Meu Filho você é muito importante para nós!!!




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segunda-feira, 12 de maio de 2014

CARTA ÀS MÃES QUE PERDERAM SEUS FILHOS

 
CARTA ÀS MÃES QUE PERDERAM SEUS FILHOS
 
Mãezinha querida... Seu coração está em pedaços...

Não há dor maior do que a perda de um filho...

Aprendemos a amá-los de uma forma tão grandiosa, tão completa, que não conseguimos mais enxergar o mundo sem a sua presença ao nosso lado.

Descobrimos um tipo de amor que nos faz crescer e nos faz amar a vida como nunca antes havíamos amado.

E subitamente são levados... Aos poucos meses, nos primeiros anos... Ou um pouco mais tarde. Levados de nosso regaço através da morte tão cruel.

Mãezinha querida... Seu coração pede consolo, pede uma razão para continuar vivendo...

E esta razão estará sempre em seu amor por eles.

Primeiramente pelo amor aos que ficaram e respiram também o ar de seu amar: filhinhos, esposo, pais, amigos queridos.

Mas também pelo amor aos que partiram porque, mãezinha querida, eles continuam a existir e a amá-la como antes o faziam.

A morte não mata o Espírito e também não mata o amor.

"Um pai, uma mãe, nunca deveriam enterrar seus filhos" - diz o pensamento popular, fazendo menção à ordem natural da vida para os que deveriam partir antes.

Porém, a verdade é que você não enterrou seu filhinho, mãe: o que ali foi deixado sob a terra era apenas sua vestimenta corporal para esta breve encarnação.

Seu filho, sua filha continuam existindo. E todo amor que construíram no aconchego de seu lar não foi perdido: será a semente de um novo amanhã, quando voltarão a se encontrar.

Os planos maiores do Universo - ainda desconhecidos por nós - definiram que precisavam ir mais cedo, por razões especiais.

Voltaram para a verdadeira vida, o mundo espiritual, onde estão recebendo todo auxílio necessário para que sejam bem recepcionados em sua nova realidade.

Deus está com seus filhos nos braços, mãezinha. Segura-os através de seus tantos trabalhadores do bem, que estão encarregados de receber as almas após a desencarnação.

Você não perdeu seus filhos, embora a realidade pareça mostrar isso diariamente, pelo buraco que suas ausências na Terra deixaram.

Não... Você não perdeu seus filhos. A desencarnação é apenas o final de uma etapa e começo de outra.

Não perdemos as pessoas, assim como não se perde o amor semeado no coração.

Quando a saudade apertar e o ar parecer faltar, lembre, mãezinha, dos momentos felizes com eles, lembre de abraçá-los com carinho em suas orações aos céus.

Eles receberão seu abraço e ficarão felizes por saber que em sua alma não há revolta, não há ódio ou rancor, há apenas a natural e saudável saudade.

Através da oração você poderá manter um contato constante com eles, pois a prece une os "dois mundos".

Diga que os ama muito, que sente falta, é certo, e que é este amor que lhe sustenta os dias na Terra, esperando o sonhado momento do reencontro.

Mãezinha querida... Você não está sozinha neste momento difícil: Deus está com você. Conte com Ele.


Redação do Momento Espírita.

Em 22.06.2011.


 
 
 
O amor que remove montanhas,
o amor que inspira a todos a desejarem um mundo melhor,
o ser humano que ama a todos como a si mesmo,
e que deseja apenas ser  . . . ser luz  e finalmente
 encontrar  o Reino de Deus
em seu coração !!!
 
Irene Ibelli 
Empreendedora Digital, Humanista e Espiritualista
Eleita Cidadã Planetária Pelo Projeto
Vôo da Águia

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Eu Sou Jesus

 

EU SOU JESUS

Quando nas horas de intimo desgosto,
o desalento lhe invadir a alma
e as lágrimas lhe aflorarem nos olhos,
Busca-me...

"Eu sou Aquele que sabe
sufocar-lhe o pranto e estancar-lhe as lágrimas!"

Quando se julgar incompreendido dos que lhe
circundam e vir que em torno há indiferença,
Acerque-se de Mim...

"Eu sou a Luz, sob cujos raios se aclamaram
a pureza de tuas intenções e a nobreza
dos seus sentimentos!"

Quando se extinguir o ânimo para arrastar as
vicissitudes da vida e se encontrar na
iminência de desfalecer,
Chama-me...

"Eu sou a força capaz de remover as
pedras do caminho e sobrepor-lhe às
adversidades do mundo!"

Quando inclementes lhe açoitarem os
vendavais da sorte e já não souber onde
reclinar a cabeça,
Corre para junto de Mim...

"Eu sou o Refúgio em cujo seio
encontrarás guarida para o seu corpo e
tranqüilidade para o seu espírito!"

Quando lhe faltar calma, nos momentos de
maior aflição e se considerar incapaz de
conservar a serenidade de espírito,
Invoca-me...

"Eu sou a Paciência que lhe faz vencer os
transes mais dolorosos e triunfar nas
situações mais difíceis!"

Quando estiver se debatendo nos paroxismos
da dor e tiver a alma ulcerada pelos abrolhos,
Grita por Mim...

"Eu sou o Bálsamo que cicatriza as
chagas e lhe minora os padecimentos!"

Quando o mundo lhe iludir com suas
promessas falazes e perceber que ninguém
pode inspirar-lhe confiança,
Vem a Mim...

"Eu sou a Sinceridade, que sabe
corresponder à franqueza das suas atitudes
e excelsitudes dos seus ideais!"

Quando a tristeza e a melancolia lhe
povoarem o coração e tudo lhe causar
aborrecimento,
Chama por Mim...

"Eu sou a Alegria que insufla um alento
novo e lhe faz conhecer os encantos de
seu mundo interior!"

Quando um a um lhe fenecerem os ideais
mais belos e sentir-se no auge do desespero,
Apela por Mim...

"Eu sou a Esperança que lhe robustece a
fé que lhe acalenta os sonhos!"

Quando a impiedade recuar-lhe as faltas
e estiver experimentando a dureza do coração humano,
Procura-Me...

