde, quando estourou a revolução comunista, ele foi deposto e enviado com a família para o exílio na Sibéria, sendo submetido a inclementes humilhações, fuzilado logo depois, num espetáculo doloroso.
Tolstói houvera desencarnado antes e foi sepultado humildemente entre as árvores que ele próprio plantara, num singelo túmulo, tão humilde quanto ele, em Yasnaya Polyana.
Deixou-nos, entre outras, a sua obra que ele considerava prima, O reino de Deus está em vós.
Nesse ínterim, na África do Sul, um jovem advogado indiano que lera a sua magnífica obra sobre a mensagem de Jesus em tomo do Reino dos Céus dentro de nós, alterou a vida e dedicou-a, a princípio, a dignificar o seu povo odiado e perseguido naquele país. Preso e condenado por pedir igualdade para todos, iniciou a cruzada por libertar a Índia e o Paquistão do cárcere do Império britânico.
Tratava-se de Mohandas Karamchand Gandhi.
Viveu o Evangelho em toda a sua pureza, no amor e no jejum, na resistência pacífica, na oração e, sobretudo, em a não violência.
Assassinado por um fanático, chamou por Deus sorrindo e imortalizou-se.
Parece difícil, nestes dias, a vivência íntegra do amor, tais as circunstâncias e as conquistas bélicas, as forças da violência, o poder das armas ... No entanto, nos dias de Jesus, não eram diferentes as condições, e por isso Ele foi crucificado.
Tolstói teve algumas das suas obras proibidas de circularem nas terras da Mãe Rússia, e a pobreza suprema a que ele se submeteu permitiu que fosse escarnecido e desprezado e que tivesse problemas domésticos, ao renunciar ao título de Conde.
Gandhi, admirado e perseguido, insistiu nos objetivos a que entregou a existência e, conforme esperava, tomou-se vítima da violência, deixando o seu legado de paz que ainda comove o mundo.
Talvez não logres alcançar o nível desses missionários, o que não é importante, desde que te dediques ao humilde trabalho de aplainar a estrada, melhorar os caminhos por onde marcharão os apóstolos do amanhã que virão pacificar a Terra.
Faze a tua parte: ama!
Exercita o não revide, a não violência, a resistência pacífica.
Esses elementos são o alicerce sobre o qual o Senhor está construindo o mundo melhor de amanhã.
As tremendas provações que ora se abatem sobre a humanidade: guerras, epidemias, violência, desagregação do ser, perda de sentido existencial, atraem Espíritos também infelizes que se mesclam com os indivíduos e as massas, provocando o caos.
A mesma lei de afinidade atrai os seres nobres da Espiritualidade, os gênios, os sábios, os mártires e os santos para a edificação da felicidade dos corações mesmo durante estes afligentes momentos ...
Pensa no amor e ascende aos páramos da Luz Divina da qual procedes.
pelo Espírito Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 3 de fevereiro de 2016, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
MORTES COLETIVAS NA VISÃO ESPÍRITA
Claro que sabemos que Deus não nos julga e nem nos castiga.
Fatalidade, destino, azar são palavras que não combinam com a Doutrina Espírita, da mesma forma que a sorte daqueles que escapam desse tipo de situação, sempre há os relatos daqueles que desejavam estar no local da tragédia e não conseguiram; daqueles que estavam no cenário e não sofreram nada além do susto; e tantos outros.
Então, para a Doutrina Espírita, como se explicam casos como esse? A resposta está no resgate coletivo, conceito que envolve a correção de rumo de um grupo de Espíritos que em alguma outra encarnação cometeu atos semelhantes – e muitas vezes em conjunto – de descumprimento da lei divina e que, portanto, para individualmente terem a consciência tranquilizada precisam sanar o débito. Toda a problemática, nesse caso, está no trabalho dos mentores na reunião desses Espíritos de modo a que juntos possam se reajustar frente à Lei Divina.
Pergunta-se às vezes o que se deve pensar das mortes prematuras, das mortes acidentais, das catástrofes que, de um golpe, destroem numerosas existências humanas. Como conciliar esses fatos com a ideia de plano, de providência, de harmonia universal?
