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domingo, 15 de maio de 2011
MENSAGEM SEMANAL
segunda-feira, 9 de maio de 2011
ORAÇÃO DA MÃE
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domingo, 8 de maio de 2011
FELIZ DIA DAS MÂES !!!!
| FELIZ DIA DAS MÃES!!!!!!!! Amor de mãe Mulher de uma grandiosidade infinita de sentimentos. Nós a chamamos por esta palavra tão pequena, Mas que é o sinônimo de outra pequenina, Que também exprime o maior dos sentimentos, o "AMOR". Sua vida, já não lhe pertence. Se abdicou dela, ao colocar-nos no mundo. A sua felicidade é vislumbrada a cada uma De nossas vitórias e conquistas. E sentimos que esta felicidade cresce, ao darmos continuidade ao que ela um dia começou. Mulher forte, destemida e batalhadora. Guarda para si, as suas angústias, Procurando sempre nos poupar, evitando nos preocupar e Buscando dentro de si, forças, para ainda, nos ajudar. Com seus gestos, palavras, carinhos, Ou até mesmo dando-nos o seu colo. Faz sentir-se presente a todo instante, passando-nos a certeza de que, neste mundo para o qual ela nos trouxe, jamais nos abandonará, e que ela é a nossa maior aliada, em qualquer circunstância ou adversidade que a vida nos apresentar. Foi escolhido um dia para rendermos nossa homenagem a você "Mãe", Mas sabemos que o seu dia, são todos, pois o seu amor por nós, não mede dia, hora nem lugar Para nos ser ofertado. Deixo aqui, a minha singela e sincera homenagem pelo dia de hoje. Mas saiba que em meus pensamentos e em meu coração, eu a tenho a todo instante: "MINHA MÃE QUERIDA, SÍMBOLO DE AMOR. QUE DEUS ESTEJA CONTIGO HOJE E SEMPRE. ÉS PARA MIM A MAIOR, ENTRE TODAS AS MULHERES. SOU PRIVILEGIADO, POR TER VINDO DE VOCÊ. MINHA MÃE, A MELHOR DO MUNDO. OBRIGADO POR TODAS AS ORAÇÕES E PREOCUPAÇÕES. MAS AGORA, É A MINHA VEZ DE LHE DIZER QUE ESTOU AQUI, CONTE SEMPRE COMIGO. QUE TODOS OS DIAS, SEJA O SEU "DIA DAS MÃES" PORQUE, EU AMO VOCÊ. " |
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sábado, 7 de maio de 2011
Endereços da Cruz - Emmanuel

Para os que buscam elevação – oferece o traço vertical, simbolizando o caminho reto para a Vida Superior.
Para os fortes – convite ao sacrifício pessoal pela felicidade dos outros.
Para os fracos – refazimento.
Para os desvalidos – esperança.
Para os bons – chamamento ao serviço espontâneo em favor do próximo.
Para os maus – apelo à regeneração.
Para os caídos – coluna de apoio para que se levantem.
Para os ociosos – intimação muda ao trabalho.
Para os diligentes – diretriz.
Para os transviados – ponto de retorno ao rumo certo.
Para os que choram – encorajamento.
Para os enfermos – proteção.
Para os solitários – companhia.
Para os cansados – refúgio.
Para os descrentes – desafio.
Para os irresponsáveis – advertência.
Para os perseguidos – socorro.
Para os ofensores – tolerância.
Para os aflitos – reconforto.
Para os desertores – lição.
E para todas as criaturas, quaisquer que sejam, como estejam e onde estejam, a cruz oferece o traço horizontal, expressando, em qualquer tempo, a Infinita Misericórdia de Deus, sempre de braços abertos.
A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo. Basta lhe ofereçamos o refúgio da compreensão e isso depende unicamente de nós...
Pelo Espírito Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
MENSAGEM PSICOGRAFADA DE PADRE VITOR
MENSAGEM PSICOGRAFADA DE PADRE VITOR
- Não seria mais fácil dividir a reflexão do que pensar só?
