segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Dia dos Pais
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Além da Vida

Pedimos a estudiosos/monges/religiosos que nos nos falassem no que acreditam existir após a morte:
"Além a Vida"
José Sola - Autor e Pesquisador espírita
Após a vida do corpo físico, há ainda a vida, sem grandes mudanças, pois seremos depois da morte, o que fomos em vida material.
Quando nos demoramos presos às paixões torpes, as ilusões e as fantasias vamos para o Umbral, ou ficamos perambulando aqui pela terra; quando vivemos a criminalidade nas suas variadas formas de manifestar-se, vamos para as trevas, ou inferno, como queiramos entender; e, quando praticamos a caridade, amamos e respeitamos o semelhante, a vida, vamos para regiões felizes da espiritualidade, que é o paraíso ou céu das diversas religiões.
Projetamos-nos depois da morte, através da lei vibracional, por sintonia, a regiões em que se demorem mentes sintonizantes com a nossa, não há como fugir a este principio.
E confirmam-se as palavras de Jesus, quando nos disse, o céu ou inferno, esta dentro de vós mesmos.
Nós nos esqueçamos, entretanto que a vida pós morte, não é uma abstração, é vida real, é vida em uma outra dimensão.
Temos colônias de assistência aos espíritos necessitados, com hospitais, com fonte de águas, com alimentação para os espíritos que ainda carregam a influencia da matéria, e necessitam de alimento, enfim, tudo o que temos na terra, mais aperfeiçoado.
Nas trevas existem organizações sombrias, apropriadas a atender as entidades cujas mentes, administram o terror e a criminalidade.
E em regiões felizes, em que se demoram os Avatares Divinos, Anjos ou Arcanjos, espíritos superiores, existem construções maravilhosas, contendo tudo o que nós possuímos na terra, e muito mais; existem laboratórios de pesquisas e analises, aparelhos apropriados a pesquisas no campo fenomênico da vida, e, evidentemente outras realizações que ainda não podemos conceber.
Após a vida existe a vida, pois a morte é apenas um momento transitivo do eu eterno, no caminho da evolução; o que é o nascimento, nada mais que a energia condensando-se, para servir de instrumento ao espírito, o que é a morte, não é outra coisa que não, a matéria que se desintegra, liberando o espírito para sua caminhada ascensional, vivendo momentos outros de ser.
Eis uma breve síntese, do que exista depois da morte, limitada contudo porque não nos é possível fazer uma ilação, em âmbitos em que a vida é ainda mais grandiosa, e este campo vai ao infinito, pois a evolução é infinita.
http://www.revistasextosentido.net/
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Cidades Espirituais

"CIDADES ESPIRITUAIS"
Outras Dimensões
São justamente os contatos com essas outras dimensões que, ao longo de milhares de anos, têm surgido como o centro de alguns dos maiores mistérios das religiões e crenças místicas da humanidade. Mais do que apenas relatar vislumbres de outras realidades, os relatos desses contatos fazem referências claras à existência de locais muito reais – às vezes, cidades, outras vezes, países ou terras maravilhosas.Para alguns, Shamballah e Agartha seriam exemplos de cidades situadas numa das inúmeras dimensões paralelas, ainda que as lendas também se refiram a elas como sendo cidades subterrâneas. Esses relatos ou lendas –como preferem os cientistas – devem estar entre os mais antigos do planeta, formando a base de inúmeras crenças hindus e tibetanas. Na verdade, contos fantásticos sobre cidades subterrâneas ou em outras dimensões apareceram ainda recentemente, aqui mesmo no Brasil.Seja como for, parece que o contato com esses locais – e com os seres que neles vivem – sempre esteve um tanto restrito, seja a pessoas com um desenvolvimento espiritual mais aprimorado, seja a pessoas com capacidades psíquicas mais desenvolvidas. Em alguns casos, como no antigo Egito, as maravilhosas terras do Além só podiam ser acessadas pelos espíritos dos mortos, e eram vistas como verdadeiros países, com tudo o que a existência material proporcionava.As informações vêm sendo fornecidas tanto pelo contato direto com essas realidades, como por meio de contatos entre os seres que nelas habitam e os encarnados na Terra, como ocorre hoje em dia com os médiuns.Algumas crenças já se referiram à existência de sete planos ou níveis diferentes de realidade, cada qual um pouco mais afastado de nosso plano imediato. Assim, quanto mais distante se encontrasse o plano, mais difícil seria o contato. Os fantasmas, por exemplo, seriam os seres que ainda estariam num plano muito próximo à Terra, presos à realidade material e enfrentando dificuldades para se livrarem da existência anterior e realizar a passagem aos níveis mais elevados ou planos superiores.