"Eu sou o Perdão que lhe levanta o ânimo e
promove a reabilitação do seu espírito!"

Quando duvidar de tudo, até das suas próprias
convicções e o ceticismo lhe avassalar a alma,
Recorre a Mim...

"Eu sou a Crença que lhe inunda de luz o
entendimento e lhe habilita para a conquista
da felicidade!"

Quando já não estiver provando a sublimidade
de uma afeição terna e sincera e o sentimento
relativo aos seus semelhantes for só desilusão,
Aproxime-se de Mim...

"Eu sou a Renúncia, que lhe ensina a
olvidar a ingratidão dos homens e a
esquecer a incompreensão do mundo!"

E quando, enfim..., quiser saber quem sou Eu,
pergunta ao riacho que murmura, ao pássaro que canta,
à flor que desabrocha, à estrela que cintila,
ao moço que espera e ao velho que recorda...

"Chamo-me AMOR... o remédio para todos
os males que lhe atormentam o espírito!

"EU SOU JESUS!"
 

 
 
O amor que remove montanhas,
o amor que inspira a todos a desejarem um mundo melhor,
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e que deseja apenas ser  . . . ser luz  e finalmente
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Irene Ibelli 
Empreendedora Digital, Humanista e Espiritualista
Eleita Cidadã Planetária Pelo Projeto
Vôo da Águia

terça-feira, 22 de abril de 2014

Estar no Silêncio Pleno de Amor...


Se você está deprimido, chateado, se realmente já cansou de tudo isso que está ao redor de forma caótica, se permita sentar em meditação. Se não tem mais nada a... perder, se os prazeres do mundo já não mais satisfazem a alma, o coração, permita-se sentar em meditação. Se não aguenta mais ver o mal no mundo, a destruição da natureza, lutas e brigas por poder, pessoas sofrendo por fome e sede, se não aguenta mais andar e respirar por um ambiente poluído de pensamentos de todo tipo, permita-se sentar em meditação.

Se na mais profunda alegria ou na mais profunda tristeza parar e sentar em meditação, até que nada mais sobre dentro de você senão um silêncio pleno, então poderá morrer sem perder o corpo, renascer no espírito, e se tornar luz no mundo.

Quando sua luz se acende pela contemplação do coração na chama trina do amor, céu e terra se unem, e você se torna a luz viva.

Todos os pensamentos são passageiros, todos os desejos de alegria ou tristeza são passageiros, tudo é impermanente enquanto não reencontrar a si mesmo no Eterno... tudo é passageiro na mente que pensa ser, até que possa unificar as três mentes no coração imaculado do amor.

O maior segredo para esse reencontro, a chave mestra para entrar, ou sair desta prisão, está justamente no sentar e estar em silêncio pleno de amor, um silêncio de pensamentos, de desejos e emoções, um silêncio onde, se insiste diariamente na prática, o Amor toma conta de cada átomo do seu corpo, até que finalmente você se recorda que és o Amor, você se torna o Amor.

A prática do sentar, do estar pleno, vazio, apesar da simplicidade, é a prática mais difícil para a grande maioria, pois exige disciplina e entrega completa de tudo, exige que você morra para tudo o que existe sem ainda deixar um só compromisso ou responsabilidade para trás, você vive mas não deixa que a vida seja melhor que a morte, ou que a morte seja melhor que a vida, você apenas as contempla transitoriamente dentro de você. Exige que você se desprenda do mundo, da família, das religiões, dos desejos, prazeres, alegrias, tristezas, pensamentos... exige que você passe por todos eles diariamente nos seus afazeres, mas ainda sim sente-se, e procure não se ater a nenhum deles, ativamente calmo, calmamente ativo. Exige que você saiba que está humano, mas que é imortal espírito de luz. Exige que você confie tão plenamente em Deus, no TAO, em Buddha, em Krisna, Oxalá, Cristo Jesus, Sananda, Maitreya, e toda luz divina, que mesmo sentando na lótus imortal, ou vivo em meio ao caos, o Amor está pleno em ti. Exige que você retire a necessidade, o fazer ou não fazer, exige que depois da completa entrega, compreenda que não há exigência alguma, só uma completa entrega, e então, na entrega completa, você dá a mão esquerda para a morte e a direta para a vida, vivendo como pai, mãe ou filho, você torna-se o espírito santo. E então, ainda senta-se e medita, porque sabe que outros pais, mães e filhos também precisam dar as mãos, e encontra-se novamente, pois estão perdidos na ilusão que existe algo fora do amor.

Sem se ater a coisa alguma, você vive no sorriso e na lágrima de tudo o que está ao redor, mas se vê sentando em silêncio justamente no centro de si mesmo.

Não desista da vida ou tenha medo da morte, apenas sente, e deixe que ambas possam se fundir na sua eternidade como alma divina.

Paz e Luz!
Terry

fonte: Facebook

 
 
O amor que remove montanhas,
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o ser humano que ama a todos como a si mesmo,
e que deseja apenas ser  . . . ser luz  e finalmente
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Irene Ibelli 
Empreendedora Digital, Humanista e Espiritualista
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O Deus que existe em mim saúda o Deus que existe em você.
 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O QUE MUDOU NO COMPORTAMENTO HUMANO DO TEMPO DE JESUS ATÉ AGORA?

