Meu Filho você é muito importante para nós!!!




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sexta-feira, 13 de março de 2009

Música (letra e vídeo) - cantora Enya


Letra da Música
If I Could Be Where You Are – Cantora Enya

Onde estás neste momento?
Salvo nos meus sonhos.
Estás ausente, mas sempre tão próximo de mim quanto um pulsar do coração.
Estou perdido agora sem a Tua companhia.

Não sei onde estás.
Permaneço buscando,
Mantenho a esperança, porém o tempo nos distancia.

Haverá uma maneira de encontrá-Lo?
Um sinal que eu deva saber?
Uma estrada por onde eu possa seguir,
Para trazê-Lo de volta para casa?

O inverno está diante de mim,
Enquanto Te encontras tão distante.
Na escuridão do meu sonho.
A Tua luz permanecerá...

Se eu pudesse estar próximo de Ti,
Se pudesse estar onde Te encontras,
Se pudesse alcançá-Lo,
E trazê-Lo de volta para casa.

Haverá uma maneira de encontrá-Lo?
Um sinal que eu deva saber?
Uma estrada por onde eu possa seguir,
Para trazê-Lo de volta para casa...

sexta-feira, 6 de março de 2009

Psicografia recebida em 19/06/08


Psicografia recebida no Centro a Caminho da Luz em 19/06/2008:

Mãezinha querida,

Ah! Mamãe quanta saudade e quanta felicidade em podermos nos comunicar nesse “CORREIO FRATERNO” em que o dirigente maior é
nosso amigo e mestre Jesus.
Sabe, mamãe, suas preces foram ouvidas e por isso recebi
permissão de aqui vir e passar umas palavrinhas.

Sei o tamanho da sua ansiedade à espera de que me comunique e que
dê uma "palavrinha" mais particular que te faça ter a certeza
de que seja mesmo seu filho Erick,
quem aqui está trazendo essa mensagem.

Sou eu, sim, mamãe! E aqui no Plano Espiritual, embora muitas vezes, pareça ser uma "cópia" da Terra, algumas coisas, porém, são diferentes.
E o que muda é a nossa maneira de "enxergar" as coisas. E nessa maneira, a compreensão se dilata tanto!
E com a compreensão o nosso amor também aumenta, aumenta tanto que por vezes, nos surpreende o tamanho do sentimento que nos cabe dentro do coração!

Mamãe sou-lhe muito grato pelo seu amor a ponto de proporcionar-me minha rápida passagem no corpo carnal, resignando-se depois com a minha partida para o Plano Espiritual.
Com isso, resgatei grande dívida com minha própria consciência, que me faz ser-lhe eternamente grato!

Mamãe fico contente com a felicidade da minha irmãzinha Vanessa.
PEDRAS SEMPRE APARECEM NO CAMINHO PARA QUE APRENDAMOS ÀS VEZES, ULTRAPASSÁ-LAS, OUTRAS DESVIÁ-LAS.
Preciso me despedir agora, embora desejasse muito ainda lhe contar. Há muitos irmãozinhos que como eu, estão ansiosos para passar umas palavrinhas aos seus entes queridos.
Mãezinha, te ofereço uma rosa branca que me é permitido dar-lhe, cultivada num jardim muito lindo que há aqui nesta colônia, onde me encontro, e no qual dou sempre longas caminhadas, sentindo
o perfume das flores.
É aqui nesse jardim que recebo todas orações e pensamentos de saudade, amor e carinho que me enviam.
Fiquem todos na paz do mestre e amigo JESUS.
Seu filho eterno,
Erick Ibelli

Nós é que devemos agradecer a DEUS e ao Erick pela oportunidade que nos deram dessa convivência maravilhosa, durante estes vinte e quatro anos. É claro que gostaríamos, se possível, de parar o tempo nos momentos mais felizes de nossa vida.
Foi um tempo mágico que para nós, cada minuto valeu por
milhões de anos!!!
E essa oportunidade nos levou ao conhecimento da Doutrina Espírita, onde através dessa doutrina maravilhosa, aprendemos como é importante a nossa melhoria íntima, onde tivemos a chance do crescimento espiritual e do conhecimento das
Leis Divinas e Eternas.
"Leis estas onde o amor é o único sentimento que é eterno, que salva, que alimenta nossas vidas aqui e no mais além.
E para o amor não existe limites, não existe fronteiras, pois ele chega até nossos entes queridos onde eles estiverem, mesmo que estejam em outro plano, isto é no Mundo dos Espíritos."

Nós sabíamos antes da partida de nosso filho,
que nós faríamos tudo novamente por ele, por nós, pela vida.

O NOSSO AMOR POR VOCÊ ERICK,MEU FILHO,É ETERNO!!!

Irene Ibelli

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Vida de Quem Fica.


"Dossiê Luto"

A morte desorganiza, deprime. Mas o luto tem começo, meio e fim. Nesse processo, a dor da perda se transforma em saudade, e a vida continua, com outro sentido.
Por: Rosane Queiroz
Uma mulher vai até Buda com o filho morto nos braços e suplica que o faça reviver. Buda diz a ela que vá a uma casa e consiga alguns grãos de mostarda. Mas, para trazer de volta a vida do menino, esses grãos devem ser de uma casa onde nunca morreu ninguém. A mãe vai de casa em casa, mas não encontra nenhuma livre da perda.
A parábola budista explora a lição mais óbvia e mais difícil da vida. A dificuldade de encarar o fim como parte da existência é o que faz do luto uma experiên-cia tão assustadora.
"A morte é sempre vista como um acidente de percurso ou um castigo divino", diz a psicóloga Clarice Pierre, especializada no atendimento de doentes terminais. Desde a infância o ser humano não é treinado para perder, mas para ter, acumular. "Os pais protegem os filhos das frustrações, e perder é essencial para entender que nada é permanente. E me refiro a perder desde jogos, até objetos e pessoas", diz Clarice.
Se o desapego budista é uma utopia, a preparação para encarar a morte de forma menos traumática é possível, e começa mesmo na infância. "Criança pode ir a velório e receber respostas honestas sobre a morte, em vez de explicações fantasiosas, como a de que a pessoa viajou ou virou uma estrela."
No dia a dia, é preciso tratar as perdas como parte da vida. "Ensinar sobre a finitude ajuda a objetivar a existência, reduzindo a angústia existencial."
Os sintomas do luto são divididos em fases: choque, negação, raiva, depressão e aceitação. Nesse processo, a pessoa experimenta desinteresse pela vida, culpa, baixa auto-estima, angústia, revolta. A duração e a intensidade desses sentimentos vão depender do histórico de perdas da pessoa, e também do grau de relação com quem morreu (a perda mais dura seria a de um filho, pois quebra um ciclo "ilusoriamente previsível") e do tipo de morte. "Nas mortes traumáticas, acidente, suicídio, assassinato, pode haver uma fase de negação mais prolongada, a culpa e a revolta podem aparecer com mais intensidade", diz a psicóloga Maria Helena Bromberg, do 4 Estações, um centro de pesquisas sobre luto e atendimento a enlutados,
em São Paulo.
"A princípio eu ia fazer uma loucura, queria matar ele, a família, todo mundo", diz o empresário Loudeber Castanho, 51, que perdeu a filha de 23 anos, assassinada a tiros supostamente pelo ex-namorado. O que o reteve e confortou foi "um lado espiritual" que a filha deixou. "Antes de morrer ela estava lendo 'Somos todos Inocentes', da Zíbia Gasparetto. Às vezes falava: 'Pai, dá uma lidinha no que eu sublinhei. E eu, na correria, não dava atenção. Depois, transtornado, comecei a rastrear as frases e a decifrar o que ela queria me dizer. Descobri que o espírito não morre. Foi a única coisa que me acalmou", diz.
Para superar o luto, é importante não sublimar a dor. "É para doer mesmo", diz Maria Helena Bromberg. Faz bem à família se reunir para chorar, conversar sobre o assunto, olhar retratos. Os rituais também ajudam, porque a recuperação é centrada na aceitação.
"O velório permite que as pessoas se despeçam e que o enlutado seja reconhecido como tal", diz ela.O período luto-casa dura cerca de dois meses. Aí cessam as visitas e a dor costuma piorar. É quando costuma ocorrer uma tentativa de resgatar o cotidiano anterior à perda, o que é impossível. A psicóloga Clarice Pierre diz ser importante, nesse estágio, se desfazer de objetos e roupas de quem morreu, e mudar hábitos. Muita gente muda de casa, de profissão, se engaja em uma causa.
Seis meses depois de perder a filha de 18 anos num acidente de carro, o casal Eduardo Carlos Tavares, médico, e Glaucia Rezende Tavares, psicóloga, se engajou na causa de amparo a enlutados. Criaram o grupo API -Apoio a Perdas Irreparáveis, que em um ano de existência reúne 37 casais, a maioria que perdeu filhos. Os encontros acontecem na casa de um dos integrantes, e são um espaço de expressão do luto.
"Em muitas famílias, é tabu tocar no assunto. Mas à medida que falamos vamos nos transformando e ganhando força para retomar a vida. Depois de uma perda, ou a gente fica amarga, ou mais sensível. Nosso objetivo é adoçar a vida sem esquecer nem hipervalorizar a pessoa que se foi", diz Glaucia.
Em São Paulo, o Grupo Fraterno, criado por três mães que há quatro anos perderam os filhos no mesmo acidente, se reúne semanalmente para estudar a doutrina espírita, trocar experiências e promover trabalhos sociais.
"No grupo, quem está melhor, puxa o outro", diz Olga Braga de Araújo, 49, uma das mães. Os encontros chegam a reunir 80 pessoas.
De maneira geral, leva-se de um a dois anos para "elaborar a perda", no jargão dos especialistas. Nesse período vão ocorrer pela primeira vez as datas importantes: aniversário, Natal... Se os sintomas de luto persistem, é provável que a pessoa não esteja vivendo as etapas necessárias à superação. Freud, no texto "Luto e Melancolia", compara essas duas condições que encerram "o mesmo estado de espírito penoso, a mesma perda de interesse pelo mundo externo". Só que, no luto, diz Freud, "é o mundo que se torna pobre e vazio; na melancolia, é o próprio ego". Nos dois casos, existe uma oposição à realidade. Mas, no luto, "normalmente prevalece o respeito pela realidade", ou seja: uma hora termina e a alegria se torna, ao menos, possível.
O processo considerado "anormal" pelos especialistas tem duas reações opostas: ou a pessoa não sai do luto (é a mãe que arruma o quarto do filho, cultuando o morto todos os dias) ou nem sequer entra nele (a pessoa fica indiferente, não chora, age como se não tivesse acontecido). Nesse luto "adiado", a dor fica guardada em algum lugar "e um dia vem à tona", diz Maria Helena Bromberg.
Morte e transformação. A perda traz mudança de valores. "As pessoas passam a ter menos medo de errar, entendem que têm limites e vivem melhor o presente", diz a psicóloga Clarice Pierre.
Foi o que aconteceu com a decoradora Vitoria Herzberg, que há dez anos perdeu o filho Daniel, 18, de câncer. Ela diz ter passado por todas as fases do luto. "Ou você se envolve na vida, ou os vivos acabam desistindo de você."
Depois de três meses, Vitória retomou seu trabalho com decoração, mas, em meio a uma polêmica com um cliente sobre o tom de amarelo que forraria um sofá, viu que aquilo não fazia mais sentido. Largou a profissão. Há nove anos se dedica a orientar pacientes com câncer e seus parentes. Vitória diz que até hoje não se conforma com a ausência do filho, mas aprendeu a conviver com ela. "Antes eu perguntava: Por quê meu filho?
Hoje eu pergunto: Quem sou eu para não ser comigo?"
Onde procurar ajuda
São Paulo
4 Estações Instituto de Psicologia - tel/fax:
0XX-11-3051-2754 LELU - Laboratório de Estudos Sobre Luto da PUC-SP tel: 0XX-11-3794-4647 - Grupo Fraterno - tel: 0XX-11-5052-1840 ou 530-7544 - Day Care Center (pacientes com câncer e familiares) - tel/fax: 0XX-11-853-3757/3061-2843 e-mail: daycare@mandic.com.br Clarice Pierre - psicóloga tel: 0XX-11-881-2998
Porto Alegre
Serviço de Atendimento Psicológico da PUC-RS tel: 0XX-51-320-3500 ramal 3561
Goiânia Grupo de Apoio Pós-óbito Infantil - Hospital Araújo Jorge tel: 0XX-62-212-7333 - pediatria
Belo Horizonte
Clínica SOS à Morte - tel: 0XX-31-282-3090 site: www.microplanet.com.br/mgloria
API - Apoio a Perdas Irreparáveis tel: 0XX-31-282-5645
Rio de Janeiro
Instituto Nacional do Câncer - Centro de Suporte Terapêutico Oncológico (pacientes com câncer e familiares) tel: 0XX-21-577-4125
Matéria extraída da Revista Marie Claire