Era Anita, companheira querida de trabalho, alma generosa que a cada dia se ilumina mais pela abnegação. Chorei feito criança necessitada de aconchego em ombro amigo, fiquei por alguns instantes reconfortado e, após longo silêncio, considerei:
- Anita, minha irmã, me sinto incapaz de servir a Jesus, pois sou ainda pequeno e presunçoso, trago, ainda, as insígnias do clero e acho que erro mais que acerto. Como posso querer mudanças radicais do semelhante, se não aprendi a ser humilde? Como posso dizer que amo se ainda condeno os erros humanos? Ah ! Jesus deve me condenar por isso.
- Vítor, não diga bobagens. Você é Espírito em busca da luz, suas imperfeições e as minhas são comuns. O que esperava? Que se libertando do corpo se libertaria das suas mazelas? Que vivendo numa colônia espiritual estaríamos no paraíso? Somos ainda falíveis, mas precisamos lutar para crescer. Você precisa questionar menos e servir mais. Estudar com afinco, orientar-se com Abel e os nossos mentores em vez de refugiar-se em suas reflexões. Meu amigo é difícil para mim também. Quando vejo meus familiares sofrendo ou cometendo desatinos, chego a dizer a eles: O que é isso? Esqueceu-se do compromisso? Onde está os princípios espíritas, o exemplo de seu pai? E eles não me ouvem as súplicas e sofro e me culpo. Custou-me descobrir que não é a doutrina que nos modifica, mas a educação de nossos instintos inferiores, a revisão dos nossos valores. Do mesmo modo como você se apega a alguns ranços da Igreja, eu o fazia com o Espiritismo. É falta de informação, Vítor, pois ninguém muda por fora se não o fizer por dentro, compreende?
Como bálsamo de luz, aquelas palavras me acalmaram e me conduziram a nova visão. Abracei a irmã como um filho a uma mãe e acho até que naquele momento era o que precisava.
(Trecho do livro : Memórias de Padre Vítor)
O QUE É SANTO NA VISÃO ESPÍRITA? "É um atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever" - André Luiz
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O ESPIRITISMO
No oceano de lágrima e dor,
Onde o homem cansado e sofredor
Encontra o porto amigo da Esperança.
Porto claro e feliz, onde a alma alcança
Os tesouros de fé, de crença e amor,
Sob as bênçãos divinas do Senhor,
E onde a vida decorre calma e mansa.
É na doutrina da Fraternidade,
Que o coração de toda a Humanidade
Há de alcançar mais vida, paz e luz.
Somente o seu ensino verdadeiro,
Pode reunir, na Terra, o mundo inteiro
No Evangelho sublime de Jesus.
João de Deus
DE ÂNIMO FIRME
| DE ÂNIMO FIRME |
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| pelo Espírito Emmanuel - Do livro: Justiça Divina, Médium: Francisco Cândido Xavier. fonte: Caminho de Luz |
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O TESTEMUNHO
| O TESTEMUNHO |
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pelo Espírito Imão X - Do livro: Pontos e Contos, Médium: Francisco Cândido Xavier. fonte: www.caminhosluz.com.br |
quarta-feira, 4 de maio de 2011
A MORTE
Porque a morte propicia tanto sofrimento e catadupas de pranto, acarretando desespero no mundo, é válido lembremos que:
transforma-se a ostra, de modo a produzir a pérola preciosa;
estiola-se a flor, emurchecida, a fim de que provenha o fruto que guarda, na essência, o sabor;
morre o dia nas tintas do poente, de modo que o véu cintilante da noite envolva a Terra;
morre a noite, entre as lágrimas do orvalho, para que o manto aurifulgente do dia consiga embelezar a amplidão;
o rio morre na exuberância do mar;
fana-se o homem para que se liberte o Espírito, antes cativo.
A dor atual prepara a ventura porvindoura.
A saudade que punge hoje, fomenta o sublime reencontro de logo mais.
Morte é vida, agora o sabemos...
pelo Espírito Rosângela - Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira, do site: http://www.raulteixeira.com/
sábado, 30 de abril de 2011
TRANSFORMAR O VELÓRIO EM ESCOLA
TRANSFORMAR O VELÓRIO EM ESCOLA
Preleções que poderiam ter, como fundo, uma suave música que predispusesse os indivíduos à meditação e à prece.