 

Foto: <3 <3 <3 <3 REFLEXÃO DE PÁSCOA <3 <3 <3 <3    O QUE MUDOU NO COMPORTAMENTO HUMANO DO TEMPO DE JESUS ATÉ AGORA?      • Vendilhões nos templos;  • Governo massacrando o povo com cobranças de impostos;  • Povo manipulado pelos governantes. Pois o povo exaltou Jesus no “domingo de ramos” e 4 dias depois, mudaram radicalmente de opinião quando pediram a crucificação de Jesus. Quem fez a cabeça desse povo em tão pouco tempo?;   • Muitos “Pedros” que negam Jesus muito mais vezes que Pedro negou, quando pedem, por exemplo, a pena de morte, a liberação do aborto, a liberação das drogas, quando são corruptos, etc. Pois, negar é saber as atitudes que Ele espera que tenhamos conosco e com o próximo e fazermos o contrário.   • Muitos querendo "atirar pedras" em alguém que tenha cometido algum erro, antes de corrigir os seus ou dos seus;  • Muitos utilizando a lei do olho por olho, dente por dente, porque "não levam desaforo para casa", ou porque querem, através do linchamento e outros métodos, punir alguém que tenha cometido um crime. Atitudes de vingança que são contrárias ao perdão ensinado pelo Cristo;  • Muitas Marias de Magdala antes da conversão. Umas vendendo o corpo, outras "ficando" gratuitamente, hoje com um, amanhã com outro, depois com outros, na ilusão de achar que estão "curtindo a vida".    • Muitos Judas vendendo o Cristo, ou seja, seus ensinamentos, por muito mais que 30 moedas de ouro. Traindo suas esposas e vice-versa; muitos filhos traindo a confiança dos pais; muitas pessoas traindo colegas de trabalho para ganhar posição e cargo; muitos traindo familiares na partilha da herança, muitos traindo a confiança das pessoas para roubar, assaltar, dar golpes, etc. Judas traiu, foi devolver as moedas e se matou por remorso e arrependimento. E muitos que traem hoje nem arrependimento sente.  • Até hoje não aprendemos a doar como a viúva que doou o que lhe faria falta. Continuamos doando pouco e, geralmente, o resto do que nos sobra ou do que não nos serve mais.    • Até hoje o Cristo nos chama dizendo: “siga-me”, e nós continuamos a dizer: “Agora não dá, primeiro preciso ir a uma festa, viajar, etc. Não encontramos tempo para as coisas Dele, porque ainda estamos preocupados com as coisas passageiras, coisas que não levaremos conosco após a morte do corpo físico.  • Ainda hoje muitos oram, fazem palestras, pregam nos templos religiosos para que todos os vejam, como o fariseu orgulhoso que orou em voz alta no templo religioso e se alto elogiou.     OBSERVAÇÃO: Infelizmente, muitos ainda dão maior importância para o coelhinho, o chocolate, o bacalhau, etc., do que renovar-se. Muitos ainda acham desrespeito comer carne vermelha no dia em que o Cristo é lembrado na cruz sem se dar conta que o desrespeito está em esquecer-se Dele, nos outros 364 dias do ano, quando odiamos, não perdoamos, lesamos o corpo físico com bebidas alcoólicas, cigarro, comidas em excesso, drogas, sexo desregrado, enganamos o próximo, maltratamos os animais, a natureza, quando abortamos, etc.  Então, como vemos, Jesus continua esquecido em seu propósito maior, que é RESSUSCITAR em nossas atitudes, palavras e pensamentos.          RUDYMARA
 
O QUE MUDOU NO COMPORTAMENTO HUMANO DO TEMPO DE JESUS ATÉ AGORA?
 
• Vendilhões nos templos;
• Governo massacrando o povo com cobranças de impostos;
• Povo manipulado pelos governantes. Pois o povo exaltou Jesus no “domingo de ramos” e 4 dias depois, mudaram radicalmente de opinião quando pediram a crucificação de Jesus. Quem fez a cabeça desse povo em tão pouco tempo?;
• Muitos “Pedros” que negam Jesus muito mais vezes que Pedro negou, quando pedem, por exemplo, a pena de morte, a liberação do aborto, a liberação das drogas, quando são corruptos, etc. Pois, negar é saber as atitudes que Ele espera que tenhamos conosco e com o próximo e fazermos o contrário.
• Muitos querendo "atirar pedras" em alguém que tenha cometido algum erro, antes de corrigir os seus ou dos seus;
• Muitos utilizando a lei do olho por olho, dente por dente, porque "não levam desaforo para casa", ou porque querem, através do linchamento e outros métodos, punir alguém que tenha cometido um crime. Atitudes de vingança que são contrárias ao perdão ensinado pelo Cristo;
• Muitas Marias de Magdala antes da conversão. Umas vendendo o corpo, outras "ficando" gratuitamente, hoje com um, amanhã com outro, depois com outros, na ilusão de achar que estão "curtindo a vida".
• Muitos Judas vendendo o Cristo, ou seja, seus ensinamentos, por muito mais que 30 moedas de ouro. Traindo suas esposas e vice-versa; muitos filhos traindo a confiança dos pais; muitas pessoas traindo colegas de trabalho para ganhar posição e cargo; muitos traindo familiares na partilha da herança, muitos traindo a confiança das pessoas para roubar, assaltar, dar golpes, etc. Judas traiu, foi devolver as moedas e se matou por remorso e arrependimento. E muitos que traem hoje nem arrependimento sente.
• Até hoje não aprendemos a doar como a viúva que doou o que lhe faria falta. Continuamos doando pouco e, geralmente, o resto do que nos sobra ou do que não nos serve mais.
• Até hoje o Cristo nos chama dizendo: “siga-me”, e nós continuamos a dizer: “Agora não dá, primeiro preciso ir a uma festa, viajar, etc. Não encontramos tempo para as coisas Dele, porque ainda estamos preocupados com as coisas passageiras, coisas que não levaremos conosco após a morte do corpo físico.
• Ainda hoje muitos oram, fazem palestras, pregam nos templos religiosos para que todos os vejam, como o fariseu orgulhoso que orou em voz alta no templo religioso e se alto elogiou.
 
 
OBSERVAÇÃO: Infelizmente, muitos ainda dão maior importância para o coelhinho, o chocolate, o bacalhau, etc., do que renovar-se. Muitos ainda acham desrespeito comer carne vermelha no dia em que o Cristo é lembrado na cruz sem se dar conta que o desrespeito está em esquecer-se Dele, nos outros 364 dias do ano, quando odiamos, não perdoamos, lesamos o corpo físico com bebidas alcoólicas, cigarro, comidas em excesso, drogas, sexo desregrado, enganamos o próximo, maltratamos os animais, a natureza, quando abortamos, etc.
Então, como vemos, Jesus continua esquecido em seu propósito maior, que é RESSUSCITAR em nossas atitudes, palavras e pensamentos.
 