Como falava uma mãe que também tinha um filho com Distrofia
Muscular do tipo Duchenne, doença progressiva e degenerativa que leva à insuficiência respiratória:
Por que não eu???
Irene Ibelli

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Psicografia recebida em 19/02/09


"Mensagem recebida em 19/02/2009"

Mamãe querida,

Aqui estou eu pronto para passar algumas palavrinhas. Sei que fica ansiosa à espera de uma comunicação minha.
Agora ficou mais fácil, confie em si mesma e em seu filho que te ama muito. Com música fica muito melhor, parece que as idéias fluem mais facilmente.
Minha mãezinha não queria que ficasse tão impressionada com a médium, estou bem, apenas preciso fazer repouso, estou quase totalmente recuperado.
Não deixe de rezar por mim, nem por todos os nossos que estão no outro plano da vida. As orações e as vibrações de amor e de carinho nos dão muito conforto, paz e tranqüilidade.
As pessoas, às vezes, acabam por nos confundir, o importante, é sabermos diferenciar o que nos ajuda e o que nos atrapalha em nossa caminhada.
Converso ou me dirijo a você mãezinha, porque estamos nós dois aqui neste momento tão especial, mas estou me comunicando com você papai e com você Vanessa também.
Irmãzinha tudo está seguindo bem, logo estará muito feliz com seu trabalho. Procure sempre ser otimista, falando de coisas boas, como por exemplo: de coisas que gosta de fazer, das músicas que gosta, dos amigos e os acontecimentos ruins ou tristes,

deixe para lá.
Paizinho querido o nosso Verdão está muito bem, não acha???
Continue sim, assistindo aos jogos como sempre fazíamos, procure fazer o que gostávamos de fazer juntos.
O mar, o sol, a praia fará muito bem a vocês todos, ficarei muito feliz se fizerem esse passeio sem peso da consciência, vocês merecem um pouco de ar fresco e de sossego.
O Nick vai adorar o mar, deixem ele dar uns mergulhos junto
com o Sérgio.
Fiquem com Deus, depois conversaremos. Bom passeio, e como nos velhos tempos estarei com vocês, só que agora em pensamento.
Cantem a nossa música, não se esqueceram dela, não é???
Não duvidem, sou eu sim.

Seu filho, Erick Ibelli

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Colônia Alvorada Nova II


"ALVORADA NOVA II"
PRINCIPAIS CONSTRUÇÕES DA COLÔNIA DE ALVORADA NOVA
Nesta página conheceremos os Prédios da Casa da Criança; a Unidade da Divina Elevação; o Bosque da Divina Natureza; o Recanto da Paz; Templo para Meditação no Recanto da Paz; Habitações e o Centro
de Aprendizado.
CASA DAS CRIANÇAS
COMETÁRIOS.:Não se estranhe em ouvir falar de crianças no mundo espiritual. Em cima é igual ao embaixo - é a lei. O prédio é o maior da Colônia em área e engloba o dormitório, alojamento e lazer. Sua localização é a da letra J próximo ao Prédio Central.
Possui 5 andares e é todo feito de cristal com uma estrutura de armação metálica.
Do lado de fora há uma fonte que jorra água permanentemente e ao redor há caminhos feitos de ladrilhos coloridos. Ao entrar, há uma câmara que higieniza os visitantes e trabalhadores antes de entrarem em contato com as crianças.
No 1º andar. Aqui ficam as crianças doentes e as inadaptadas. Também há salas de briquedos pedagógicos e outras atividades que visam cuidar e curar crianças que tiveram mortes súbitas na Terra.
No 2º andar, há os quartos de meninos com camas e beliches.
No 3º andar, há os quartos das meninas com o mesmo tipo de quartos.
No 4º andar há todo tipo de salas. Há salas de bebês que foram abortados, há salas de bebês que esperam reencarnar; há salas de crianças especialmente cuidadas para não receberem influências de entidades a quem muito devem.
A CASA DA CRIANÇA acolhe aproximadamente 1% da população de ALVORADA NOVA, o que equivale a 2.550 crianças.
Neste momento em que estamos digitando, somos informados que a populaçao está muito maior agora, neste ano de 2000. Porém, vamos noutra oportunidade atualizar não apenas este dado mais todos os demais sobre a Colônia.
Na condição de crianças os espíritos podem muito mais serem trabalhados do que na condição de adultos e assim permanecem por uma série de motivos que não podemos neste espaço comentar devido a complexidade do assunto.
No 5º andar há um grande salão onde as crianças têm atividades em conjunto.

PRÉDIO DA UNIDADE DA DIVINA ELEVAÇÃO
COMETÁRIOS.:Neste Prédio é feito o contato com os Mestres Superiores, os Grandes Conselheiros Espirituais e Diretores das Hierarquias Planetárias. Aqui somente têm acesso o Diretor da Colônia e a Irmã Scheilla.
Aqui é que se recebem as principais orientações e Instruções sobre a Colônia.
BOSQUE DA DIVINA NATUREZA
COMETÁRIOS.:Neste local existe uma imensidade de Plantas e de Flores e onde os habitantes buscam o lazer . É um local somente para descanso e cheio de bancos e locais para conversas com amigos. Este Bosque é situado num local mais elevado . No centro há uma imenso lago de água fluídicas e calmantes.
As águas do lago caem por diversas cachoeiras numa altura de aproximadamente de 10 metros.
Neste local podem ser vistos animais, pássaros, peixes de cores brilhantes.
PRÉDIO SEDE DO RECANTO DA PAZ
COMETÁRIOS.:RECANTO DA PAZ É UMA GRANDE ÁREA
(letra H do mapa) onde os habitantes da Colônia aplicam-se à meditação, oração e ao contato com a Espiritualidade. Aqui se reunem para sessões de música e também é usado para que os habitantes da Colônia possam receber parentes e amigos de outros Planos Espirituais.
Nota-se ao redor do lugar pilares de cristal e flores por todos os caminhos. No Prédio Sede acima é o local onde são recebidos os Seres que retornam à Espiritualidade após terem cumprido suas tarefas
na terra.
Aqui são recebidos todos os resgatados e desencarnados e onde são feitos as triagens para cada caso. No primeiro andar ( térreo) estão os registros e os arquivos de todos os espíritos; no segundo andar é destinado ao refazimento e entrosamento do récem chegado com os habitantes da colônia; e no terceiro andar é destinado ao tratamento e fortalecimento da pessoa.
No RECANTO DA PAZ há ainda um Templo chamado de MORADA DA ESTRELA. Aqui, a pessoa que vai reencarnar treina telepatia e outros exercícios de comunicação com o seu futuro guia protetor que fica na MORADA DO SOL situado no Bosque da Natureza Divina.
Assim, cada um de nós pode-se lembrar que tivemos aulas semelhantes com nosso Guia Espiritual nestes locais também.
HABITAÇÕES DOS MORADORES
COMETÁRIOS.: Para compreendermos melhor como é morar, ter uma moradia, numa colônia espiritual temos que comparar com a nossa vida na Terra. Ninguém recebe uma casa do governo de graça e vive com lazer, comida, casa sem trabalhar. Assim é em Alvorada Nova Também.
Regra Geral nas Colônias Espirituais sobre o Brasil, somente quem se dedicou e trabalhou em prol da comunidade por algum tempo tem direito a uma casa individual como está abaixo.
No caso desta Colônia de ALVORADA NOVA para se ter uma casa assim são necessários o equivalente a 10 anos de serviços de dedicação e amor. Neste período, com certeza, a pessoa já terá encontrado novamente pessoas de sua familia.
A
CASA TÉRREA - UNIDADE INDIVIDUAL
B
ÁRVORES
C
ALAMEDA
D
JARDIM
E

VEGETAÇÃO DIVISÓRIA ENTRE AS CASAS
Em ALVORADA NOVA ninguém fica sem serviço. Há muito trabalho para todos, pois a pessoa por ter recebido ajuda, sente a necessidade de corresponder e ajudar.
No período em que chega, a pessoa reside em habitações coletivas onde se vive em comunidade em prédios de 2 a 3 andares e aí vive até retornar à Terra ou para trocar de Moradia caso aumente ou diminua a sua familia com a chegada ou saída de algum parente.
Há outros Prédios em ALVORADA NOVA com funções também muito importantes como o PRÉDIO DA SUBLIME JUSTIÇA.
Já que citamos este Prédio, vamos citar um exemplo de suas funções. :
Uma determinada equipe saiu de ALVORADA NOVA em missão na Terra. Um dos membros da equipe atrasou todo o trabalho e colocou a missão em risco porque se ausentou sem autorização para procurar sua família que estava encarnada.
Coube aos funcionários deste Prédio analisar este caso.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A Psicografia mais especial!!!