Essas preleções, ministradas no próprio local onde é velado um corpo sem vida, teriam um efeito educativo de alcance até agora não imaginado pela maioria dos homens; mesmo pelos homens que cuidam de assuntos religiosos. Isso porque, por ser um fenômeno natural, a morte, ou a passagem do Espírito para o plano invisível às pessoas encarnadas, confunde a maioria das pessoas que passam por essa experiência. Uma espécie de sono toma o indivíduo, que, a seguir, desperta senhor da maioria de suas faculdades intelectivas e, portanto, considerando-se "vivo", ainda com o corpo: não somos habituados a pensar, a educar-nos, para viver num estado vibratório diferente, em que o pensamento e nossos próprios atos passados têm importância fundamental.
Temos visto exemplos, em sessões mediúnicas de intercâmbio com o plano espiritual, de Espíritos que ainda se imaginam encarnados, sentem-se como se possuíssem ainda o corpo carnal, E agem em função desse pensamento, como pessoas "vivas", intrometendo-se inconscientemente em assuntos que só interessam aos encarnados, e, em decorrência, influenciando fortemente o psiquismo das pessoas a quem estão ligados. Essa influência pode chegar ao ponto de levar o indivíduo visado ao próprio desequilíbrio mental, pois trata-se de uma ação subliminar de profundas repercussões.
Se nos velórios houvesse preleções que informassem acerca do estado em que fica o homem após a morte, após o desencarne, muitos dos "mortos" que, não temos dúvida, ainda ali permanecem ligados a seus corpos inanimados, poderiam receber esse esclarecimento e ficar com um maior número de dados para analisar a própria situação. Como quando um avião se prepara para aterrissar com o tempo encoberto, sem teto no aeroporto, a torre de controle o guia através de instrumentos. E a aterrissagem se faz sem incidentes, sem muita demora.
Não se trata de uma preleção inócua, pois muita gente poderá argumentar que o "morto" não ouve mais. Ora, se o "morto" está vivo o suficiente para não perceber que já não mais possui o corpo físico, estará evidentemente em condições de ouvir uma preleção de seu próprio interesse. É claro que existem as exceções que confirmam a regra. Além do mais, uma preleção dessa natureza poderá acalmar a angústia dos familiares e amigos do "falecido", e estimular conversação mais edificante nas demais pessoas que, por convencionalismo, participam de um velório. E sabemos que, na maioria das vezes, tal conversação não se mantém num nível dos mais elevados; discute-se de tudo, desde futebol até a vida privada de conhecidos. Uma conversação que forma uma atmosfera mental opressiva sobre o Espírito do desencarnado e também sobre os demais presentes ao velório.
Preleção evangélica em velório ou necrotério, em que a sobrevivência seria sempre ressaltada, acabaria também transformando esses locais em verdadeiras escolas de aprendizado espiritual, onde muitos Espíritos ainda indecisos quanto a seu verdadeiro estado seriam levados a informar-se. Isso porque esses Espíritos, por se julgarem ainda ligados ao corpo, não conseguem ver ou entender os Espíritos mais esclarecidos que querem ensiná-los. Estão ainda bastante materializados para entender fatos em que a matéria grosseira não entra. Estão habituados a utilizar o ouvido para ouvir, os olhos para ver, enfim, os sentidos do corpo físico para se relacionarem com seus semelhantes.
Não entendem a linguagem telepática ou a visão espiritual de que, forçosamente, terão de fazer uso no plano onde se encontram. E, por causa disso, não são acessíveis aos ensinamentos que os próprios Espíritos lhes tentam ministrar. Precisam estar em contato com os encarnados, com os "vivos", para ouvir e entender. Infelizmente, a maioria dos desencarnados tem pouca coisa a lhes ensinar: estão sempre preocupados com as coisas materiais, que já não podem interessar ao Espírito.