RUDYMARA
 
 fonte: http://grupoallankardec.blogspot.com.br/
 

 
 
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Visão espírita da Páscoa

Visão espírita da Páscoa

O Espiritismo não celebra a Páscoa, mas respeita as manifestações de religiosidade das diversas igrejas cristãs, e também não proíbe que seus adeptos manifestem sua religiosidade.

Páscoa, ou Passagem, simboliza a libertação do povo hebreu da escravidão sofrida durante séculos no Egito, mas no Cristianismo comemora a ressurreição do Cristo, que se deu na Páscoa judaica do ano 33 da nossa era, e celebra a continuidade da vida.

O Espiritismo, embora sendo uma Doutrina Cristã, entende de forma diferente alguns dos ensinamentos das Igrejas Cristãs. Na questão da ressurreição, para nós, espíritas, Jesus apareceu à Maria de Magdala e aos discípulos, com seu corpo espiritual, que chamamos de perispírito. Entendemos que não houve uma ressurreição corporal, física. Jesus de Nazaré não precisou derrogar as leis naturais do nosso mundo para firmar o seu conceito de missionário. A sua doutrina de amor e perdão é muito maior que qualquer milagre, até mesmo a ressurreição.

Isto não invalida a Festa da Páscoa se a encararmos no seu simbolismo. A Páscoa Judaica pode ser interpretada como a nossa libertação da ignorância, das mazelas humanas, para o conhecimento, o comportamento ético-moral. A travessia do Mar Vermelho representa as dificuldades para a transformação. A Páscoa Cristã, representa a vitória da vida sobre a morte, do sacrifício pela verdade e pelo amor. Jesus de Nazaré demonstrou que pode-se Executar homens, mas não se consegue matar as grandes idéias renovadoras, os grandes exemplos de amor ao próximo e de valorização da vida.

Como a Páscoa Cristã representa a vitória da vida sobre a morte, queremos deixar firmado o conceito que aprendemos no Espiritismo, que a vida só pode ser definida pelo amor, e o amor pela vida. Foi por isso que Jesus de Nazaré afirmou que veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância, isto é, plena de amor.

 

 

Amílcar Del Chiaro Filho

Este artigo foi publicado na íntegra 

pela Revista Católica MISSÕES - da Ordem Consolata.

 

 
 
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segunda-feira, 14 de abril de 2014

A Educação Espírita

A Educação Espírita

Dora Incontri

http://www.contacto.com.br/oespirita/pagmar20.htm

Definições Possíveis

Existem três perspectivas sob as quais se pode falar em Educação Espírita. E certo que elas acabam se unificando num só conceito. Um aspecto deriva do outro e formam uma visão única.

· Espiritismo como Educação. A essência do Espiritismo é a Educação. Ao contrário de outras correntes religiosas, que têm um caráter salvacionista, a Doutrina Espírita, com seu tríplice aspecto—cientifico, filosófico e religioso —pretende promover a evolução do homem e esta evolução é um processo pedagógico. A Educação do Espírito é o cerne da proposta espírita. Se o Espiritismo é uma síntese cultural, abrangendo todas as áreas do conhecimento, seu ponto de unificação é justamente a Pedagogia. Não foi à toa que Kardec tenha sido educador e tenha recebido influência de Pestalozzi, um dos maiores educadores de todos os tempos. Melhor compreende o Espiritismo quem o compreende pedagogicamente.

Lendo Kardec com olhos pedagógicos, pode-se observar a sua insistência e a dos Espíritos em comparações com imagens emprestadas do universo educacional. O desenvolvimento do Espírito através das vidas sucessivas é visto como um curso escolar, com seus anos letivos. A Terra é tratada como uma escola, em que as almas se matriculam para o seu aperfeiçoamento. As imagens são recorrentes e não são meros recursos literários. Há de fato uma identificação. Corroborando essa leitura do Espiritismo, Herculano Pires, em Pedagogia Espírita, comenta que: "O Livro dos Espíritos é um manual de Educação Integral oferecido à Humanidade para a sua formação moral e espiritual na Escola da Terra".

 

 

Ser espírita, pois, na acepção plena da palavra é engajar-se num processo de auto-educação, cujo fim mal podemos entrever. E estar em processo de auto-aperfeiçoamento, como já vimos, é o requisito básico do educador. Como o Espiritismo não é uma doutrina individualista, no sentido de descomprometer o ser humano de deveres para com o próximo—ao contrário, elege na caridade seu princípio máximo—quem está em processo de melhorar a si mesmo tem o dever moral de exercer uma tarefa pedagógica com todas as criaturas que o cercam. A caridade máxima, portanto, que o espírita deve procurar realizar como ideal de vida, não é o assistencialismo social, respeitável e necessário, mas limitado e superficial, é sim a caridade da Educação. Elevar, transformar, despertar consciências, contribuindo para a mudança interna dos homens—que redundará também numa evolução externa—esta deve ser a meta de todo espírita.

· A Educação Segundo o Espiritismo. Se o Espiritismo é pedagógico, olhando a questão do lado avesso, a área específica da Pedagogia humana pode se iluminar com a perspectiva espírita. Neste sentido, a Educação espírita é a prática de uma Pedagogia à luz do Espiritismo. É exatamente o que estamos teorizando nesta obra. Muitas das ideias aqui expostas poderão ser partilhadas por adeptos de outras correntes filosóficas ou religiosas. Mas para aplicá-las inteiras, para aderir a uma formulação pedagógica completamente espírita, é preciso estar convencido dos postulados básicos da doutrina de Kardec. O educador espírita, porém, poderá e deverá exercer sua tarefa com quaisquer crianças e adultos. Se a verdadeira Educação se dá quando se desperta um processo evolutivo no educando, este processo poderá ser desencadeado em qualquer ser humano, tenha ele a cultura que tiver, seja ele partidário da religião que for. A influência benéfica de um educador, consciente de seu mandato, poderá se imprimir em qualquer educando.