Psicografia recebida em 03/02/2009

Papai e mamãe,

Gostei de termos nos encontrado naquele templo de orações. Tanto o pessoal que trabalha naquele lugar de paz e amor, quanto os jovens que lá estiveram são espíritos de muita luz.
A Thaty é linda, e irradia uma luz tão intensa, que nos deixa muito agradecidos a Deus pelo contato com ser tão especial. Diga para os pais dela, que realmente, ela estava com um vestido tão lindo, de cor azul.
Pai e mãe eu não queria deixa-los tristes com a cartinha, eu só queria que soubessem que o passado me chamava a reajustes, para que eu pudesse me libertar dos erros do passado.
Agora estou em paz e livre para recomeçar. Livre como um pássaro que se vê num jardim florido e com perfume muito suave e encantador.
Sei que você mamãe não irá amanhã, então passei para deixar essas palavrinhas com mais calma e tranqüilidade.
Estou sentindo vocês muito tensos e estressados, procurem se distrair, tudo vai se resolver.
Não existe nada que se possa fazer, sem ser visto por Deus. Ele está em toda parte, principalmente dentro de cada um de nós.
Confiem Nele!!!
Chegou o momento de usarmos a nossa força interior tanto encarnados como desencarnados.

Todos irão precisar praticar a fé, o amor ao próximo e todos os recursos que Deus confiou a nós.
Beijos meus pais queridos. E Vanessa parabéns pela sua garra, estou ao seu lado e sempre estarei, força e perseverança.
Amo vocês.
Seu filho,

Erick Ibelli de Araújo

É assim que se escreve, certo???

Mensagem Recebida em Lorena


Mensagem recebida no dia 31/01/2009 pelo médium Rogério H. Leite,
em Lorena,

Mamãe Irene e papai Jânio,

Sou eu pai que comparece a esta sessão de preces, amparado por benfeitores amigos, que tudo fazem para que eu possa oferecer-lhes algumas linhas com o objetivo de amenizar as nossas saudades.
Ao mesmo tempo agradecer-lhes por tudo.
Devo-lhes tudo meus pais, desde a concepção, aos cuidados paternais e amparo para com este filho que trouxe no corpo o material proporcional a minha necessária expiação na Terra, tendo em vista o progresso que estava reservado para mim na Vida Maior.
Sei o quanto tem sofrido meu pai, sei o quanto o senhor lamenta a minha ausência física, que desejaria ter-me ao seu lado no corpo enfermo, inda que isto lhe fosse o obstáculo maior às tarefas cotidianas atenuadas pelo carinho e atenção.
E nossa querida Vanessa, a irmã querida e dedicada que ao lado dos senhores me ensinou as lições mais belas da vida.
Destas lições que não se aprende nos bancos escolares.
A lição da renúncia, do amor e da dedicação sem limites. Como lhes sou agradecido.
Deixei o corpo pai como uma ave que reaprendeu a voar não fique triste por mim.
O Padre Justiniano Presente ao meu lado, autor do livro Uma Vitória de Jesus, pede recorda-lo da afirmação do Mestre “A sementeira é livre, mas a colheita obrigatória”.
Quem na Terra seria capaz de sinceramente ter a noção exata dos seus equívocos do passado?
De nada lamento. Pois reconheço em Deus o Pai de todos nós, pai amoroso e justo que me concedeu o lar seguro e afetuoso onde eu haveria de expiar as sombras do passado.
O Padre Justiniano pede-me novamente lembra-los da palavra de Jesus a Pedro tão logo ele decepou a orelha do centurião romano, segundo as narrativas evangélicas:
“Pedro embainha a tua espada, pois aquele que vive pela espada, perece pela espada”.
Somente assim poderemos compreender Deus e sua justiça. Deus é amor na expressão do apóstolo João:
“O que nos está destinado é apenas conseqüência de nossos atos anteriores”.
Mamãe Irene agradeço a sua renúncia e a paciência para comigo, afinal uma cadeira de rodas só não me constituiu em maior empecilho, graças ao seu amor e ternura, e agradeço ao meu pai ter me encorajado sempre.
A vovó Tereza envia o seu abraço a todos, e o seu filho precisa encerrar desejoso que esta carta que lhes entrego com tanto esforço, possa trazer a todos alento e estímulo para que prossigam adiante.
Estou bem meus pais, bem e os amando sempre, beijos do sempre seu,

Erick Ibelli







quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

7ª Psicografia de Nosso Anjo


Psicografia recebida dia 26/01/09

À Minha Família Querida,

Ah!!! Mamãe quanta saudade!!!

Parece que foi ontem que os deixei.
Vocês sabem que precisávamos passar pelo que passamos,
e que foi mais um passo no caminho de nossa evolução.
Não se detenham nos momentos tristes e de angústia, tudo isso passou e agora devemos continuar a nossa caminhada sem mágoas

e sem tristeza.
Nós somos seres eternos minha mãezinha, logo estaremos juntos novamente!!!
Agradeço pelas orações e pelo carinho que todos demonstram por mim.
Só fico triste quando vejo que estão esquecidos de vocês mesmos. Sei do seu desejo em ajudar ao seu próximo, mas pense em sua saúde em primeiro lugar.
Mãezinha não fique tão preocupada com o futuro do mundo; a cada um será dado, o que foi conquistado por merecimento.
O mundo meus queridos, está saturado de tanta maldade. Os mais fortes querendo se aproveitar da inocência e da bondade dos mais simples.
Então de tempos em tempos o planeta precisa de uma faxina geral.
Vocês graças a Deus, estão no caminho certo.
Sempre procuraram ajudar sem nada pedir em troca.
Sempre lutaram para que não faltasse nada em nosso lar.
E mesmo nas horas mais difíceis, mantiveram acesa em seus corações a chama da fé, da confiança em Deus e do amor.
Os momentos difíceis são passageiros, e são para o nosso bem, e é quando Deus com sua infinita bondade, nos dá forças para usarmos os recursos que existem dentro de nós mesmos.
Força meus queridos, muita confiança em nosso Pai Maior e em Nosso Mestre Jesus.
Seu filho, sempre seu,

Erick Ibelli


6ª Psicografia a mais emocionantel!!!

Erick e Bethoven

Mãe, pai e Van

Hoje demos uma passo importante para um novo começo.
Talvez assim possamos nos comunicar com mais facilidade.
Amo vocês.
Pai, mãe não fiquem assim reajam, quero que sejam felizes, a vida está aí para ser vivida.
Eu estou muito bem, mas com saudades.
Não posso dizer muito a respeito do Bethoven , só sei que ele
está bem.
Quanto ao passeio, vão sim, se puder irei passar umas palavrinhas.
Van tenha paciência, tudo vai dar certo, confie em
Nosso Mestre Jesus.
Procurem viver em paz e harmonia.
Nosso amor é imenso, nunca vai se acabar.

Um abração a todos com muita saudade,
Seu filho amado,
Erick Ibelli

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Colônia Alvorada Nova

"Núcleos Espirituais de Desenvolvimento"
"Hospital da Irmã Scheilla"


"Portão Principal"
Mapa Geral da Colônia


"A COLÔNIA ALVORADA NOVA"

A Colônia possui forma circular. O Campo Vibratório manifesta a imagem de uma imensa estrela de oito pontas.
No mapa abaixo com os principais prédios. Vamos fazer um "tour" apartir do Portão de entrada. Como dissemos em outra página, para aquele que se encontra perdido no mundo espiritual a primeira visão da colônia é a de uma imensa Luz na escuridão. Aos poucos se destacam o branco e o azul como numa nuvem e ao se aproximar é que se verá que alí existe uma grande comunidade .
Convidamos você a entrar conosco mentalmente e - quem sabe não iremos visitar ou morar neste lugar algum dia por algum tempo?

Vamos então entrar :
COMENTÁRIOS GERAIS SOBRE A COLÔNIA ALVORADA NOVA
Portão Principal (P)
Ligado ao Portão principal está um grande muro de 15 metros de altura, maciço que emite uma potente vibração magnética de proteção. Sobre este muro estão Torres de 10 metros de altura de forma cônica que é operado por espíritos guardiães.
Oito construções da Colônia possuem Torres com pontas de Estrelas . As Torres destas oito construções são ligadas por fluxos magnéticos e formam o desenho de uma estrela de oito pontas: verdes as que partem do Prédio Central; Azuís as que formam o quadrado e brancas as que foram a estrela.
Você que já leu a página da Nova Matriz da Terra, compreenderá melhor o papel dos campos magnéticos e sua importância numa colônia de trabalhadores da Luz numa região vibrações espirituais inferiores do mundo astral.
Após a entrada pelo Portão você verá ao Centro o Prédio Principal e demais prédios comoestá descrito abaixo.:
DISPOSIÇÕES DAS CONSTRUÇÕES NA COLÔNIA
LETRA A
PRÉDIO CENTRAL
LETRA B
UNIDADE DA DIVINA ELEVAÇÃO
LETRA C
BOSQUE DA ALIMENTAÇÃO
LETRA D
NÚCLEOS ESPIRITUAIS DE DESENVOLVIMENTO
LETRA E
COORDENADORIAS ESPECIALIZADAS
LETRA F
BOSQUE DA NATUREZA DIVINA
LETRA G
PRAÇA CENTRAL
LETRA H
RECANTO DA PAZ
LETRA I
CASA DE REPOUSO/HOSPITAL DA IRMÃ SCHEILLA
LETRA J
CASA DA CRIANÇA
LETRA K
CENTRO DE APRENDIZAGEM
LETRA L
CASA DA JUSTIÇA
LETRA M
MURO PROTETOR
LETRA N
TORRES DE DEFESA E HIGIENIZAÇÃO
LETRA O
SETORES HABITACIONAIS
LETRA P
PORTÃO PRINCIPAL
PRÉDIO CENTRAL

No último andar realizam-se as reuniões mensais . As paredes são formadas de cristais e a Luz da colônia passam por eles. Uma grande mesa e ao fundo estantes com centenas de livros. Nesta sala , ao fundo, estátuas de semblantes diversos ond figuram a dos espíritos dos seres por nós conhecidos pelos nomes de D. Pedro II e Gandhi..
São 42 Conselheiros, trajando uma vestimenta simples azul clara. A reunião é aberta por um dos Secretários. Citaremos alguns trechos da Abertura de uma dessas Reuniões Mensais.:
"Possa Jesus, nosso amado Mestre, abençoar o Encontro desse mês, dentro de Sua providencial sabedoria e magnânima bondade. Meus companheiros do Conselho, temos hoje importante projeto a discutir: vamos colocar em pauta as novas técnicas de alimentação na colônia e novos processos de fomentar a produção de frutos. Discutiremos ainda os projetos apresentados pelo setor de Medicina para implantação de novo soro, especialmente extraído do mel vegetal, no trabalho com os doentes internados na Casa de Repouso. A Pauta incluirá também, por fim, os pedidos e os requerimentos de vários habitantes desta colônia..."
A atual coordenação desta colônia está a cargo atualmente de um ser conhecido por Cairbar Schutel. Neste trecho inicial da reunião está apenas alguns do temas básicos de discussão. Mas também se coloca para avaliação dezenas de outras situações que sempre ocorrem nas Colônias espirituais tais como transportes; instalação de aparelhos, autorização de visitas a Espíritos em estágio fora da Colônia ou a terrestres encarnados.