Diferentes Contatos
Se fôssemos nos concentrar apenas na especulação científica, não haveria motivo para citar apenas sete planos dimensionais: o número de dimensões paralelas possíveis, na verdade, poderia ser infinito.Alguns estudiosos do assunto, ligados às mais variadas crenças e religiões, têm dito que, ultimamente, tem se tornado mais fácil acessar os níveis mais imediatos. Alguns chegam a dizer que está ocorrendo uma aproximação entre o plano material e o plano espiritual que se encontra mais perto da Terra, como se eles estivessem se mesclando. Essa seria a razão do número crescente de contatos, seja por meio de mensagens psicografadas, seja por meio das chamadas canalizações, ou mesmo por contatos diretos em projeções astrais que permitiriam aos indivíduos encarnados atingir esses níveis superiores.É verdade que as informações e mensagens desses contatos estão cada vez mais complexas e, certamente, mais confusas, uma vez que as comunicações têm sido atribuídas não apenas a espíritos, mas também a seres extraterrestres, que estariam vivendo numa dessas dimensões paralelas e trabalhando em conjunto com os espíritos mais avançados.Para falar o mínimo, é uma questão cabeluda. Há quem diga que os contatos com extraterrestres não devem ser confundidos com os contatos espirituais; outros afirmam que é tudo a mesma coisa, ou seja, que as mensagens atribuídas aos extraterrestres estão sendo mal interpretadas, e que na verdade são contatos com espíritos; outros, ainda, garantem que os extraterrestres que se comunicam com médiuns são seres de uma espiritualidade elevada, e que atuam nos planos espirituais com a mesma facilidade com que atuam no plano físico.Parece que o assunto tem sido menos discutido do que deveria, afinal, o próprio Kardec se referiu à existência de vida em outros planetas, em diferentes estágios evolutivos e de espiritualidade. As psicografias de Chico Xavier também se referem a seres de outros planetas, de modo que nada mais natural do que discutir essa questão de forma mais ampla, estendendo o tema à possível presença espiritual de seres extraterrestres.Cidades Dimensionais
Seja qual for o rumo que se dê às investigações e especulações, o tema das cidades espirituais, ou dimensionais, se preferirem, é apaixonante. E, se entendermos como correta a afirmação de que os mundos espirituais se encontram mais próximos do material do que nunca, não é de se estranhar que os relatos a seu respeito apresentem imagens cada vez mais nítidas. Nesse sentido, não resta dúvida de que as comunicações de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier, ainda se encontram entre as mais complexas e nítidas de que se tem notícia. A riqueza de detalhes sobre as cidades espirituais tem chamado a atenção de muitas pessoas, mesmo daquelas que não seguem o espiritismo, mas que entendem como necessária uma aproximação entre os diferentes pontos de vista, filosofias ou crenças.Quais seriam, por exemplo, os pontos em comum entre as narrativas do espírito André Luiz a respeito do Nosso Lar, e outras visões de possíveis dimensões paralelas à nossa, encontradas em várias partes do planeta? Para alguns pesquisadores de fenômenos insólitos verificados em nosso planeta, os contatos com outras dimensões de existência são uma realidade. Mais que isso: alguns afirmam que existem pontos específicos na Terra que, de certa maneira, formam passagens entre essas dimensões, passagens que podem ser mais ou menos evidenciadas. Existem relatos de cidades maravilhosas que, em determinados momentos, podem ser vislumbradas em alguns locais do planeta; isso teria sido verificado no deserto do Arizona e também na Antártida. Fala-se de ilhas que surgem misteriosamente no oceano, para desaparecerem em seguida, como se uma porta tivesse sido aberta e, em seguida, novamente fechada, apenas deixando-nos ter uma leve percepção de outra realidade. E muitos mais.O mais interessante de tudo isso pode estar nos pontos em comum entre as diferentes narrativas. Por exemplo, algumas pessoas entendem que as orações funcionam como uma espécie de ferramenta para se atingir outros níveis ou, utilizando-se outro tipo de linguagem, "abrir uma passagem" para outra dimensão. De forma semelhante, alguns contatados por extraterrestres falam a respeito da elevação do nível vibratório como meio para se atingir um plano superior e receber mensagens desses seres; fala-se que os mantras indianos igualmente permitiriam, em determinadas ocasiões, o acesso a dimensões superiores, vislumbrando assim uma parte do mundo normalmente invisível; os que realizam projeções ou viagens astrais também se referem a uma série de atitudes ou atividades de relaxamento e concentração, a partir das quais poderiam acessar outras realidades.As noções se complementam, confundem-se, mas, seja como for, podem ser a indicação de um caminho único em direção a uma compreensão maior dos mundos invisíveis que nos cercam.