Dessa forma, um local onde se homenageia o corpo inanimado (que foi templo do Espírito por um determinado período) pode tornar-se bastante favorável para ensinamentos ligados ao fenômeno da morte. Existem, nesse local, condições favoráveis para a percepção desses Espíritos. E tais condições deveriam realmente ser aproveitadas.
Quando o velório ou o necrotério forem transformados em escola de ensinamentos sublimes, voltamos a insistir, a morte será menos negra e os Espíritos serão mais felizes .
Valentim Lorenzetti
MORTE PREMATURA: CRIANÇAS NO MUNDO ESPIRITUAL
MORTE PREMATURA: CRIANÇAS NO MUNDO ESPIRITUAL .
E por que esse fato ocorre?
Duas indagações que surgem naturalmente ao nos depararmos com a morte na infância.
Allan Kardec [LE-qst 199] registra o pensamento dos Espíritos Superiores:"A duração da vida da criança pode ser, para seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do tempo devido, e sua morte é freqüentemente uma prova ou uma expiação para os pais.
"Observamos pelo exposto que a morte prematura está quase sempre vinculada a erro grave de existência pretérita: almas culpadas que transgrediram a Lei geral que vige os destinos da criatura e retornam à carne para recomporem a consciência ante o deslize.
São, muitas vezes, ex-suicídas (conscientes ou inconscientes) que necessitam do contato com os fluidos materializados do planeta, para refazerem a sutil estrutura eletromagnética de seu corpo espiritual.Lembram ainda os Benfeitores que os pais estão igualmente comprometidos com a Lei de Causa e Efeito e, na maioria das vezes, foram cúmplices ou causadores indiretos da falta que gerou o sofrimento de hoje.
Emmanuel [Criança no Além-prefácio] afirma:"Porque a desencarnação de crianças, vidas tolidas em flor?Muitos problemas observados exclusivamente do lado físico, assemelha-se a enigmas de solução impraticável; entretanto, examinados do ponto de vista da imortalidade e do burilamento progressivo da alma, reconhecer-se-á que o Espírito em evolução pode solicitar conscientemente certas experiências ou ser induzido a ela em benefício próprio.
Nas realizações terrestres, é comum a vinculação temporária de alguém a determinado serviço por tempo previamente considerado.
Há quem renasça em limitado campo de ação para trabalho uniforme em decênios de presença pessoal e há quem se transfira dessa ou daquela tarefa para outra, no curso da existência, dependendo, para isso, de quotas marcadas de tempo. Encontramos amigos que efetuam longos cursos de formação profissional em lugares distantes do recanto em que nasceram e outros que se afastam, a prazo curto, da paisagem que lhes é própria, buscando as especializações de que se observam necessitados.
E depois destes empreendimentos concluídos, através de viagens que variam de tipo, segundo as escolhas que façam, ei-las de regresso aos locais de trabalho em cuja estruturação se situam.
Esta é a imagem a que recorremos para que a desencarnação de crianças seja compreendida, no plano físico, em termos de imortalidade e reencarnação."Casos, no entanto, existem que não estão inseridos no processo de Ação e Reação e configuram sim, ações meritórias de Espíritos missionários que renascem para viverem poucos anos em contato com a carne em função de tarefas espirituais. É o que afirma André Luiz:"Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a expectativa apresentação que lhes era custumeira."
CRIANÇAS NO PLANO ESPIRITUAL
Com relação à posição espiritual dos Espíritos que desencarnam na infância, André Luiz informa-nos que todos eles são recolhidos em Instituições apropriadas, não se encontrando Espíritos de crianças nas regiões umbralinas.
Há inúmeras descrições espirituais de Escolas, parques, colônias e instituições diversas consagradas ao acolhimento e amparo às crianças que retornam do Planeta através da desencarnação.Chico Xavier, analisando a situação espiritual e o grau de lucidez desses Espíritos diz:"Os benfeitores espirituais habitualmente nos esclarecem que a criança desencarnada no Mais Além, recobra parcialmente valores da memória, quando na condição de Espírito, tenha já entesourado alta gama de conhecimentos superiores, com pouco tempo depois da desencarnação, conseguindo, por isso, formular conceitos e anotações de acordo com a maturidade intelectual adquirida com laborioso esforço.