CASA DE REPOUSO é O HOSPITAL desta cidade espiritual e o seu mais importante setor. Compreende um trabalho muito amplo desenvolvido por Scheilla que coordena 14 equipes cujos coordenadores formam o Conselho da Casa de Repouso.
Existe um grande integração dos trabalhos dos seres espirituais deste Hospital com dezenas ou centenas de organizações físicas na Terra . Existem nestes grupos os Grupos de Resgate tanto no mundo espiritual quanto no mundo material nos casos já citados para os diversos eventos cataclismáticos que ocorrerão.

PREPARATIVOS PARA DIVERSAS SITUAÇÕES DE RESGATE
Este prédio é revestido de um material que parece cristal, mas por dentro o material é opaco em muitas salas, pois os pacientes não estão preparados para suportar o brilho da luz que envolve a colônia.
O Prédio tem oito andares e é o local onde são recebidos os espíritos resgatados pelos Postos de Socorro. Este Serviço de Resgate é feito por uma equipe de seres conhecidos por nós como India.
Assim que chega ao hospital, dependendo das condições do ser, quase sempre lamentáveis, ele é trazido para um leito da Unidade de Recepção do Hospital.

Descrição da Finalidade desse Leito.: Este leito fica localizado numa sala com pouca luminosidade para não ferir a sensibilidade dos enfermos recém-chegados. Há biombos que separam uma série de leitos sobre as quais, dependendo da necessidade do paciente existe uma luz que possui tripla ação.: alimenta com energia a entidade que se recusa a fazê-lo por vias orais; acalma o ser, variando a tonalidade de acordo com o estado psíquico; e medica o enfermo, preparando-o para os remédios que serão ministrados durante o tratamento .
Estes leitos serão um dia usados na Medicina da Terra. Por onde deita o paciente há um colchão de ar e, abaixo destes, há espelhos que refletem a luz que perpassa o indivíduo.
PRÉDIO ONDE ESTÃO A ADMINSTRAÇÃO DAS 8 PRINCIPAIS ATIVIDADES INTERNAS DA COLÔNIA - letra D
"NÚCLEOS ESPIRITUAIS DE DESENVOLVIMENTO"
Este PRÉDIO (letra D) concentra um grande complexo com as atividades abaixo:

1-Administração
Aperfeiçoamento da adminsitração da Colônia.
2-Energia
Formas de Energia que sustentam e Defendem a Colônia. As Torres distribuem a energia.
3-Medicina Espiritual
Aperfeiçoamento Médico - estudos - tratamentos e cirurgias dos habitantes. Novas Formas.
4-Casa da Criança
Cuida do bem estar das crianças. Há um prédio só para as crianças
5-Doutrina
Educação dos seres que passam pela Colônia
6-Alimentação
Cuida da Alimentação própria de cada setor.
7-Lazer
Cria Programas para os momentos de descanso dos habitantes, trabalhadores e pacientes.
8-Serviços Gerais
Projetos de aperfeiçoamentos em diversas áreas como transporte interno e externo da colônia.
Estes Comentários são gerais e não há como descrever particularidades.Mas este prédio é como que de planejamento e estudos das atividades que serão feitas em outros setores. Por exemplo, no caso do Setor de Serviços Gerais, como dissemos, há grandes equipes de resgate de Seres no Plano astral que utilizam veículos de transporte próprio.
Neste caso, vamos tratar separadamente do Tema sobre os POSTOS DE SOCORRO QUE EXISTEM nas regiões do Plano Astral da Terra e que são como que POSTOS AVANÇADOS na escuridão do denso plano
que envolve o Planeta.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Lembrar Nossos Entes Queridos

"Como a Doutrina Espírita encara Finados?"

Realmente o tema desperta algumas dúvidas. Mesmo alguns companheiros espíritas perguntam se devem ou não ir aos cemitérios no dia 2 de novembro, se isto é importante ou não.
Antes de tudo, lembremos que o respeito instintivo do homem pelos desencarnados, os chamados mortos, é uma conseqüência natural da intuição que as pessoas têm da vida futura.
Não faria nenhum sentido o respeito ou as homenagens aos mortos se no fundo o homem não acreditasse que aqueles seres queridos continuassem vivendo de alguma forma. É um fato curioso que mesmo aqueles que se dizem materialistas ou ateus nutrem este respeito pelos mortos.
Embora o culto aos mortos ou antepassados seja de todos os tempos, Leon Denis nos diz que o estabelecimento de uma data específica para a comemoração dos mortos é uma iniciativa dos druidas, antigo povo que viveu na região que hoje é a França. Os druidas, um povo que acreditava na continuação da existência depois da morte, se reuniam nos lares, não nos cemitérios, no primeiro dia de novembro, para homenagear e evocar os mortos.
A noção de imortalidade que a maioria das pessoas tem, no entanto, ainda é confusa, fazendo com que as multidões se encaminhem para os cemitérios, como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que pereceram.
O Espiritismo ensina o respeito aos desencarnados como um dever de fraternidade, mas mostra que as expressões de carinho não precisam ser realizadas no cemitério, nem é necessário haver um dia especial para que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas.
Mas para os espíritos desencarnados o dia 2 de novembro têm alguma coisa mais solene, mais importante?
Eles se preparam para visitar os que vão orar sobre os túmulos?
É preciso entender que nossa comunicação com os desencarnados é realizada através do pensamento. As preces, as orações, são vibrações do pensamento que alcançam os espíritos.
Nossos entes queridos desencarnados são sensíveis ao nosso pensamento. Se existe entre eles e nós o sentimento de verdadeira afeição, se existe esse laço de sintonia, eles percebem nossos sentimentos e nossas preces, independente de ser dia de
finados ou não.
Esse é o aspecto consolador da Doutrina Espírita: a certeza de que nossos queridos desencarnados, nossos pais, filhos, parentes e amigos, continuam vivos e continuam em relação conosco através do pensamento.
Não podemos privar de sua presença física, mas o sentimento verdadeiro nos une e eles estão em relação conosco, conforme as condições espirituais em que se encontrem.
Realizaram a grande viagem de retorno à pátria espiritual antes de nós, nos precederam na jornada de retorno, mas continuam
vivos e atuantes.
Um amigo incrédulo uma vez nos falou:
"Só vou continuar vivo na lembrança das pessoas".
Não é verdade. Continuamos tão vivos após a morte quanto estamos vivos agora.
Apenas não dispomos mais deste corpo de carne,
pesado e grosseiro.
Então, os espíritos atendem sim aos chamados do pensamento daqueles que visitam os túmulos. No dia 2 de novembro, portanto, como nos informam os amigos espirituais, o movimento nos cemitérios, no plano espiritual, é muito maior, porque é muito maior o número de pessoas que evocam, pelas preces e pelos sentimentos, os desencarnados.
E se estes desencarnados pudessem se tornar visíveis, como
eles se mostrariam?
Com a forma que tinham quando estavam encarnados, para que pudessem ser reconhecidos.
Não é raro que o espírito quando desencarne sofra ou provoque alterações na sua aparência, ou seja no seu corpo espiritual.
Espíritos que estão em equilíbrio mental e emocional podem se apresentar com uma aparência mais jovem do que tinham quando estavam encarnados, enquanto outros podem inclusive adotar a aparência que tinham em outra encarnação.
Por outro lado, espíritos que estão em desequilíbrio podem ter uma aparência muito diferente da que tinham no corpo, pois o corpo espiritual mostra o verdadeiro estado interior do espírito.
E quanto aos espíritos esquecidos, cujos túmulos não são visitados? Como se sentem?
Isto depende muito do estado do espírito. Muitos já reconhecem que a visita aos túmulos não é fundamental para se sentirem amados. Outros, no entanto, comparecem aos cemitérios na esperança de encontrar alguém que ainda se lembre deles e se entristecem quando se vêem sozinhos.
A visita ao túmulo traz mais satisfação ao desencarnado do que uma prece feita em sua intenção?
Visitar o túmulo é a exteriorização da lembrança que se tem do espírito querido, é uma forma de manifestar a saudade, o respeito
e o carinho.
Desde que realizada com boa intenção, sem ser apenas um compromisso social ou protocolar, desde que não se prenda a manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como ocorre em muitas situações, a visitação ao túmulo não é condenável.
Apenas é desnecessária, pois a entidade espiritual não se encontra no cemitério, e pode ser lembrada e homenageada através da prece em qualquer lugar.
A prece ditada pelo coração, pelo sentimento, santifica a lembrança, e é sempre recebida com prazer e alegria pelo desencarnado.
No ambiente espiritual dos cemitérios comparecem apenas os espíritos cujos corpos foram lá enterrados?
Não. Segundo as narrativas, o ambiente espiritual dos cemitérios fica bastante tumultuado no chamado Dia de Finados.
E isto ocorre por vários motivos.
Primeiro, como já dissemos, pela própria quantidade de pessoas que visitam os túmulos.
Cada um de nós levamos nossas companhias espirituais, somos acompanhados pelos espíritos familiares.
Depois, porque muitos espíritos que estão vagando desocupados e curiosos do plano espiritual também acorrem aos cemitérios, atraídos pelo movimento da multidão, tal como ocorre entre os encarnados.
Alguns comparecem respeitosos enquanto outros se entregam à galhofa e à zombaria.
E existem espíritos que permanecem fixado no ambiente do cemitério depois de sua desencarnação?
Sim, embora esta não seja uma ocorrência comum. Além disso, devemos nos lembrar que nos cemitérios, bem como em qualquer lugar, existem equipes espirituais trabalhando para auxiliar, dentro do possível, os que estão em sofrimento.
Os espíritos dão alguma importância ao tratamento que é dado
ao seu túmulo?
As flores, os enfeites, as velas, os mausoléus, influenciam no estado espiritual do desencarnado?
Não. Somente os espíritos ainda muito ligados às manifestações materiais poderiam se importar com o estado do seu túmulo, e mesmos estes em pouco tempo percebem a inutilidade, em termos espirituais, de tais arranjos.
O carinho com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto.
Não devemos converter as necrópoles vazias em "salas de visita do além", como diz Richard Simonetti.
Há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que partiram.
E que tipo de local seria este?
O lar! Nossos entes familiares que já desencarnaram podem ser lembrados na própria intimidade e no aconchego de nosso lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas.
Eles sempre preferirão receber nossa mensagem de saudade e carinho envolvida nas vibrações do ambiente familiar.
Qualquer que seja a situação espiritual em que eles se encontrem, serão alcançados pelo nosso pensamento.
Por isso, devemos nos esforçar para, sempre que lembrarmos deles, que nosso pensamento seja de saudade equilibrada, de desejo de paz e bem-estar, de apoio e afeto, e nunca de desespero, de acusação, de culpa, de remorso.
Mas a tristeza é natural, não?
Sim, mas não permitamos que a saudade se converta em angústia, em depressão.
Usemos os recursos da confiança irrestrita em Deus, da certeza de Sua justiça e sua bondade.
Deus é Amor, e onde haja a expressão do amor, a presença divina
se faz.
Vamos permitir que essa presença acalme nosso coração e tranqüilize nosso pensamento, compreendendo que os afetos verdadeiros não são destruídos pela morte física, não são encerrados na sepultura.
Dois motivos portanto para não cultivarmos a tristeza:
sentimos saudades – e não estamos mortos; nossos amados não estão mortos – e sentem saudades...Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, envolvendo a saudade com a esperança, sentiremos a presença deles entre nós, envolvendo nossos corações
em alegria e paz.