É claro, desde que sejam examinadas com isenção e sem preconceitos.
Gilberto Schoereder
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Saudade de um anjo
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade
quinta-feira, 23 de julho de 2009
A Origem das Cidades Espirituais

"ORIGEM DAS CIDADES ESPIRITUAIS"
Consta que a formação das Colônias Espirituais data de diferentes épocas. O Espírito André Luiz, ao decorrer de suas obras ditadas ao médium Francisco Cândido Xavier, refere-se a várias estações de repouso do Mundo Espiritual. Nosso Lar, por exemplo, foi fundado no século XVI, por portugueses distintos, desencarnados no Brasil. Ainda no mesmo Nosso Lar, há referências à Colônia Socorrista Moradia, como uma das mais antigas, ligada a zonas bem inferiores para atendimento à população do Umbral, assim denominada a região espiritual habitada por espíritos trevosos.
Outro exemplo é a Colônia Campo da Paz a que o Espírito André Luiz se reporta no livro Os Mensageiros, psicografado por Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, esta é uma colônia bem próxima da Terra:
Alguns benfeitores, reconhecidos a Jesus, resolveram organizar, em nome dele, uma colônia em plena região inferior, que funcionasse como instituto de socorro imediato aos que são surpreendidos na Crosta com a morte física, em estado de ignorância ou de culpas dolorosas. O projeto mereceu a bênção do Senhor e o núcleo se criou, há mais de dois séculos.
Em Obreiros da Vida Eterna, também do Espírito André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier, é citada a instituição de assistência aos desencarnados Casa Transitória de Fabiano. Em uma de suas viagens de estudo, ele recebeu do instrutor espiritual Jerônimo a informação de que esta colônia fora fundada pelo Espírito Fabiano de Cristo, devotado servo da Caridade entre antigos religiosos do Rio de Janeiro, desencarnado há muitos anos.
A Colônia Redenção, descrita por Otília Gonçalves(Dedicada trabalhadora do Centro Espírita Caminho da Redenção, fundado pelo médium Divaldo P. Franco. Ela administrou a primeira creche dessa instituição) no livro Além da Morte, psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco, conforme declara a autora espiritual, foi criada no tempo da escravatura (provavelmente no século XVIII), objetivando socorrer escravos desencarnados sob o peso de sofrimentos ou sequiosos de vingança.
O Reverendo George Vale Owen (Vigário de Oxford, no Lancashire, Inglaterra; 1869-1931. Após experiências psíquicas, recebeu de Espíritos informações sobre a vida Além-Túmulo), assessorado por sua mãe desencarnada e um grupo de Espíritos, registra, em sua obra A Vida Além do Véu, a existência da Colônia da Música, em que esta Arte é cultivada em todos os aspectos.
Enfim, não há como definir, com exatidão, quando se formaram as primeiras Colônias Espirituais, desde que a época da origem do Homem no planeta Terra não foi ainda determinada pela Ciência. As diversas colônias existentes, por se encontrarem bem próximas da Terra, sofrem as mesmas influências do planeta.