O mesmo não acontece com o Espírito que ainda não adquiriu patrimônio de experiência mais dilatados, seja por estar nos primeiros degraus da evolução humana ou por essência de aplicação pessoal ao estudo e a observação dos acontecimentos.
Para o Espírito nesse estágio, o desenvolvimento na vida espiritual é semelhante ao que se verifica no plano físico em que o ser humano é compelido a aprender vagarosamente as lições da existência e adiantar-se gradativamente, conforme as exigências do tempo."
André Luiz [Entre a Terra e o Céu] vai pronunciar-se da mesma forma: "Acreditamos que o menino desencarnado retomasse, de imediato, a sua personalidade de adulto ... Em muitas situações, é o que acontece quando o Espírito já alcançou elevado estágio evolutivo.Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnaram, o caminho não é o mesmo.
Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se relativamente longe do autogoverno. Jazem conduzidos pela Natureza, à maneira de criancinhas no colo materno. É por esse motivo que não podemos prescindir de períodos de recuperação, para que se afasta do veículo físico, na fase infantil."
QUADRO XII - Morte Prematura – Possibilidades-
Assumir a forma da última existência- Conservar a forma infantil que vai se desenvolvendo à semelhança do que ocorre na Terra- Reencarnar pouco tempo depois do falecimento
Bibliografia1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
3) Entre a Terra e o Céu - André Luiz/Chico Xavier
4) Resgate e Amor - Tiaminho/Chico Xavier
5) Escola no Além - Claudia/Chico Xavier
6) Crianças no Além - Marcos/Chico Xavierhttp://www.amaluz.net/prematura.htm
quarta-feira, 27 de abril de 2011
OS VIVOS E AS OUTRAS VIDAS
Os Vivos e as Outras Vidas
Há nisso um sincretismo religioso tipicamente brasileiro. De acordo com o IBGE, 74% dos brasileiros declaram-se católicos, e a doutrina da Igreja Católica não concebe a comunicação direta entre mortos e vivos. Pelo menos não entre mortais comuns e mortos idem. A comunicação entre santos e mortais é admitida pela doutrina católica. Mas apenas quando ocorre um milagre. Coisa rara, como se sabe. Na prática, boa parte desse contingente católico também dirige sua fé ou sofre a influência de outro credo sem expressão no exterior e que só cresce no Brasil: o espiritismo. Segundo essa doutrina, codificada em 1857, na França, por Allan Kardec – pseudônimo do pedagogo Hippolyte Léon Denizard Rivail –, a alma de todo ser humano morto reencarna tantas vezes quantas forem necessárias para que, devido às boas ações, ela se purifique.
No princípio era o medo. E o medo se fez crença. Para o sociólogo alemão Max Weber (1864-1920) essa seria a maneira mais simples de explicar o surgimento das religiões nas sociedades humanas. Por temor à fome, aos perigos e à morte, em determinada fase de sua evolução cultural, a humanidade apegou-se ao fervor religioso. Com ele veio a crença na vida eterna e no renascimento da alma e até do corpo físico em uma ou sucessivas existências. Veio também a idéia de que é possível a comunicação entre vivos e mortos.
Sigmund Freud (1856-1939), criador da psicanálise, tinha uma explicação para a prevalência na história das sociedades humanas da crença na transcendência do espírito. Ela não difere muito da de Weber. "Podemos dizer que, para a psicanálise, conceitos como reencarnação e comunicação com os mortos servem de consolo para a angústia que sentimos diante da finitude", explica a psicanalista freudiana Karin Wondracek, professora da Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. De várias formas, os psicanalistas e os místicos estão atrás de respostas à mesma pergunta. O ser humano já foi definido como o único animal que sabe que vai morrer. É natural que a pergunta seguinte seja: o que vem depois?