Referências:O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – questões
320 a 329.
Quem tem medo da morte?
Richard Simonetti

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Uma Oração ao Eterno


"Uma oração ao eterno que mora nos corações"
(Uma Viagem Espiritual na Doçura de um Olhar Silencioso)

Que você encontre o amor mais lindo dentro do seu próprio coração.
Que você veja seus filhos como presentes do Eterno.
Que você ainda se encante com as coisas mais simples da vida.
Que você não se iluda com as luzes temporárias do mundo.
Que você saiba tirar sábias lições de vida dos reveses.
Que você perdoe, mesmo que ninguém entenda.
Que você veja cada dia como uma bênção de luz e recomeço...
Que nada possa afastá-lo de seus melhores propósitos.
Que você escute música e se sinta agradecido.
Que você não se esqueça de seus pais e honre-os com sua atenção.
Que você seja justo, sem jamais perder seu coração e sua canção.
Que você não se apegue ao passado; há tanta coisa para aprender...
Que você não se esqueça de quem lhe ajudou; gratidão é sabedoria.
Que você conserve seus amigos verdadeiros; eles são jóias
de sua vida.
Que você segure seus filhos no colo, como o Eterno segura as estrelas.
Que você veja seu parceiro (a) como um presente da vida.
Que você chore, se for preciso, mas que suas lágrimas sejam lindas.
Que você ria, principalmente de si mesmo; alegria é fundamental!Que você não tenha ódio em seu coração, pois isso empobrecerá
sua canção.
Que você supere suas provas, com coragem e inteligência.
Que você abra seu coração para o amor, como a flor se abre para
o sol.
Que você beije alguém amado como os raios solares beijam as flores.
Que você faça amor com luz nos olhos e gratidão pelo presente.
Que você não prenda quem quer ir embora.
Amor não é gaiola!Que você se atreva a ser você mesmo, mas sem arrogância!
Que você jamais se esqueça de que há um Poder Maior em todas as coisas.
Que você ore, em espírito e verdade, sem medo de se abrir para o Céu.
Que você converse com o Eterno, de coração a coração, sem dramas.
Que você olhe para a lua cheia, extasiado, como uma criança.
Que você sinta o cheiro do café e se sinta cada vez mais vivo.
Que você tome um chá de olhos fechados e pense em algo bom.
Que você se recicle, se areje, para não criar teias de aranha em sua vida.
Que você tenha a idade que seu espírito lhe disser, sem medo de rugas.
Que você não envelheça sem amadurecer; jamais deixe de rir de uma piada!
Que você sempre trate bem a sua criança interior; criança é vida!
Que você sempre desconfie quando a música não o encantar mais.
Que você perceba o perigo de ser tomado pela irritação descabida.
Que você não perca tempo com fofocas e nem se exaspere com tolices.
Que você saiba valorizar pessoas de energia limpa e toques legais.
Que você se atreva a andar com um sol na cara e um grande amor no peito.
Que você não se engane com as aparências; há muita gente boa
neste mundo.
Que você não olhe raça, religião, sexo ou cultura; veja o Eterno em cada ser.
Que você jamais ache que perdeu algo ou alguém; o Todo está em tudo!Que você sinta o que senti ao escrever tudo isso, em espírito
e verdade.
Que você veja luz nessas linhas; a mesma luz que está em seu coração.
Que você sinta um Grande Amor; o mesmo que me fez escrever...
Que você escute alguma canção querida e se sinta muito bem.
Que você seja feliz, mesmo que ninguém entenda.

Por: Wagner Borges

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A Idéia da Reencarnação


"A idéia da Reencarnação"

É tão antiga e universal quanto a própria humanidade (ver o capítulo V de O Livro dos Espíritos), e é a base de diversas tradições filosóficas e religiosas do oriente, como o Budismo e o Hinduismo, por exemplo, e a das religiões pré-cristãs da Europa, como a dos Druidas, ou, posteriormente, baseados no cristianismo, o posicionamento de alguns pais da Igreja antes do concílio de Constantinopla, em 533, quando a doutrina da reencarnação foi abolida por motivos políticos, mas que é encontrada em figuras excepcionais da igreja, como em Orígenes de Alexandria,
só para citar um exemplo.
Ainda houve a presença de alguns movimentos fortemente contestatórios da ação da Igreja de Roma, como a dos Cátaros, embora os conhecimentos antropológicos, históricos e sociológicos de seu tempo não permitissem a Kardec ir muito além na análise destas tradições, filosofias e ocorrências históricas.
Além do mais, diferentemente de outras escolas espirtualitas, Kardec fez absoluta questão de expor seus estudos de forma racional, sem cair nas armadilhas do discurso místico ordinário, mais levado pela emoção e pela fantasia que pela razão, a partir de fatos, fenômenos e percepções reais, com o máximo zelo à análise e ao cuidado da descrição dos fenômenos a partir de sólidos referenciais lógicos. Seu trabalho seria, então, de trazer ao nível intelectual moderno alguns fenômenos que sempre acompanharam o homem em sua história e que foram negligencados pela ciência mecanicista moderna, principalmente a partir do legado mecanicista de Descartes e de Newton, apesar de ambos terem sido pessoas espiritualizadas, principalmente o segundo, que foi o primeiro grande cientista da era moderna e o último grande mago dos tempos alquímicos.
Em 1º de Janeiro de 1858, Allan Kardec publica o primeiro número da Revista Espírita, que serviu como poderosa auxiliar para os trabalhos ulteriores e para a divulgação da Doutrina Espírita na Europa e América. Segundo Henri Sausse, "em menos de um ano (...)", a Revista Espírita "(...) estava espalhada por todos os continentes do Globo. (...)
De tal maneira aumentou o número de assinantes, que Kardec, a pedido destes, reimprimiu duas vezes as coleções de 1858, 1859
e 1860 (...)".
Dentre os mais célebres admiradores, amigos e estudiosos de Kardec ou do espiritismo, destacamos o famoso astrônomo francês Camille Flammarion, o filósofo H. Bergson, o psicólogo e filósofo William James, o físico William Crookes, o biólogo Alfred Russel Wallace, o físico Oliver Lodge, o escritor Arthur Conan Doyle, dentre
inúmeros outros.
Podemos expor a importância do trabalho de Kardec por estas palavras do pai da moderna Parapsicologia, o fisiólogo Charles Richet: "Allan Kardec foi o homem que no período de 1857 a 1871 exerceu a mais penetrante influência, e que traçou o sulco mais profundo na ciência metapsíquica" (Charles Richet in "Traité de Métapsychique", p. 34). Da mesma forma, vários outros estudiosos confirmam a importância de Allan Kardec no desenvolvimento dos estudos psíquicos
no mundo inteiro.
Camille Flammarion, um dos maiores astrônomos da história, sempre lhe foi grato pelos estudos que eram correntes na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, e foi ele quem fez o discurso fúnebre de Kardec, e a lista poderia se alongar com o nome de vários outros célebres pesquisadores, como Ernesto Bozzano, César Lombroso, dentre vários outros.Em 1º de abril de 1858, Allan Kardec funda a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que tinha por objetivo "(...) o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e suas aplicações às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas. (...)" - Não era intenção de Kardec fundar uma religião, como ocorreu posteriormente a partir do seu legado.
Para ele "A ciência espírita compreende duas partes: uma experimental, relativa às manifestações em geral; a outra, filosófica, relativa às manifestações inteligentes e suas conseqüências" (Kardec, O Livro dos Espíritos, tópico XVII da Introdução).
Discutiremos sobre isso mais adiante, tomando o próprio Kardec e outros autores como referência.
Em outubro 1861 ocorreu um patético acontecimento, para não
dizer repulsivo.
Trata-se do famoso "Auto-de-Fé", promovido pela Igreja Católica na cidade de Barcelona, Espanha, onde foram queimadas em praça pública cerca de trezentas publicações espíritas.
Estas obras, encomendadas a Allan Kardec pelo bibliotecário e livreiro Maurício Lachâtre, foram enviadas de forma comum, nas condições alfandegárias normais, tendo as taxas de importação sido pagas pelo destintário às autoridades espanholas; porém a entrega das encomendas não foi realizada.
Elas foram confiscadas pelo Bispo de Barcelona, com a seguinte justificativa:"A Igreja Católica é universal, e estes livros são contrários à fé católica, não podendo o governo (veja só, voltamos a ter a mistura do poder temporal com o religioso, sendo este último mais forte) permitir que eles passem a perverter a moral e religião de outros países".
Talvez com saudades dos áureos tempos de absoluto domínio das consciências humanas, à base de ferro e fogo, o douto Bispo de Barcelona, em doentia demonstração de esnobismo típicas de quem se acha no direito pertencer à seleta instituição dos únicos representantes da vontade de Deus na Terra, fez reacender as fogueiras que tantas vítimas inocentes fizera em séculos anteriores, onde, pelas mãos de um carrasco, as obras foram queimadas certamente no lugar das pessoas que deveriam lá estar: os espíritas franceses em geral, e um homem em particular: Allan Kardec.
Em tudo a pantomima seguiu as regras de uma execução inquisitorial, como podemos ler pelos autos do processo:"Assitiram ao auto-de-fé:"Um padre, com seus hábitos sacerdotais, tendo, em uma das mãos, a cruz e, na outra, uma tocha;"Um tabelião encarregado de redigir o processo verbal do auto-de-fé;"O assitente do tabelião;"Um funcionário superior da administração das alfândegas;"Três serventes da alfândega, com a função de alimentar o fogo;"Um agente da alfândega, representando o proprietário das obras condenadas;"Uma incalculável multidão se fez presente, enchendo os passeios, cobrindo a esplanada onde ardia a fogueira;"Depois de o fogo ter consumido os trezentos volumes e brochuras espíritas, o sacerdote e seus auxiliares retiraram-se cobertos pelas vaias e maldições dos inúmeros assitentes, que bradavam:
Abaixo a Inquisição!