Assim, educar espiritamente não é necessariamente educar para o Espiritismo. Kardec sempre enfatizou que os espíritas não deveriam fazer proselitismo e muito menos violentar consciências. No relacionamento com pessoas não espíritas, o educador espírita saberá exercer sua tarefa, sem impor suas convicções.

· O Ensino Espírita. O terceiro aspecto da Educação espírita é mais específico, é o ensino propriamente da Doutrina Espírita. Mas se não houver, por parte daqueles que estão promovendo este ensino, uma compreensão clara e uma prática engajada da Pedagogia espírita, então o processo não passará de catequese, um ensino formal, destituído de compromissos mais profundos. Na linha conceitual que temos seguido aqui, é evidente que o ensino espírita não poderá ser mera transmissão de conteúdos, mas o despertar de uma consciência espiritual.

Cenários da Educação Espírita

· A Existência. Entender o Espiritismo como Educação é ser espírita verdadeiramente. Por isso, quem é espírita de fato e pratica a caridade da Educação em todas as dimensões possíveis, faz isso existencialmente, no seu meio familiar, profissional, social, espiritual... É alguém engajado na própria evolução e na evolução coletiva. O destino espiritual do próximo não lhe será jamais indiferente. Não tomará, é claro, uma postura salvacionista, nem pretenderá mudar o mundo sozinho. Mas levará até o sacrifício o compromisso de exemplificar o bem, arrastando com isso outros seres ao contágio da virtude Amará com intensidade seu próximo mais próximo, procurando estender sempre mais seu amor ao próximo longínquo, significando esse amor justamente o empenho em ajudar o outro a encontrar seu próprio caminho evolutivo.

Consolar, amparar, servir—todos esses verbos tão conjugados em mensagens e orientações espirituais—são as atitudes fundamentais de quem ensina com a sinceridade dos sentimentos e a força do exemplo. São a ponte de acesso ao coração do próximo, não como fator de proselitismo, mas como centelha para desencadear um processo de Educação. Quem presta um serviço, quem se dispõe a se doar—se o faz com o influxo de vibrações autenticamente fraternas —pode restaurar no outro a confiança existencial e a vontade de crescer. Nesta doação fraternal, pode estar incluído um prato de comida, um passe, um agasalho... Mas a caridade deve transcender tudo isto, porque deve tocar a alma do outro.

Há pessoas que entendem a prática da Doutrina apenas no exíguo espaço do Centro Espírita. Quando estão no mundo, na profissão, na família, numa festa, nas relações sociais, agem como se não fossem espíritas. Mas o compromisso educativo existencial do adepto do Espiritismo é justamente ser em qualquer lugar e a qualquer hora um elemento de influências positivas, um pólo de transformação do ambiente. Sem prepotência, sem austeridade excessiva, sem pretensão à verdade absoluta, sem autoritarismo, como quem passa e serve, o espírita deve fazer brilhar seu empenho em ser melhor, sua fidelidade aos princípios éticos fundamentais, sua sede intelectual. . . procurando partilhar sua chama interior.

Irradiar otimismo, disposição, energia e serenidade—todas aquelas virtudes que vimos como constitutivas do verdadeiro educador—deve ser uma consequência natural da sua compreensão de mundo. Quem sabe que a vida é eterna, que toda tragédia é passageira, que tudo caminha para a perfeição, que todos estão sob a proteção de uma Providência misericordiosa e justa, será necessariamente uma pessoa alegre e tranquila, no controle de si mesma, podendo com isso servir de edificação e apoio aos irmãos do caminho.

A missão pedagógica do espírita, porém, não se dá apenas no plano moral. Em todos os setores de atividade, os espíritas devem também se esforçar pelo avanço intelectual de si mesmos e da comunidade a que pertencem. Promover a cultura elevada e proporcionar meios à instrução—isso faz parte integrante de seu programa de ação. É nesse sentido que se deve abrir aqui uma crítica ao movimento espírita brasileiro, que tem se preocupado muito mais com a caridade material do que com a caridade pedagógica. Dar pão e agasalho é bem mais fácil do que educar, mas educar é uma terapêutica global e uma solução social muito mais eficaz.

Entenda-se que esse empenho pela Educação intelectual não pode significar impregnar-se de materialismo, de sofismas niilistas e de especulações vazias, que são hoje o tônus da maioria das correntes dominantes. A convicção espírita firme e sincera não é, entretanto, empecilho para o diálogo, para a abertura mental e para a tolerância ideológica.

· A Família Espírita. O mais forte impacto que o Espiritismo causa na relação entre os membros de uma mesma família é a desierarquização de funções. É verdade que os pais recebem a tarefa de educar os filhos e trata-se de tarefa de grande responsabilidade moral. Mas pais e filhos, marido e mulher, avós e netos são acima de tudo Espíritos irmãos, peregrinos da evolução humana, cada qual carregando sua herança passada e sua missão presente, essencialmente iguais, e dignos todos, moços e velhos, homens e mulheres, crianças e adultos, de respeito e amor. Nesta perspectiva, o autoritarismo patriarcal do passado perde qualquer fundamento. Espiritualmente, filhos podem até ser mais adiantados que pais. Mesmo nesse caso, não ficam os pais eximidos de sua função de educar.

Outra explicação inédita que o Espiritismo nos aponta para o entendimento das relações familiares é a lei da reencarnação. Como pai e filho, irmão e irmã, avô e neto, podem nascer adversários ferrenhos do passado. E nesse caso, a convivência cotidiana deve ser justamente a oportunidade de reconciliação e ajuste. Quando o pai ou a mãe percebe num filho uma aversão inata, uma antipatia inexplicável, podem estar certos de que a relação atual é preciosa ocasião para reajuste de ódios anteriores. Cabe então ao adulto, na posse do conhecimento espírita, procurar com mais afinco, dedicação e renúncia, conquistar o amor daquele ser a quem talvez prejudicou em eras passadas. Se aquele que tem a missão de educar permanecer com o coração endurecido e não fizer a sua parte para a reconciliação espiritual, terá fracassado duplamente, como pai ou mãe e como cristão, com o dever moral de perdoar e reconciliar-se com os adversários.