E não poderia ser de outra forma, uma vez que foram criadas para atendimento a faixas ainda não muito elevadas da Espiritualidade. Há, entretanto, as colônias dos planos superiores, a que só têm acesso Espíritos que atingiram as esferas menos densas. No seu oposto, estão as constituídas por falanges de Espíritos que se dedicam ao Mal e se encontram, ainda, nos planos pavorosos do Mundo Invisível. O Espírito Otília Gonçalves, em Além da Morte, a eles se refere como (. . .) bandos perigosos, sob a direção de mentes cruéis, dificultando a obra de evangelização do mundo.
Essas hostes do Mal, muitas vezes sob o comando de chefes bárbaros, investem, furiosas, contra abnegados missionários que lhes tiram das mãos Espíritos infelizes por eles arregimentados.
No romance mediúnico "Apenas uma Sombra de Mulher", de Fernando do Ó, uma entidade descreve a Colônia Gordemônio situada nas adjacências da Terra, como uma vasta região habitada por Espíritos transviados e malfazejos, solertes na prática do vampirismo, os quais, após a desencarnação, surpreenderam-se impotentes para galgar... (. . .) planos menos tenebrosos e horríveis, em vista do seu atraso moral.
E formam... (...) desde tempos quase imemoriais uma como 'societa sceleris', que tem por esfera de ação essa extravagante, estranha e incrível metrópole do crime, (. . .) organização sui generis que recruta sua população entre infelizes entidades inferiores. A Colônia dispõe de líderes que superintendem todas as frentes de atividade de Gordemônio. Os líderes contam com assessores que, a seu turno, dirigem núcleos mais ou menos numerosos.
Portanto, assim como temos Colônias habitadas por Espíritos benfeitores, somos informados da existência de domínios sombrios, povoados de malfeitores que só pensam em si mesmos ou se comprazem em praticar o Mal. Não é o inferno propalado pelas religiões, pois não há calor nem fogo eternos; uma região criada por Deus com características apropriadas ao pecadores da Terra e aos demônios.
Os Espíritos que aí habitam poderão, em dias, anos ou séculos, libertar-se, por esforço próprio, desse plano deprimente, criado por suas próprias mentes. Sobre o assunto, Allan Kardec nos esclarece na Revista Espírita, no 4, de abril de 1859, no artigo Quadro da Vida Espírita:
Vem a seguir o que se pode chamar de escória do mundo espírita, constituída de todos os Espíritos impuros, cuja preocupação única é o Mal. Sofrem e desejariam que todos sofressem como eles. A inveja lhes torna odiosa toda superioridade; o ódio é a sua essência. Não podendo culpar disso os Espíritos, investem contra os homens, atacando aos que lhe parecem mais fracos.
Excitar as paixões ruins, insuflar a discórdia, separar os amigos, provocar rixas, fazer que os ambiciosos pavoneiem o seu orgulho, para o prazer de abatê-los em seguida, espalhar o erro e a mentira, numa palavra, desviar do Bem, tais são os seus pensamentos dominantes.
Os Espíritos que povoam as regiões inferiores não podem ascender a planos das Altas Esferas; entretanto os Espíritos superiores baixam a planos inferiores para incentivar os Espíritos atrasados a lutar pela sua renovação.
Os Espíritos desencarnados, oriundos de países estrangeiros, também se referem a estações de repouso no Mundo Espiritual, as quais denominam de Colônias e Cidades Espirituais e dão descrições semelhantes às contidas em obras mediúnicas brasileiras. Diversos desencarnados nos têm narrado, em mensagens avulsas, as suas experiências pela faculdade mediúnica de Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e José Medrado, para esclarecimento e consolo dos que lhe são caros: falam sobre o momento da morte, esclarecem dúvidas, dão notícias de parentes falecidos, descrevem o ambiente em que se encontram e informam sua situação no momento em que se comunicam.
Em A Vida Além do Véu, por exemplo, o Espírito comunicante, entre outros com nomes esquisitos, afirma ao Reverendo George Vale Owen que o Mundo Espiritual é a Terra aperfeiçoada, exatamente como dissera Allan Kardec. Do lado de lá, como no de cá, existem montes, rios, belas florestas e muitas casas; tudo preparado por aqueles que o precederam.
Em suma, como se pode apreender dos ensinamentos e descrições que nos chegam do Outro Mundo, não resta a menor dúvida de que o Mundo Espiritual pouco difere de nosso mundo material. Entretanto, no que diz respeito a volume de obras psicografadas sobre o tema colônias espirituais, encontra-se, na dianteira, o médium Francisco Cândido Xavier.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Um Anjo passou em minha vida!!!