As existências interrompidas prematuramente por causa de acidentes chegaram ao seu termo previsto. São em geral, complementares de existências anteriores, truncadas por causa de abusos ou excessos. Quando, em conseqüências de hábitos desregrados, se gastaram os recursos vitais antes da hora marcada pela natureza. Tem-se de voltar a perfazer, numa existência mais curta, o lapso de tempo que a existência precedente devia ter normalmente preenchido. Sucede que os seres humanos, que devem dar essa reparação, se reúnem num ponto pela força do destino, para sofrerem, numa morte trágica, as conseqüências de atos que têm relação com o passado anterior ao nascimento. Daí, as mortes coletivas, as catástrofes que lançam no mundo um aviso. Aqueles que assim partem, acabaram o tempo que tinham de viver e vão preparar-se para existências melhores.
Segundo a primeira, os seres humanos, com nossos pensamentos, sentimentos e ações, criamos causas que terão um efeito posterior. O caráter positivo ou negativo das causas vão gerar o gênero desses efeitos. É uma Lei que não castiga, mas que reajusta as ações cometidas pelo uso do nosso livre arbítrio. Age devolvendo o caminhante desviado e perdido ao caminho correto do bem e do progresso, através das encarnações sucessivas.
A Lei de Evolução ou do Progresso rege a transformação contínua de tudo o que possui vida, desde os estados rudimentares e inferiores, até formas mais perfeitas e complexas. Por intermédio dessa Lei, o ser humano passou a ser o homem "civilizado" de hoje, abandonando suas etapas selvagens e primitivas. Graças à Lei de Evolução e às provas sucessivas, às quais ela nos submete em nossas existências múltiplas, os seres humanos vamos corrigindo nossas imperfeições, transformando nossos defeitos e debilidades em virtudes ou qualidades, que nos empurram à conquista da vida espiritual. A aplicação do nosso livre arbítrio fará com que essa Lei nos faça caminhar pelas trilhas do bem, do amor e da felicidade, ou ao contrário, pelo caminho da dor.
REAJUSTES NECESSÁRIOS
Gerson Simões Monteiro, presidente da "Fundação Espírita Cristã C. Paulo de Tarso", em um artigo sobre as mortes coletivas, escreve que as vítimas de um terremoto poderiam ser antigos guerreiros que, numa encarnação anterior, destruíram cidades, lares, mataram mulheres e crianças sob os escombros de suas casas e vitimaram a milhares de pessoas. Numa nova encarnação, são "atraídos por uma força magnética pelos crimes praticados coletivamente, reúnem em determinadas circunstâncias, e sofrem "na pele" por meio de um terremoto ou outra catástrofe semelhante, o mesmo mal que fizeram às suas vítimas indefesas de ontem." São faltas individuais que influem no coletivo.
Acrescentamos que os sobreviventes também são chamados a uma transformação moral, a uma mudança em suas vidas, mas há pessoas que se aproveitam da situação de caos, em uma região que sofreu citado terremoto, para saquear, roubar, violentar e que se beneficiam com egoísmo das doações recebidas. Para essas, a lição não é suficiente e se comprometem mais seriamente ante a coletividade.
Temos também outro exemplo real, explicado nas páginas da literatura espírita. No dia 17 de dezembro de 1961, um circo pegou fogo na cidade de Niterói (Rio de Janeiro) e cerca de 500 pessoas faleceram.
No livro "Cartas e Crônicas", psicografado por Francisco Cândido Xavier, o Espírito Humberto de Campos relata a causa do acidente.
No ano 177 da Era Cristã, Marco Aurélio reinava no império romano. Mulheres, homens, crianças, anciões e enfermos cristãos eram detidos, torturados e exterminados. "Mais de 20 mil pessoas já haviam sido mortas".
Chegou a notícia da visita do famoso guerreiro Lúcio Galo naquelas terras e os donos do poder queriam homenageá-lo de maneira grandiosa e original. Decidiram queimar milhares de cristãos num espetáculo "à altura" do visitante.
"Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em correria."
"Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento... Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia num circo."
O notável Mediunato de Chico Xavier também nos esclarece outro fato real ocorrido em São Paulo, no dia 1º de fevereiro de 1974, data em que o Edifício Joelma se incendiou e deixou 188 mortos.
O Espírito Cyro Costa e Cornélio Pires se manifestam por psicografia e deixaram dois sonetos que revelavam a causa das mortes em massa no incêndio. As vítimas resgatavam os "derradeiros resquícios de culpa que ainda traziam na própria alma, remanescentes de compromissos adquiridos em guerra das Cruzadas. (Cyro Costa)
É momento de reflexão e oração!!!