Assim, num clima não-hierárquico—onde todos se sintam acima de tudo irmãos uns dos outros—de cultivo permanente de amor e respeito mútuo, a família espírita é o cenário mais propicio e mais imediato para a Educação espírita. Evidentemente, não se trata aqui de sermões esporádicos a respeito de postulados doutrinários. Mas quando o Espiritismo está enraizado na alma, entranhado no comportamento cotidiano, como explicação para os porquês da existência, como parâmetro ético, como proposta vital—então a convicção espírita se impregna naturalmente nas crianças, marcando-as para o resto da vida.

Então, nem sequer faz sentido a questão muito polemizada por certos adeptos: se os pais devem ou não ensinar Espiritismo às crianças. Se os pais s de fato espíritas, ensinarão nos mínimos gestos, nas relações familiares, na vi profissional, e na própria prática pedagógica que adotarem com os filhos, o que é ser espírita. Mas se o Espiritismo representar apenas uma frequência rotineira um Centro, sem que haja um engajamento existencial, então obrigar a criança ir a cursos de evangelização, como se vai a um catecismo para fazer primeira comunhão (quando os pais não são católicos praticantes) é transformar a Doutrina num formalismo religioso, sem um sentido mais profundo. É evidente que tal atitude não criará convicções; ao invés, despertará resistências.

Além da função pedagógica, específica dos pais, não se pode deixar de mencionar que a família serve como cenário educativo para todos os seus membros, desde que haja engajamento no processo de melhoria Intima. É na família que podemos e devemos em primeiro lugar conquistar e exercitar virtudes fundamentais, como altruísmo, paciência, amor ao próximo e ao mesmo tempo o empenho de contribuirmos para o progresso do outro. Trata-se, pois, de um cenário permanente e fecundo para a Educação do Espírito.

A Escola e a Universidade Espírita. É numa instituição de ensino primário, secundário ou superior, que devemos também colocar em prática a Educação segundo o Espiritismo. É preciso criar espaços institucionais, onde as crianças, os adolescentes e os jovens possam receber uma Educação integral; serem amados e observados como Espíritos imortais e reencarnados; serem estimulados a se auto-educarem... Nem todos os alunos de uma escola ou de uma universidade espírita deverão ser necessariamente adeptos do Espiritismo. Aprender o conteúdo doutrinário pode ser uma opção de pais e alunos. Mas todos deverão se beneficiar de uma visão espírita da Educação. Muitas das ideias que constituem o universo da Pedagogia Espírita vêm de uma tradição que começa em Sócrates, passa por Comenius, Rousseau, Pestalozzi e têm seu modelo máximo em Jesus. Desta forma, crianças e jovens pertencentes a diferentes credos poderão usufruir de uma Educação espiritualista, sem que suas consciências sejam violentadas por imposições.

Salvo raras exceções, as escolas espíritas que fizeram história no Brasil e outras que ainda estão atuantes, adotaram o sistema educacional vigente e apenas acrescentaram uma aula de Espiritismo, opcional ou obrigatória. Quando muito, apoiam-se numa filosofia vagamente humanista. Este não é o modelo de uma escola verdadeiramente espírita. A Doutrina não pode se reduzir a um catecismo periódico, divorciado da prática existencial. Trata-se sim de oferecer escolas com uma proposta de Educação tão revolucionária, tão superior, tão mais democrática e eficaz que as ofertas vigentes, que mesmo não-espíritas disputarão suas vagas.

Manifesta-se aí o compromisso espírita de agir pedagogicamente, tanto no sentido moral quanto intelectual e mesmo estético. E preciso abolir o conceito ultrapassado de que a boa vontade supre todas as deficiências. Escolas espíritas—sem necessidade de ostentação—devem ser modernas, com arquitetura diferençada, em meio à natureza, bem equipadas e, sobretudo, com recursos humanos qualificados. E para formar recursos humanos compatíveis, precisamos de universidades espíritas. O círculo se fecha. É imprescindível criarmos um ciclo educativo completo, pelo qual possamos educar pessoas pelo menos humanistas, que se ponham na vanguarda espiritual da sociedade e espíritas mais conscientes, com uma cosmovisão doutrinária mais integrada e fundamentada. Ao mesmo tempo em que o Espiritismo pode contribuir para a melhoria da Educação, a Educação espírita deve contribuir para o progresso do próprio Espiritismo.

Certamente, não deixarão de perguntar pelos recursos financeiros necessários a tais empreendimentos. Os recursos existem. O movimento espírita não constrói centros, asilos, hospitais, orfanatos, federações? Por que não aplicar parte destes recursos para a construção de escolas e faculdades? O que falta é uma mudança de mentalidade: é preferível, embora mais trabalhoso, aplicar dinheiro em Educação do que em assistencialismo; aliás, o próprio assistencialismo deveria ser pedagógico.

Os Centros e Instituições Espíritas. A primeira instituição espírita do mundo foi a Sociedade de Estudos Psíquicos de Paris. Lá se pesquisavam os aspectos cientifico, filosófico e moral do Espiritismo. Os participantes debatiam questões existenciais, mensagens e fenômenos mediúnicos, temas do cotidiano e notícias de jornais, teorias cientificas ou filosóficas à luz da Doutrina. Intercambio entre os próprios encarnados—entre os membros da sociedade e outras sociedades semelhantes na França e no estrangeiro—e entre encarnados e desencarnados, alimentava o progresso do Espiritismo, sob a luminosa liderança de Kardec que, apesar de sua incontestável autoridade espiritual, jamais se arvorou em chefe do movimento. O aspecto acadêmico da Sociedade—no que a academia tem de positivo em pesquisa e diálogo entre os pares e não no seu r espírito sistemático e arrogante—estava presente na Sociedade de Paris, que tinha um caráter de "estudos", portanto, um caráter pedagógico.