Emocionante como uma criança pode definir um sentimento que muitos adultos não sabem nem mesmo o que é.
Um dia, um anjo passou por mim...
No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar crianças, me
entusiasmei com a oncologia infantil.
Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses".
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional.
Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o
sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim.
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém, por dois longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia:
- Faça tia, é preciso para eu ficar boa.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje nãoconsigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores.
Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela. Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o
pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minhas, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:
- E o que saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não, tio?
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Um anjo passou por mim...
Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência.
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me destes.
Que bom que existe saudades!
Rogério Brandão
Médico oncologista clinico
RC Recife Boa Vista D4500
Cremepe 5758"
sábado, 18 de julho de 2009
Partida de Entes Queridos

"PARTIDA DE ENTES QUERIDOS"
O Dr. Morris Netherton, PHD em psicologia, criador da TVP (Terapia de Vida Passada), assim se referiu sobre a morte em seu livro Vida Passada - Uma abordagem psicoterápica: "A morte é o maior trauma sem solução. É a segunda maior experiência estressante em nossa vida, sendo o nascimento a primeira. A morte é o momento em que deixamos tudo por terminar. Se vem repentinamente, levamos a situação não resolvida para outra vida.
Inconscientemente, tentamos resolver o problema da vida passada na vida presente. Se morrermos numa longa, demorada agonia, levamos conosco os sentimentos de amargura e ressentimento que quase sempre acompanham tais situações. Mais cedo ou mais tarde, toda criança pergunta: por que tenho de morrer? Na maioria dos casos, continuamos fazendo a pergunta a vida inteira.
Quase todo filósofo lida com ela, e toda religião constrói boa parte de sua doutrina tentando respondê-la.
Em nossa época, a morte tornou-se um tipo de tabu, como o sexo para os vitorianos. Não sabemos o que dizer aos nossos moribundos, por isso lhes falamos como se tivessem no início da vida".
Concordo plenamente com o Dr. Netherton acerca da morte.
Apesar de tudo, o progresso e dos avanços tecnológicos, das mudanças sociais e da quebra dos costumes e de muitos tabus, não obstante, a morte ainda é vista como um tabu, principalmente, no mundo ocidental.
Sendo assim, ninguém gosta de pensar na morte. Acredito que as religiões ocidentais, em especial a católica, contribuíram bastante na mistificação, no temor à morte, no dia do juízo final, em ter que prestar contas a Deus após a nossa partida. Por outro lado, o materialismo defende a idéia de que "morreu, acabou tudo", e que "nunca mais" vamos ver os nossos entes queridos.
Mesmo para aqueles que acreditam na vida após a morte, na tese da reencarnação, as perguntas surgem de forma inevitável: para onde foi o meu ente querido? Como ele está? Quando eu morrer, será que vou me encontrar com ele? É possível me comunicar com ele?
Portanto, a morte de um ente querido gera sempre mudanças e reflexão.
Para os que sabem que a morte não é o fim, mas apenas uma separação temporária, fica mais fácil superar a dor da perda. Porém, para aqueles que não acreditam numa vida após a morte, a perda só faz aumentar a revolta, a angústia, o inconformismo.
Vale aqui citar um comentário de Dom Inácio de Loyola, jesuíta (da Companhia de Jesus), a respeito da fé: "Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível".
Vale também dizer que nada é mais inútil do que a revolta. É preciso lembrar que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte.
O inconformismo, a lamentação, a evocação reiterada de quem se foi, a tristeza, a dor podem alcançar a alma do falecido e dificultar-lhe sua adaptação no plano espiritual.
Na TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual - Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim, é frequente o paciente se comunicar com o seu mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) para saber a causa e a resolução de seus problemas, como também com os seus entes queridos desencarnados, caso a espiritualidade julgue útil, benéfico ao paciente.
Parentes desencarnados (pais, avós, tios, irmãos, etc.) aparecem para conversar com o paciente, orientando-o acerca de seus problemas.
Desta forma, o meu consultório funciona como um portal da espiritualidade.