Além de cultivar ainda hoje os ritos de origem africana, comuns a diversos países onde a escravidão foi a base da economia no passado, o país sobressai nas estatísticas mundiais como a pátria do espiritismo de inspiração kardecista – nome que deriva do francês Allan Kardec, estudioso positivista do fim do século XIX que produziu uma versão cientificista dos fenômenos religiosos focados na vida depois da morte. Segundo a Federação Espírita Brasileira, mais de 40 milhões de pessoas seguem a doutrina de Allan Kardec no Brasil. Apenas 2% dos brasileiros se dizem espíritas nos censos oficiais. A imensa maioria simplesmente acrescenta, sem drama de consciência, os ensinamentos de Kardec aos das religiões que professam oficialmente. Funcionam no país 10.000 centros espíritas. Eles eram apenas 3 000 no começo dos anos 90. Duzentas editoras publicam somente livros voltados para a comunidade espírita. Já foram vendidos 22 milhões de exemplares de sete livros escritos por Allan Kardec no Brasil.
A crença maciça na reencarnação e na comunicação com os mortos não é uma extravagância brasileira. Uma pesquisa recente mostrou que 51% dos americanos acreditam em espíritos e 27% crêem em reencarnação. O que nos diferencia são a respeitabilidade alcançada por essas crenças na sociedade brasileira e as dimensões do espiritismo no país. O Brasil foi desde sempre um terreno fértil para crenças baseadas na comunicação com os espíritos e na reencarnação. Os escravos vindos da África entre os séculos XVI e XIX trouxeram crenças no contato direto com o mundo dos mortos, que floresceram e permearam todos os estratos da sociedade.
O espiritismo desembarcou no Brasil no momento de crise política que antecedeu o advento da República. Naquele período, havia uma insatisfação com a cúpula da Igreja Católica, ligada ao conservadorismo político da monarquia. A doutrina de Allan Kardec era ao mesmo tempo uma filosofia de vida e uma lista de preceitos religiosos, e os brasileiros foram hábeis em transformar esse caldo em religião. "Os adeptos procuravam usar ao máximo os conceitos científicos em voga na época, principalmente o racionalismo e o evolucionismo, para justificar o espiritismo, o que dava aos cultos uma respeitabilidade que atraía a elite letrada", diz José Luiz dos Santos, chefe do departamento de antropologia da Universidade Estadual de Campinas. "Para divulgar a doutrina, a elite tratou de atrair pobres como clientes. Já no fim do século XIX eles procuravam os centros espíritas para resolver seus problemas de saúde", explica ele.
Para os milhares de brasileiros que acorreram a ele, no entanto, Chico Xavier era quase um santo. "A grande contribuição de Xavier foi mostrar o lado da caridade que pontua a cartilha de Allan Kardec", diz Ceres Medina. "Ao propagar a prática da caridade, ele humanizou o espiritismo e acabou com o preconceito contra ele", completa. Em outros países, o espiritismo kardecista não teve tanta sorte. Em seu país de origem, a França, ele definhou. "Até hoje o espiritismo é confundido com bruxaria", disse a VEJA Charles Kempf, coordenador do Centro de Estudos Espíritas Léon Denis, da cidade francesa de Thann. Kempf tem uma explicação adicional para o êxito do espiritismo no Brasil. É uma explicação bem material. Se a prática da caridade e do assistencialismo chancelou o espiritismo no Brasil, na França isso não ocorreu. A razão? O assistencialismo do Estado francês funciona com razoável perfeição, não deixando espaço para os espíritas utilizarem esse recurso para angariar um rebanho maior. Oscar Cabral.
Ex-jogadora da Seleção Brasileira de Basquete, Maria Paula Gonçalves da Silva, a Magic Paula, de 43 anos, é espírita desde 1992. Conheceu a doutrina em 1983, quando se submeteu a uma cirurgia espiritual, que sanou uma lesão grave que tinha no joelho. Em 1999, passou por uma experiência marcante. Durante uma sessão de massagem, a profissional que a atendia passou mal e saiu da sala. "Quando ela voltou tinha nas mãos uma carta psicografada com uma mensagem do meu pai", diz Paula. "Eu me senti culpada quando ele morreu. A carta era sobre essa culpa. Mudou minha vida."
Hollywood e o Cenário do Além