"Depois, muitas pessoas, em protesto, aproximaram-se e apanharam
as cinzas".
E, graças a esta demonstração de brutalidade da religião de Roma, o espiritismo acabou tendo uma grande repercussão em toda a Espanha, granjeando inúmeros adeptos.
De certa forma, este ato alçou o Espiritismo ao mesmo patamar de outros mártires da liberdade de espírito, incluindo Jacques De Molay, Galileu, Giordano Bruno e aquela que, com toda a infalibilidade papal, foi condenada como bruxa à fogueira para, quatro séculos depois, ser elevada à categoria de santa,Joana D'Arc (demorou bastante para a infalibilidade papal reconhecer o erro).
Eis uma observação de Kardec, na Revue Spirite de 1864, p. 199, com respeito à divulgação do Espiritismo como umra religião pelos doutores da Lei da era moderna:
"Quem primeiro proclamou que o Espiritismo era uma religião nova, com seu culto e seus sacerdotes, senão o clero?
Onde se viu, até o presente, o culto e os sacerdotes do Espiritismo? Se algum dia ele se tornar uma religião, o clero é quem o terá provocado".
Kardec passou o resto da de sua vida no mister de divulgar os resultados de seus estudos e os de outros colegas.
Empreendeu inúmeras viagens pela França e pela Bélgica entre 1859 a 1868, e escreveu várias brochuras e pequenos artigos para a divulgação do Espiritismo.
Kardec escreveu ainda muitos outros livros, entre eles se destacam O Livro dos Médiuns, de 1861; em 1864, O Evangelho Segundo o Espiritismo; em 1865, o maravilhoso O Céu e o Inferno, ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo; em 1868, A Gênese.
Sempre lúcido e lógico, soube como enfrentar a oposição e difamação de inimigos gratuitos com dignidade e nobreza, reconhecendo quando algum argumento oposto tinha um valor sério e sincero.
Manteve-se à frente da Societé Parisiene D'Études Spirites, além de de escrever outros livros e artigos para a Revista Espírita, até seu desencarne, ocorrido em 31 de março de 1869, aos 65 anos de idade, causado por um colápso cardíaco.

Carlos Antonio Fragoso Guimarães


Maravilhosa foi a missão de Rivail ou Allan Kardec.


Irene Ibelli

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quem Fica


"Quem Fica"

Poucas dores doem tanto quanto a da separação de um ser muito querido, que o desencarne retira de nosso convívio.
A primeira idéia que nos vem é a de que perdemos.
Perder alguém.
Perder a chance de estar com quem tanto amamos.
E o único sentimento capaz de suavizar nossa passagem por estes
momentos tão difícies é a FÉ.
A fé nos traz pensamentos confortadores, de que só estamos temporariamente separados, mas não sozinhos.
Torna possível entender que a perda só existe do nosso ponto
de vista.
No contexto universal, é mais uma destas idas e vindas de Espíritos em evolução.
Aquilo que nos parece um acidente, uma fatalidade, uma cirurgia que não deu certo, muda de figura sobre o pano de fundo da fé.
Uma tragédia aos nossos olhos pode ser um grande êxito na jornada espiritual daquele companheiro que parte.
O que pensamos que não deu certo, pode ter dado muito certo aos olhos de Deus.
Na verdade, não dispomos de elementos para avaliar o que representa, para nosso irmão ou irmã, a morte de seu corpo físico.
Não devemos então duvidar de que Deus esteja, neste exato instante, providenciando para ele o melhor.

Rita Foelker

sábado, 17 de janeiro de 2009

Os Méritos do Espiritismo

"Os Méritos do Espiritismo"

O primeiro mérito do Espiritismo
A inédita versão saneadado Evangelho de Jesus
O advento oficial da Doutrina Espírita ocorreu em 1857, na França, em plena efervescência da era racionalista na Europa, com a publicação de "O Livro dos Espíritos", de autoria de Allan Kardec. Antes disto, ou seja, antes do Espiritismo, as únicas versões do Evangelho de Jesus que existiam eram aquelas constantes no Novo Testamento tanto da Bíblia católica quanto da Bíblia protestante.
Estas tradicionais versões do Evangelho (Novo Testamento) - que ainda constam nas atuais Bíblias católica e protestante - embora reflitam, em maior ou menor grau, o espírito da doutrina de Jesus, estão longe de serem absolutamente fieis à realidade da vida e do Evangelho de Jesus.
Por que? Porque, embora os líderes católicos e protestantes não esclareçam aos seus fiéis:
Em primeiro lugarJesus nada deixou escrito. Somente cerca de três séculos após a morte dele, foi criada a primeira igreja cristã, a Igreja Católica Apostólica Romana, quando foi providenciada a elaboração, com base nos múltiplos e dispersos documentos existentes, da primeira Bíblia que, em verdade, congregava, como ainda congrega, respectivamente no Velho Testamento e no Novo Testamento, as escrituras da antiga religião judaica e da então recém criada igreja católica.
Em segundo lugarO Novo Testamento da Bíblia foi confeccionado com base nos escritos (feitos cerca de 300 anos antes) dos chamados “quatro evangelistas” Mateus, Marcos, Lucas e João, e também do “apostolo” Paulo, rejeitando-se mais de quarenta outras versões que ficaram conhecidas como “apócrifas”.
Em terceiro lugarTanto as escrituras da religião judaica (Velho Testamento) quanto os documentos que produziram o Novo Testamento foram escritos em hebraico, haja vista que tanto Jesus quanto os protagonistas do Velho Testamento eram judeus. Depois foram traduzidas para o grego, em seguida para o latim (a “vulgata” de Jerônimo) e posteriormente para muitos e muitos outros idiomas.
Em quarto lugarA respeito dessa “vulgata”, o próprio autor, Jerônimo - ou “São Jerônimo” na linguagem católica - respondeu ao papa Dâmaso que, de acordo com os votos que assumira de cega obediência, iria cumprir a ordem papal de confecciona-la com base nos múltiplos e dispersos elementos disponíveis, porém deixou bem claro e explícito que não dispunha de elementos confiáveis para obra de tais envergadura e responsabilidade.
Observação - Antes da "vulgata" de Jerônimo, as versões existentes tanto do Velho Testamento quanto do Novo Testamento eram em grego - ou seja, já tinham sido traduzidas do hebraico para o grego - e constituíam duas obras distintas. A "vulgata" consistiu na união, em uma só obra em latim (a Bíblia) daqueles Velho Testamento e Novo Testamento em grego.
Em quinto lugarComo diz o Dr. Severino Celestino da Silva – autor do excelente e embasadíssimo livro de pesquisa “Analisando as Traduções Bíblicas” publicado em março de 2000 pelo Núcleo Espírita Bom Samaritano:– A Bíblia Católica (Velho Testamento + Novo Testamento) tem 73 livros.– A Bíblia Protestante (Velho Testamento + Novo Testamento) tem 66 livros.– A "Bíblia" hebraica (somente o Velho Testamento) tem 39 livros.
Em resumo, pelos motivos expostos, e por muitos outros que poderão ser analisados no mencionado livro de Dr. Celestino, podemos concluir que o Novo Testamento constante nas atuais Bíblia católica e Bíblia protestante não são absolutamente confiáveis – muito pelo contrário... – embora, repetindo, reflitam, em maior ou menor grau, o espírito da doutrina de Jesus, doutrina esta que, da parte de Jesus, não criou nenhuma religião.
Observação - Para se ter uma idéia das ciclópicas dificuldades de interpretação dos textos originais (em hebraico) do Velho e Novo Testamento, e também das posteriores traduções para o grego e outros idiomas, o Dr. Celestino lembra que, para tal tarefa, podem ser empregadas duas diferentes técnicas: A Hermenêutica, que consiste na interpretação ao pé da letra dos textos, e a Exegese, que é a interpretação do significado moral e espiritual do texto. O pior de tudo é que a técnica mais utilizada foi a Hermenêutica...
Finalmente, após quase 2.000 anos daquelas múltiplas e sucessivas deturpações da vida e da obra de Jesus – através de erros voluntários ou não, decorrentes de múltiplas traduções, interpretações, supressões, acréscimos, revisões, etc. – o livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de autoria de Allan Kardec e de muitos espíritos que lhe enviaram mensagens mediúnicas, nos apresenta a primeira versão saneada, e portanto mais confiável, da doutrina de Jesus.

O segundo mérito do Espiritismo
Os inéditos esclarecimentosdas Mediunidades
Antes do Espiritismo, nenhuma doutrina religiosa ou filosófica esclarecera, em bases racionais e lúcidas, os fenômenos "paranormais", em particular os mediúnicos. Muito pelo contrário, este assunto, quando era abordado naquela época, sempre era visto com preconceitos de vários graus e espécies, e sempre rotulado de sobrenatural, supersticioso, oculto, místico, etc., e até mesmo considerado, pelas religiões tradicionais ocidentais, como “coisas do diabo”. Inclusive foi motivo, na idade média, de milhares de bárbaros assassinatos “em nome de Deus”, nas famigeradas Inquisições, de pessoas inocentes cujos “crimes” foram manifestarem faculdades mediúnicas.
Em suma, até antes da chegada do Espiritismo, a humanidade era completamente ignorante a respeito dos fenômenos e fatos "paranormais", principalmente os mediúnicos.
O Espiritismo, desde a meada do século XIX – inicialmente com “O Livro dos Médiuns” e posteriormente com centenas de outras publicações – gradativamente vem nos esclarecendo, com bases racionais e lúcidas, os detalhes teóricos e práticos da fenomenologia mediúnica, em particular da mediunidade a serviço da paz, da fraternidade e da solidariedade, enfim, a serviço do progresso e do bem estar da humanidade.