Na TRE me utilizo de um portão - que peço para o paciente imaginar-, um recurso técnico que separa o plano terreno do plano espiritual, o presente do passado, funcionando realmente como um portal (Leia em meu site no site os meus artigos anteriores - O portal da espiritualidade 1, 2, 3, onde explico com mais detalhes a respeito desse portal).
Antes de passar pela 1ª sessão de regressão (a entrevista inicial) oriento o paciente a estar com a mente aberta, jogar fora o preconceito, o medo que algumas religiões colocaram em sua cabeça com relação aos espíritos, para que possa fazer suas próprias experiências e, com isso, tirar suas conclusões.
Fonte: http://pazamorsaudeprosperidade.blogspot.com
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Perda de Pessoas Amadas
Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.
Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa? Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.
Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses vergonhosos desregramentos que pungem famílias respeitáveis, dilaceram corações de mães e fazem que antes do tempo embranqueçam os cabelos dos pais. Freqüentemente, a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez lhe acarretassem a perda. Não é vítima da fatalidade aquele que morre na flor dos anos; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.
É uma horrenda desgraça, dizeis, ver cortado o fio de uma vida tão prenhe de esperanças! De que esperanças falais? Das da Terra, onde o liberto houvera podido brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão estreita, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, ao vosso parecer tão cheia de esperanças? Quem vos diz que ela não seria saturada de amarguras? Desdenhais então das esperanças da vida futura, ao ponto de lhe preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados?
Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de
seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus.
Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos
Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Nossos filhos...
sábado, 11 de julho de 2009
Crianças no Mundo Espiritual

CAUSAS DAS MORTES PREMATURAS:
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Psicografia recebida em 02/07/2009

"DOCE MÃEZINHA"
Que Jesus esteja nesse instante conosco e sempre mãezinha. É muito bom contar sempre com o seu amor e atenção para comigo.
Querida mãezinha, eu estou tão bem e agora muito mais, já que tenho o meu espírito tranquilo e sereno, não passo mais nenhuma dor física. Tudo para mim é apenas felicidade.
Sabe mãezinha algumas vezes tenho sonhado com a senhora e nos meus sonhos, eu a vejo muito triste, com alguns problemas para serem resolvidos.
Então eu procuro sempre acalma-la com algumas palavras de carinho e afeto. Aí acordo com uma sensação de alívio, mãezinha, porque eu vejo que tudo não passou de um sonho.
Também tenho muitas saudades da senhora, mas estou tentando percorrer os meus caminhos aqui, com mais serenidade.
Os meus avós sempre estão me auxiliando da melhor forma possível. Todos os dias eles passam na colônia em que eu vivo, e trazem sempre uma palavra de conforto para mim.
Como a senhora pode perceber, eu estou muito bem, minha querida mãezinha.
Essa sua visita que está fazendo nessa casa de oração, alegra-me muito. Saber que a senhora está sempre pensando em que condições eu me encontro desse lado mãezinha, pode ficar tranqüila, porque também estou ótimo.
Vanessa irmãzinha, fico feliz por você se encontrar bem e feliz junto dos nossos pais. E por falar em pais, diga ao meu querido paizinho, que eu o tenho dentro do meu coração.
Mãezinha eu tenho que ir agora, por enquanto vou dando o meu tchau, e pedindo a Deus que abençoe a todos.
Seu filho, Erick
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Você Aprende

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.E você aprende que amar não significa apoiar-se.E que companhia nem sempre significa segurança.Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la… E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.E o que importa não é o que você tem na vida,mas quem você tem na vida.E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Perda de Entes Queridos
" Perda de Entes Queridos"O que se pretende falar aqui são partes de indagações feitas frente ao luto de um filho, sem maior pretensão teorizante e, como tais, na expectativa de que assim sejam ouvidas..
O luto é um longo caminho, que começa com a dor viva da perda de um ser querido.A pessoa enlutada vive um sentimento amoroso permeado por uma saudade imensurável e envolto numa dor indizível face à perda abrupta. É quando duas situações se encontram absolutamente inseparáveis: o amor e a dor. Amor pelo excesso de investimento colocado na pessoa que se foi. E dor porque esse suporte real nos deixou. O sentimento de abandono e o caráter definitivo de sua ausência são os mais devastadores que se têm, ao se deparar com a realidade da mais pura saudade. A esse respeito, escreveu Nasio: "As manifestações da dor - abatimento, grito e lágrimas - a mantêm como se a pessoa que sofre estivesse arrastada pela prova dolorosa ..( ) Querem sofrer porque a sua dor é uma homenagem ao morto, uma prova de amor" .