No Brasil, houve um processo, talvez historicamente necessário, de massificação do Espiritismo. Centros, Federações, instituições diversas atendem diariamente a milhares de pessoas em todo o país. Com isso, a Doutrina penetrou em todas as camadas da sociedade e multiplicou adeptos e simpatizantes. O Brasil se tornou o país mais espírita do mundo. Mas essa disseminação em massa teve seu preço. As casas espíritas praticam um assistencialismo social e espiritual em que o indivíduo atendido geralmente assume uma atitude muito passiva de assistir cursos, palestras, tomar passes. Às vezes, após anos e anos numa casa espírita, o frequentador tradicional não passou de fato por um processo pedagógico de crescimento global, mas pratica o Espiritismo à moda tradicional de outras religiões: de forma rotineira, mística e destituída de significação existencial mais profunda.

Já que o movimento espírita brasileiro avançou tanto em termos numéricos, chegou a hora de darmos um salto qualitativo em suas práticas: e esse salto deve ser justamente o de caracterizar toda a atividade espírita como atividade pedagógica, segundo a própria essência da Doutrina. Pode-se objetar que as atividades desenvolvidas pelos Centros e Federações são predominantemente educacionais. Cursos, palestras, estudos doutrinários, o grande movimento da evangelização infantil, as Mocidades Espíritas, a própria assistência social— sempre acompanhada do ensino do Espiritismo—e a assistência espiritual— com a doutrinação dos Espíritos—tudo isto é Educação espírita. É verdade que o movimento espírita tem esse caráter instrutivo, mas não necessariamente pedagógico. Geralmente, é um ensino exercido de forma autoritária e conservadora, arraigado nos modelos tradicionais do sistema educacional vigente e nas heranças trazidas das igrejas. Crianças, adolescentes, jovens, adultos, que chegam à casa espírita, não se tornam educandos para assumir sua própria auto-educação, num processo participativo, dinâmico e enriquecedor.

São tratados como ouvintes passivos.

A metodologia adotada para o ensino do Espiritismo, em qualquer nível costuma ser maçante e autoritária, sem recursos didáticos, sem consciência de expositores e líderes do sentido real de um processo pedagógico.

Pode-se argumentar que um dos problemas com que se depara a casa espírita é a freqüência de pessoas traumatizadas por perdas dolorosas ou portadoras de complexos problemas obsessivos. Isso faz com que tais recém-chegados sejam muitas vezes tratados de forma paternalista. Costuma-se mesmo dizer que, para estes, o Espiritismo teria um caráter apenas consolador. E quem precisa ser consolado não está interessado em renovação. E quem está obsedado não pode ter a liberdade da palavra, nem mesmo para indagar—é o que se pensa.

É evidente que o controle de qualquer atividade espírita deve ser as do por pessoas equilibradas, moralmente idôneas, conhecedoras e praticando Espiritismo em todos os seus aspectos. Isto não é motivo para que os outros participantes do processo sejam tratados com uma falsa superioridade. O educador verdadeiro é aquele que sabe converter traumas em motivos de edificação e crescimento e fazer da participação ativa dos educandos uma terapia para seu reequilíbrio. O primeiro passo para que se dê de fato um desencadear das potencialidades dos que frequentam a casa espírita é que sejam acolhidos como seres pensantes e dignos de serem ouvidos. Que se tornem indivíduos conhecidos, respeitados e participantes, e não meros assistidores de palestras.

Seminários, debates, reuniões de estudos em que todos possam colocar seus questionamentos e dúvidas, a própria disposição das cadeiras em círculos e não em plateias com um púlpito longínquo—tudo isso deve fazer parte do panorama pedagógico do Centro Espírita, quebrando o monólogo autoritário dos oradores. E evidente que, para isso, o Centro não precisa nem deve se converter numa arena de disputas de opinião e de brigas pessoais. É preciso criar o hábito de debater ideias com argumentos e não com ofensas e enfrentar a divergência de opinião com naturalidade, preservando sempre os postulados básicos do Espiritismo. Com líderes conscientes, equilibrados e com sólidas convicções doutrinárias, é possível se ventilar o clima com a liberdade de expressão, mantendo-se o padrão vibratório elevado e a compreensão fraterna entre todos. Aliás, isto também deve fazer parte do aprendizado. É muito fácil se obter uma harmonia aparente, sob o tacão da disciplina autoritária. O desafio é obter a união, pela adesão voluntária de todos os participantes a uma proposta de progresso e fraternidade.

Educação mediúnica

A Educação mediúnica é um dos aspectos característicos da Educação espírita, ligada ao desabrochar das capacidades extra-sensoriais que todo ser humano deverá desenvolver em sua jornada evolutiva. Como já foi analisado (ver Cap. II), há o mediunato—compromisso específico de atuação mediúnica numa dada existência—mas além desta tarefa, todos os seres humanos têm uma mediunidade geral, mais ou menos cultivada.

No caso de o indivíduo possuir algum dom mediúnico específico, a Educação mediúnica tem por meta possibilitar seu desenvolvimento e uso equilibrado, sadio e positivo. No caso de mediunidade difusa, não-específica, a meta é a de aguçar a sensibilidade extra-sensorial, a intuição, a percepção psíquica—coisas presentes em todos os seres humanos.

Tanto num como noutro caso, são facetas da proposta espírita: o controle racional das faculdades mediúnicas, fruto do estudo acurado dos fenômenos e da auto-análise que todo espírita comprometido com sua auto-educação deve permanentemente promover; o uso da mediunidade para fins úteis, nobres e cristãos; o cuidado para não converter nenhum dom mediúnico em fonte de riqueza material, de projeção pessoal ou de manipulação psíquica, ou seja, mediunidade com absoluto desinteresse e devotamento.

A Educação mediúnica não é meramente um apossar-se de técnicas, mas deve ser um fator de evolução global para o Espírito; uma possibilidade real de aperfeiçoamento moral e de prática do Bem. Os parâmetros éticos da mediunidade se sobrepõem aos aspectos técnicos, inclusive como garantia de controle do fenômeno e de atração de bons Espíritos—ao contrário de certas correntes espiritualistas que acentuam a frieza da técnica em detrimento do amor que deve orientar a utilização dos dons psíquicos.