O terceiro mérito do Espiritismo
O “boom” das mediunidades
O ineditismo das comunicaçõesmediúnicas em massa
Os fenômenos chamados “paranormais”, com destaque para os mediúnicos, sempre estiveram presentes na nossa história, inclusive vários deles estão descritos em tradicionais escrituras religiosas, por exemplo na Bíblia. Entretanto, eles sempre ocorreram, como se diz aqui no nordeste, “de caju em caju”, ou seja, eram muito raros, esparsos e esporádicos, sempre constituindo grandes novidades quando se manifestavam.
Justamente quando surgiu o Espiritismo, aconteceu uma mega “coincidência” na nossa história haja vista que os fenômenos mediúnicos – que, repetindo, sempre foram muito raros, esparsos e esporádicos – passaram a ser freqüentes, múltiplos e crescentes, chegando a fazer parte do cotidiano de muitas pessoas e povos, em particular aqui no abençoado Brasil.
Em palavras mais claras, em paralelo com o advento do Espiritismo, as comportas das mediunidades – que até então estavam praticamente fechadas – se escancaram abruptamente e em definitivo, e as mediunidades passaram a se manifestar em quase todas as partes e em quase todas as pessoas.
Em verdade, é perfeitamente compreensível o motivo dessa “coincidência” haja vista que as mediunidades foram, são e serão os meios (canais) indispensáveis para a Alta Espiritualidade da Terra nos enviar seus ensinamentos. Ou seja, a generalização e a proliferação das mediunidades foi e é absolutamente indispensável para o Espiritismo existir, atuar e se desenvolver.
Na realidade, em analisando o Espiritismo como um todo, temos sólidos motivos para crer que aquele fato não foi nenhuma coincidência, e sim podemos concluir que existem (pelo menos) fortes evidências de que foi a Alta Espiritualidade da Terra quem promoveu aquele “boom” da mediunidade, justamente para o Espiritismo ser implantado e desenvolvido aqui na Terra, assim também evidenciando que o Espiritismo foi e é promovido pela Alta Espiritualidade da Terra.

O quarto mérito do Espiritismo
Os inéditos esclarecimentosda vida após a morte
Até 1857, os únicos ensinamentos que os ocidentais recebiam sobre a vida após a morte eram os tolos e infantis “céu, inferno e purgatório” pregados ditatorialmente pelas tradicionais Igrejas Católica e Protestantes, ensinamentos estes que, se fossem verdadeiros, evidenciariam uma justiça divina parcial, temperamental, injusta, etc.
Finalmente, através do Espiritismo, passamos a receber detalhadas e até minuciosas explicações racionais, lúcidas e lógicas da nossa vida após a morte.

O quinto mérito do Espiritismo
Os esclarecimentos complementaresda reencarnação e da lei de justiça do universo
Os esclarecimentos dos errôneos ensinamentos"castigo divino" e "punição divina"
Na época em que o Espiritismo chegou na Terra, apenas poucas doutrinas orientais falavam sobre reencarnação e lei de causa e efeito ou carma. Merecido destaque deve ser dado ao Budismo que, desde antes de Jesus, prega essas duas realidades importantíssimas da vida, embora trate o carma com algum fatalismo.
Novamente referindo-se ao Dr. Severino Celestino, ele também lembra, naquele mencionado livro, que a Igreja Católica aceitava a reencarnação até o ano de 553, quando foi realizado o II Concílio de Constantinopla, no qual, graças aos interesses pessoais e à firme atuação do imperador Justiniano – “um teólogo que queria saber mais sobre teologia que o papa”, segundo Dr. Severino – foi sumariamente “revogada” a reencarnação, que então foi substituída pelo dogma da ressurreição.
Estes dois assuntos - reencarnação e lei de causa e efeito - estão intimamente ligados haja vista que somente através da reencarnação é possível compreender não somente uma finalidade válida, construtiva e progressista para a nossa existência como uma lei de justiça divina realmente justa e imparcial.
Em outras palavras, se a reencarnação não existisse, e só tivéssemos uma única existência, de que valeria desenvolvermos nossos valores éticos, morais, fraternos e solidários se, neste caso, após a morte tudo acabaria? Além disto, que Deus seria esse que, quando estivesse de bom humor, criaria seus filhos saudáveis, ricos, belos, com vida longa, etc., e quando estivesse de mau humor, criaria seus filhos doentes, pobres, com vida curta, etc.?
A respeito desses dois assuntos tão extremamente importantes para a nossa lúcida compreensão da vida, do universo e de Deus, a luz se ampliou consideravelmente com o Espiritismo, inicialmente com os livros de Kardec e posteriormente através de sucessivas e múltiplas comunicações mediúnicas que até hoje ocorrem, e continuarão a ocorrer, esclarecendo minuciosos detalhes tanto da reencarnação quanto da lei de justiça do universo que não pune nem castiga nem premia, e sim educa – se necessário pela dor – e sim devolve os efeitos das ações boas e más, porém sem fatalismo, e sim com amor e misericórdia, por exemplo, através do perdão cármico “conforme perdoares a quem te fizer mal”, do parcelamento cármico, da compensação cármica, etc.
Enfim, através da reencarnação e da lei de justiça do universo, podemos compreender não somente uma finalidade válida, construtiva e progressista para nossas vidas como um Deus amoroso, justo e educador, porém misericordioso, que concede a todas as Suas criaturas infinitas reencarnações para, gradativamente, retificarem seus erros, aprenderem a não repetirem erros passados e a não cometerem novos erros, progredirem continuamente e conquistarem a felicidade.
Ainda a respeito da lei de causa e efeito, ou carma, outra curiosa “coincidência” histórica é o fato do enunciado dessa lei ser, ao pé da letra, absolutamente idêntico ao da célebre terceira lei do cientista Isaac Newton: — “A toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário”.

O sexto mérito do Espiritismo
Os inéditos tratamentos, em moldes cristãos,de obsessores e obsediados
Infelizmente, até hoje as Igrejas Católicas e Protestantes praticam – “em nome de Deus”... – os anti-cristãos “exorcismos” que consistem na sumária, inapelável e brutal expulsão de espíritos maus, ou seja, os obsessores. Por que anti-cristãos? Porque se esquecem que eles, os obsessores, também são filhos de Deus, portanto, merecedores da nossa ajuda fraterna e solidária, e não da nossa violência.
Finalmente com o Espiritismo chegou à Terra o tratamento, em moldes verdadeiramente cristãos, da problemática obsessiva, tratamento este que consiste na ajuda e na orientação tanto de obsediados como de obsessores.
A este respeito, o autor já chegou a se questionar:— O que seria dos obsediados e obsessores se não fossem as desobsessões fraternas, solidárias e gratuitas que fazem os milhares e milhares de centros espíritas?...

O sétimo mérito do Espiritismo
O ineditismo da fé raciocinada
Até 1857 as tradicionais doutrinas religiosas ocidentais, sem permitirem nenhuma contestação, impunham aos seus fiéis uma fé absolutamente cega, ou seja, obrigavam a incondicional crença nos postulados, ditames e dogmas daquelas religiões.
Finalmente, através do Espiritismo chegou à Terra uma enorme e revolucionária novidade sobre fé, e uma infalível vacina contra o fanatismo - a fé raciocinada - assim enunciada por Kardec:— “A fé verdadeira é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em qualquer época”.
Inclusive o próprio Kardec - plenamente consciente da falibilidade dele e até de muitos dos espíritos que o assistiam - chegou a dizer que, se um dia a ciência provar que um ensinamento espírita está errado, que se abandone imediatamente aquele ensinamento espírita, e o substitua pelo cientificamente correto.
= Parte 11 = O oitavo mérito do Espiritismo
O ineditismo do tripé ciência e filosofiacom conseqüências morais e religiosas
Antes do Espiritismo, nenhuma doutrina religiosa se apoiava (muito pelo contrário, nem queria e nem podia se apoiar) em bases científicas ou, pelo menos, nas bases científicas que fossem possíveis, por exemplo, adotando, em paralelo com a fé raciocinada, métodos de estudo e pesquisa rigorosa e intransigentemente racionais, lógicos, lúcidos e sensatos, e também conforme os rígidos e imutáveis preceitos científicos “Não existe efeito sem causa”, “Toda causa tem um efeito” e “Todo efeito tem uma causa”.
Assim, pela primeira vez na nossa história e graças ao Espiritismo, ciência, filosofia e religião começaram, mesmo que timidamente, a falar a mesma língua.
Em outras palavras, fatos e fenômenos considerados transcendentais, sobrenaturais, paranormais, ocultos, místicos, supersticiosos, etc. passaram a ser pesquisados e compreendidos através de uma ciência que, mesmo por enquanto ainda sendo experimental, produziu uma racional, lúcida e lógica filosofia de vida com inevitáveis conseqüências morais e religiosas positivas e saudáveis.

O nono mérito do Espiritismo
O esclarecimentoda não existência do "diabo"
Desde que foram fundadas, e até hoje, as tradicionais religiões cristãs católicas e protestantes pregam, repetidamente e com veemência, a existência de um poder supremo do mal, chamado "diabo" ou "demônio" ou "satanás", ser maligno este que teria poderes iguais ou quase iguais ao de Deus.
Sem dúvida, esse poder supremo do mal serviu e serve como magnífico instrumento para aquelas igrejas "justificarem" aos seus fiéis os aparentes fracassos tanto da fé cega quanto do Deus que eles pregam.
Finalmente veio o Espiritismo e - dentro da fé raciocinada e conforme as racionais, lógicas e lúcidas explicações principalmente das leis de progresso, reencarnação e causa e efeito - demonstrou que não existe esse poder supremo do mal na Terra, e sim:
Em primeiro lugarTodas as criaturas humanas cometem erros, e são más, porém apenas enquanto estagiam nos primórdios evolutivos. Entretanto, no futuro, gradativamente todas evoluirão e serão boas.
Em segundo lugar. No mundo dos desencarnados, tal qual ocorre com os encarnados, existem criaturas humanas que são mais más do que outras, e é natural que elas se organizem e tenham líderes ou chefes. A esses espíritos desencarnados que são líderes ou chefes do mal - ou seja, às criaturas humanas desencarnadas mais más da Terra - poderíamos (metaforicamente, apenas metaforicamente) chamar de "diabos" ou "demônios" ou "satanás".
Em resumo, o Espiritismo esclarece:Todos os espíritos desencarnados que atualmente são chefes do mal na Terra - aos quais, repetindo, metaforicamente (apenas metaforicamente) poderíamos chamar de "diabos" ou "demônios" ou "satanás" - um dia serão "anjos"...

O décimo mérito do Espiritismo
O esclarecimento do errôneo ensinamento"Temer a Deus"
Realmente, os judeus têm justificativa para acreditarem que eles devem temer a Deus porque assim é claramente ensinado nas escrituras religiosas deles, aquelas constantes no Velho Testamento da Bíblia católica e da Bíblia protestante. Mas não os cristãos porque nos relatos feitos pelos quatro evangelistas dos ensinamentos de Jesus (Novo Testamento) não existe menção ao tal "Temor a Deus", e sim, muito pelo contrário, Jesus relata um Deus justo porém amoroso, sábio, compreensivo, equânime e misericordioso.
Mas, como sabemos, o tão tradicional e célebre "dever dos cristãos" de temer a Deus - imposto ditatorialmente pela Igreja Católica e copiado literalmente pelas Igrejas Protestantes - está tão arraigado (pelo menos) nos católicos e protestantes que esse "dever de temer a Deus" se transformou não somente numa imperativa e absolutamente indispensável "obrigação cristã" como uma demonstração inequívoca de fé em Deus.
Em outras palavras, segundo tal ensinamento, quem não temer a Deus não pode acreditar em Deus e nem pode ser considerado cristão...
Finalmente, por intermédio do Espiritismo, a Alta Espiritualidade da Terra ratifica, detalha e esclarece aquele ensinamento milenar de Jesus de um Deus tão amoroso, tão sábio, tão compreensivo, tão justo, tão equânime e tão misericordioso que salta às vistas a seguinte conclusão lógica e racional:— É verdade! Temos embasados motivos para temer pessoas inescrupulosas, mentirosas, criminosas, etc. Mas não temos nenhum motivo para temer a Deus! Afinal de contas, como poderíamos temer àquele ser que tem por cada um e todos nós o maior amor do universo?