As perdas costumam ser nomeadas para que possam ser minimamente suportáveis. Ao perder uma mulher, alguém passa a ser viúvo; aquele que perde os pais, órfãos; cônjuges que se separam, divorciados; mas as mães que perdem seus filhos não encontram sequer algo para
Certa psicanalista contava sobre os pacientes que sofrem de dor fantasma – a dor resultante da perda de um membro do corpo que se constitue num desafio para os médicos. O "membro fantasma" lateja, coça, aquece, esfria, dói, enfim, a dor é viva, presente, embora o membro esteja ausente, morto. Só o tempo permite aos pacientes conviver nesse estado.
Ora, estamos falando de um membro do corpo, que dirá de um filho saído de nossas entranhas que, como diz o poeta Chico Buarque: "Oh,pedaço de mim, oh pedaço amputado de mim...!" É uma mutilação! No texto: "Luto e culpa na análise e na vida", de Marco Antonio Coutinho Jorge, o autor relata sobre uma paciente em trabalho de luto pela morte do marido. Conta que abandonara o tratamento anterior, pois a analista fazia intervenções impertinentes, como: "Já vem você com seu lado melancólico?"
"O que se pode observar de saída é que tais intervenções desautorizavam o sofrimento dessa mulher e insinuavam simultaneamente, que ela se aproveitava dele para usufruir de forma particular .
Diante de tal perda, há aqueles que se jogam no trabalho de forma obsessiva, quando este o permite. Há outros que ficam alheios,impotentes, paralizados!
O filme "O quarto do filho" relata a experiência da morte do filho de um psicanalista, e este se vê na condição de afastar-ser da clínica por tempo indeterminado.
Marie-Hélène Brousse, em seu livro nos fala sobre a terapeutização da vida, que vivemos numa sociedade dos tratamentos da dor de existir.
O luto não é terapeutizável, não há remédio para essa dor. Lembro de uma revista que li, cujo título da reportagem era:
O historiador francês Philippe Ariès conta que até o final da Idade Média, não se guardavam sequer os retratos das crianças. Se elas cresciam e se tornavam adultas, a infância era um período sem importância em suas vidas. Se morriam cedo, não se considerava que aquela coisinha desaparecida fosse digna de lembrança. Era o período das epidemias, das pestes, das doenças que ninguém sabia como tratar, e a morte era tão comum, que era natural ter vários filhos para que só alguns sobrevivessem. Montaigne, filósofo do séc XVI, dizia: "perdi dois ou três filhos menores, mas sem desespero".
Quanta distância para os tempos em que vivemos: famílias pequenas, poucos descendentes...Vivemos em um período desbussolado onde não se pode mais, como antigamente, encarar a tragédia como vontade de Deus. Diante de uma determinação superior, restava apenas se conformar. As mães, no passado eram poupadas de qualquer tarefa por um período de no mínimo um ano para se recolherem. Não há mais tempo para resguardo, nem para recolhimento. A licença de uma semana (até o sétimo dia) é o que é amparado por lei. Os tempos modernos, onde impera a ditadura da alegria não oferece espaço nem lugar para a dor, especialmente uma dor como essa. "Reaja!", "Seja forte!", "Não fale mais no assunto!",
"Enfrente!", são imperativos ouvidos de modo inoportuno e impróprio.
Portanto, nada de fórmulas, ou de dizer como alguém deve reagir, ou fazer, ou dizer.
Aliás, não há muito o que dizer. Aliás, não há nada o que dizer.
A perda de um filho não é uma dor qualquer. Implica numa longa travessia de luto, reinventar a vida a cada dia e conviver diariamente com a saudade.
Respeitoso foi o apoio recebido de Romildo do Rego Barros que assim se expressou: "Não tenho a pretensão de saber como você está se sentindo, mas sei que as saudades podem, paradoxalmente, inspirar a nossa vida e nos empurrar para frente". Essa frase enigmática, a princípio, e até de um certo ponto pautada numa impossibilidade. ..