Se, conforme Herculano Pires, O Livro dos Espíritos é um manual de Educação Integral, O Livro dos Médiuns é um manual de Educação mediúnica, que pela primeira vez na história humana colocou balizas éticas e racionais para a prática da mediunidade.

A EDUCAÇÃO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Dora Incontri


 
 
O amor que remove montanhas,
o amor que inspira a todos a desejarem um mundo melhor,
o ser humano que ama a todos como a si mesmo,
e que deseja apenas ser  . . . ser luz  e finalmente
 encontrar  o Reino de Deus
em seu coração !!!
 
Irene Ibelli 
Empreendedora Digital, Humanista e Espiritualista
Eleita Cidadã Planetária Pelo Projeto
Vôo da Águia

A ESCOLA ESPÍRITA

A Escola Espírita

Marcus Alberto De Mário

Como deve ser a Escola Espírita?

Como trabalhar o currículo à luz da filosofia espírita da educação?

Essas e outras perguntas são normalmente lançadas em seminários, cursos e palestras, pois a Escola Espírita ainda não está consolidada.

Vamos deixar de lado as preocupações de ordem administrativa, de legislação, para oferecermos algumas orientações quanto à filosofia e ao trabalho da Escola Espírita.

  1. A Escola Espírita deve preservar as crianças e adolescentes das deturpações da sociedade moderna, com as inversões dos valores da vida, fazendo com que os educandos compreendam e se estimulem pela conquista dos valores morais imperecíveis.
  2. A Escola Espírita deve concorrer para o saneamento da sociedade materialista, integrando-se na comunidade para influenciá-la e regenerar sua estrutura.
  3. A Escola Espírita deve ser um ambiente comunitário ideal, dirigida por pessoas equilibradas, onde reine a união, a cooperação e a fraternidade.
  4. A Escola Espírita deve restaurar os valores culturais e morais, resgatando o processo histórico de desenvolvimento do homem, promovendo as potencialidades do espírito reencarnado (o educando).
  5. A Escola Espírita deve descondicionar os educandos dos preconceitos de toda ordem.

Na Escola Espírita, a escola que verdadeiramente educa, pois trabalha a educação de forma integral, promovendo a auto-educação do educando, a família estará sempre presente, integrada a todo o processo educacional. Será a própria Escola Espírita uma grande família.

A educação espírita tem por finalidade formar o puro espírito, o espírito perfeito, levando em conta que o educando é um espírito reencarnado, e esse trabalho depende da Escola, e mais propriamente da Escola Espírita, a única que trabalha a educação moral, a formação do caráter, as potencialidades do espírito imortal.

Se as escolas atuais fossem escolas espíritas, a humanidade já estaria espiritualizada.

Para nossa profunda meditação, ouçamos Vinícius, no capítulo 33 do livro O Mestre na Educação, a respeito das gerações futuras:

"As gerações futuras não serão diferentes da presente, com todos os seus defeitos e prejuízos de ordem moral, se não tratarmos da educação da infância e da juventude; dessa juventude que será a sociedade de amanhã.

Jesus disse que não se põe remendo de pano novo em roupa velha, por isso que a rasgadura se tornará maior. E, igualmente, não se põe vinho novo em odres velhos, porque estes não resistem à sua fermentação, e se rompem.

É claro que o Excelso Mestre se refere, nesta alegoria, à natureza do ideal que propagava, do qual era a viva encarnação. Esse ideal novo, reformador, quase revolucionário, revestido pela Terceira Revelação, deve ser anunciado, de preferência à juventude, às crianças, porquanto estes elementos representam a terra virgem, aberta à boa sementeira. Semear no meio de abrolhos e semear em terreno isento de ervas daninhas hão de dar resultados bem diversos. As messes, de uma e de outra, dessas culturas, serão, por certo, distintas, dizendo por si mesmas qual delas é a mais vantajosa.

E, meus amigos, até agora, não temos feito outra coisa senão semear no meio de cardos, remendar roupa velha com pano novo e deitar o vinho espumante da vindima espírita em odres carunchentos, incapazes de suportar a sua fermentação.

Educar é salvar, é remir, é libertar; é desenvolver os poderes ocultos, mergulhados nas profundezas das nossas almas.

(...) O objetivo máximo do Espiritismo (...) é educar para salvar. Iluminar o interior dos homens para libertar a Humanidade de todas as formas de selvageria; de todas as modalidades de crueza e de impiedade; e de todas as atitudes e gestos de rivalidade feroz e deselegância moral. Esta conquista diz respeito ao sentimento, ao senso religioso, que os homens do século perderam, ou melhor, que jamais chegaram a possuir".

Não dissemos em nenhum momento que a Escola Espírita irá ensinar Espiritismo, e isso porque essa tarefa não lhe compete, não lhe diz respeito.

A Escola Espírita educa através do Espiritismo, ou seja, através de sua filosofia, de seus princípios, mas não ensina Espiritismo.

Pode e deve permear em seu projeto pedagógico, nas diretrizes de seu currículo, os princípios espíritas, mas sem a preocupação de ensinar Doutrina, o que compete ao Centro Espírita.

Embora a Escola Espírita seja considerada pela legislação como escola confessional, isso se deve pelo seu norteamento filosófico-religioso, e não porque irá manter aulas ou mesmo disciplina de Espiritismo, pois o objetivo é a formação do homem de bem, a espiritualização e moralização do ser, e não a formação doutrinária, o que o educando promoverá através de decisão própria, decisão de foro íntimo e a ser realizada no local apropriado, no caso do Espiritismo, no Centro Espírita.

Os cinco itens apresentados são mais concernentes de avaliação quanto ao projeto de uma Escola Espírita, do que a discussão sobre aula de religião, mesmo porque, como bem disse Vinícius, a formação das gerações futuras para um mundo melhor depende do trabalho da educação, e somente a educação espírita ministrada na Escola Espírita poderá nos dar uma geração transformada, sintonizada com Jesus.

fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/mundo-espirita/escola-espirita.html


 
 
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O Deus que existe em mim saúda o Deus que existe em você.