O décimo primeiro mérito do Espiritismo
O esclarecimento do errôneo ensinamento"Ira Divina"
Este caso é semelhante ao anterior, ou seja, os judeus têm justificativa para acreditarem na ira divina porque assim é claramente ensinado nas escrituras religiosas deles, aquelas constantes no Velho Testamento da Bíblia católica e da Bíblia protestante. Mas não os cristãos porque nos relatos feitos pelos quatro evangelistas dos ensinamentos de Jesus (Novo Testamento) não existe menção a tal ira divina, e sim, repetindo, muito pelo contrário, Jesus relata um Deus justo porém amoroso, sábio, compreensivo, equânime e misericordioso.
Também como sabemos, outro tradicional e célebre "dever dos cristãos" - também imposto ditatorialmente pela Igreja Católica e copiado literalmente pelas Igrejas Protestantes - é o nosso dever de acreditar na "Ira Divina".
Esta crença está tão arraigada (pelo menos) nos católicos e protestantes que este dever de acreditar na "Ira Divina", tal qual ocorreu com aquela obrigação de "Temer a Deus", também se transformou não somente numa imperativa e absolutamente indispensável "obrigação cristã" como uma demonstração inequívoca de fé em Deus.
Em outras palavras, segundo tal ensinamento, quem não acredita na "Ira Divina" não pode acreditar em Deus e nem pode ser considerado cristão...
Finalmente, por intermédio do Espiritismo, a Alta Espiritualidade da Terra ratifica, detalha e esclarece aquele ensinamento milenar de Jesus de um Deus tão amoroso, tão sábio, tão compreensivo, tão justo, tão equânime e tão misericordioso que também salta às vistas a seguinte conclusão lógica e racional:— É verdade! Sabemos que muitas pessoas podem ter e têm acessos de ira, em muitos casos prejudiciais a nós. Mas como o ser supremo do universo, com todas aquelas qualidades em graus máximos, pode ser capaz de ter
acessos de ira?

O décimo segundo mérito do Espiritismo
O não proselitismo
Em muitos casos, ou talvez na maioria dos casos, em maior ou menor grau as religiões são eminentemente proselitistas, ou sejam, empenham-se no que elas consideram o “dever religioso” de conseguir novos adeptos para seus credos. Algumas chegam a ponto de fazer insistentes catequeses explícitas de porta em porta, enquanto outras se utilizam de modernos e poderosos meios de comunicação de massa, como rádios, jornais, televisões, etc.
O Espiritismo, embora se empenhe na divulgação da sua doutrina, mas apenas da sua doutrina, não move uma palha para convencer ninguém a se tornar espírita, inclusive sem sequer perguntar os credos daqueles que freqüentam e/ou se utilizam dos serviços gratuitos dos centros espíritas.
Portanto, o Espiritismo é um dos raros casos de não proselitismo declarado, explícito, público e notório.

O décimo terceiro mérito do Espiritismo
A inédita doutrina aberta,sem dogmas e em ampliação
A inédita liberdade doutrinária
Ao contrário de todas as demais doutrinas religiosas e filosóficas do mundo, o Espiritismo não tem “escrituras definitivas” que devem ser aceitas como verdadeiras e inabaláveis pelos seus fiéis. Muito pelo contrário, a base doutrinária (ou as linhas gerais) do Espiritismo foi claramente estabelecida por Kardec e pelos milhares de espíritos que o assessoraram, mas ele mesmo esclareceu que, na medida em que aqueles ensinamentos fossem compreendidos e aceitos, gradativamente novas revelações seriam feitas, como foram e são feitas, e como continuarão a ser feitas.
Uma conseqüência direta desta inédita característica do Espiritismo é a também inédita liberdade plena que têm os milhares de centros espíritas de cada um praticar o Espiritismo conforme suas próprias interpretações dos ensinamentos tanto de Kardec como dos mensageiros do Alto que continuam a nos ensinar. Isto, ao invés de criar uma bagunça doutrinária, é extremamente salutar porque, enquanto alguns dirigentes espíritas estacionaram culturalmente no século XIX, porque permanecem ortodoxos e apegados até às vírgulas de Kardec, outros assumem posturas mais ou menos liberais e principalmente receptivas às novas e gradativas revelações do Espiritismo.
Neste particular, vale a pena esclarecer que, embora tenha sido enorme a dosagem das extraordinárias e revolucionárias revelações feitas através de Kardec, repetindo, feitas na metade do século XIX, elas se limitaram à nossa capacidade máxima de, naquela época, conseguirmos compreende-las e aceita-las.
Afinal de contas, naquela época ainda estávamos praticamente na mais completa ignorância sobre reencarnação, lei de causa, vida após a morte, mediunidades, obsessão, desobsessão, etc. De lá para cá, na medida em que desenvolvemos a capacidade de compreender e aceitar novas revelações, o “véu de Isis” (o véu que encobre a verdade) está sendo gradativamente levantado pelo Espiritismo, e continuará a ser levantado, o que significa dizer que o Espiritismo ainda tem muito a nos revelar.

O décimo quarto mérito do Espiritismo
O último esforço concentrado da Alta Espiritualidade da Terra
Ramatis é um conceituadíssimo instrutor espiritual eclético e universalista. Ele é admirado e aceito por muitos espíritas e por praticamente todos os universalistas, mas é (no mínimo) abominado por muitos espíritas ortodoxos.
Em praticamente todos os livros que ditou mediunicamente – principalmente em “Missão de Espiritismo”, ditado ao saudoso Hercílio Maes e publicado pela Editora do Pensamento – Ramatis não mede palavras para enaltecer os extraordinários méritos do Espiritismo, o qual, dentre muitos outros elogios, define como o último esforço concentrado do Alto para esclarecer a humanidade terrestre, antes do tão profetizado “Juízo Final”.

O décimo quinto mérito do Espiritismo
A doutrina cristã mais moderna e lúcida
Em gênero, número e grau, o autor (e muitas pessoas espíritas e não espíritas) também concordam com o mestre Ramatis quando ele diz que o Espiritismo é a doutrina cristã mais moderna de todas.
E o autor complementa, lembrando que o Espiritismo também é a doutrina cristã mais racional, mais lógica, mais lúcida e a mais progressista de todas. Isto pode ser facilmente comprovado. Basta compreender as inéditas e revolucionárias características do Espiritismo e compara-las com as das demais doutrinas cristãs.
Em verdade, podemos perceber, sem exagero, que o Espiritismo não é apenas a doutrina cristã mais moderna, racional, lógica, lúcida e progressista de todas, e sim é a doutrina mais moderna, racional, lógica, lúcida e progressista entre todas as doutrinas cristãs e não cristãs da Terra.

O décimo sexto mérito do Espiritismo
(uma “novidade” até para os espíritas...)
O universalismo do Evangelho x O universalismo do Espiritismo
O Espiritismo é uma doutrina 100% cristã porque baseia-se solidamente nos ensinamentos de Jesus. Ele, Jesus, não criou nenhuma religião, e sim nos legou o Evangelho que, nas palavras do mestre Ramatis, não é um mais um código religioso, e sim um inédito código universal de ética, moral e religiosidade que – justamente por ser um resumo do código de ética, moral e religiosidade de todo o universo – serve e se aplica para todos, independente de credos religiosos. Ou seja, o Evangelho de Jesus é 100% universalista.
Além disto, Ramatis concorda plenamente com a versão espírita segundo a qual o Espiritismo foi, é e continuará sendo presidido pessoalmente por Jesus.
Portanto, analisando e concatenando esses fatos, é fácil concluir que – não necessariamente do ponto de vista de espíritas e não espíritas, e sim da Alta Espiritualidade da Terra – o Espiritismo é eminentemente universalista, e não mais uma das centenas de doutrinas religiosas e/ou filosóficas estanques e ensimesmadas. Ou, em outras palavras bem humoradas, o Espiritismo “não é espírita”... e sim eclético e universalista...
A propósito, lembrando três fatos já mencionados neste texto, uma demonstração do universalismo do Espiritismo foi aquele super elogioso parecer mediúnico de Dr. Bezerra de Menezes àquele livro universalista do autor. Outra demonstração foi aquela nomeação do autor, um universalista declarado, como diretor de um centro espírita. Mais uma demonstração é a diversidade de posturas dos centros espíritas haja vista que uns realizam reuniões mediúnicas vetadas ao público enquanto outros fazem isto de portas abertas, uns aceitam e valorizam os serviços espirituais de pretos-velhos, índios, espíritos da natureza, etc., enquanto outros não, uns só aceitam o que Kardec disse, outros não, uns trabalham com apometria, cromoterapia, etc. enquanto outros não.

Para finalizar:
O décimo sétimo mérito do Espiritismo
(outra “novidade” até para os espíritas...)
“A ponta do iceberg”
Por tudo que já vimos, vale a pena repetir, ratificar e frisar que o Espiritismo não é – como muitos espíritas e não espíritas erroneamente julgam – mais uma doutrina religiosa e/ou filosófica a competir com as demais da Terra. E sim é um conjunto de gradativos e sucessivos ensinamentos inéditos, e/ou retificadores e/ou complementares aos já existentes, todos eles neutros, ecléticos e universalistas, todos eles enviados, praticamente em massa, ou pelo menos em enorme e crescente escala nunca antes vista, pela Alta Espiritualidade da Terra, destinado a toda a humanidade terrestre, independente de credos religiosos e/ou filosóficos.
Ainda em palavras mais claras, aquilo que tradicionalmente se julga ser o Espiritismo é apenas a pequena “ponta do iceberg” do gigantesco e inédito trabalho espiritual
(de milhares e milhares de espíritos) chamado Espiritismo.
Por que? Porque o Espiritismo é mais, muito mais, muitíssimo mais do que os não espíritas e até os próprios espíritas imaginam, haja vista que, repetindo mais uma vez, trata-se de um conjunto de gradativos, sucessivos, revolucionários, contínuos e crescentes ensinamentos neutros, ecléticos e universalistas do Alto destinados a toda a humanidade terrestre, independente de credos religiosos.