Outro questão que convém marcar é: que tempo há para o luto?
O luto é muito parecido com a depressão - afetivamente falando - mas esta é sem a perda real do objeto, Há cobranças estrondosas relativas ao tempo expressas como::
Era preciso encarar, de frente, o que me parecia impossível: conviver sem o olhar e a voz desse filho tão amado.
Que tempo para o luto? Até Jesus chorou no túmulo de Lázaro. Então choro é sinal de que também amamos QUEM PARTIU PARA OUTRA DIMENSÃO.
As mães não deveriam chorar a morte de seus filhos. Ao concebê-los, deveriam receber, com carimbo do céu e assinado por Deus, uma certidão de garantia, para vê-los crescer, sempre saudáveis e felizes. Ao lado deles, poderiam comemorar suas vitórias, suas conquistas, e depois de muito tempo, quando sentissem a conclusão de seu ciclo de vida, elas teriam o direito de serem veladas por seus filhos, todos eles, a fim de seguir feliz sua viagem de reencontro ao Criador. Os filhos, para as mães, deveriam ser sempre vivos, pois não foram concebidos para a morte, mas para a vida. Nada neste mundo é mais triste, mais doloroso do que choro de mãe que perde um filho.
Elas não merecem isto. Nunca mereceram.
Jamais merecerão.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Jóias Devolvidas
Existe uma palavra-chave para enfrentarmos com serenidade e equilíbrio a morte de um ente querido: submissão. Ela exprime a disposição de aceitar o inevitável, considerando que, acima dos desejos humanos, prevalece a vontade soberana de Deus, que nos oferece a experiência da morte em favor do aprimoramento
A esse propósito, oportuno recordar antiga história oriental sobre um rabi, pregador religioso judeu que vivia muito feliz com sua virtuosa esposa e dois filhos admiráveis, rapazes inteligentes e ativos, amorosos e disciplinados.
Por força de suas atividades, certa vez o rabi ausentou-se por vários dias, em longa viagem. Nesse ínterim, um grave acidente provocou a morte dos dois moços.
Podemos imaginar a dor daquela mãe!... Não obstante, era uma mulher forte. Apoiada na fé e na inabalável confiança em Deus suportou valorosamente o impacto. Sua preocupação maior era o marido. Como transmitir-lhe a terrível notícia?!... Temia que uma comoção forte tivesse funestas conseqüências, porquanto ele era portador de perigosa insuficiência cardíaca. Orou muito, implorando a Deus uma inspiração. O Senhor não a deixou sem resposta...
Passados alguns dias, o rabi retornou ao lar. Chegou à tarde, cansado após longa viagem, mas muito feliz. Abraçou carinhosamente a esposa e foi logo perguntando pelos filhos...
- Não se preocupe, meu querido. Eles virão depois. Vá banhar-se, enquanto preparo o lanche.
Pouco depois, sentados à mesa, permutavam comentários do cotidiano, naquele doce enlevo de cônjuges amorosos, após breve separação.
- E os meninos? Estão demorando!...
- Deixe os filhos... Quero que você me ajude a resolver grave problema...
- O que aconteceu? Notei que você está abatida!...
- Quando você viajou, um amigo nosso procurou-me e confiou à minha guarda duas jóias de incalculável valor. São extraordinariamente preciosas! Nunca vi nada igual!
- Que é isso, mulher! Estou estranhando seu comportamento! Você nunca cultivou vaidades!...
- É que jamais vira jóias assim. São divinas, maravilhosas!...
- Mas não lhe pertencem...
- Não consigo aceitar a perspectiva de perdê-las!...
- Ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo!
- Ajude-me!...
- Claro que o farei. Iremos juntos devolvê-las, hoje mesmo!
- Pois bem, meu querido, seja feita sua vontade. O tesouro será devolvido. Na verdade isso já foi feito. As jóias eram nossos filhos. Deus, que nos concedeu por empréstimo, à nossa guarda, veio buscá-los!...
O rabi compreendeu a mensagem e, embora experimentando a angústia que aquela separação lhe impunha, superou reações mais fortes, passíveis de prejudicá-lo.
Marido e mulher abraçaram-se emocionados, misturando lágrimas que se derramavam por suas faces mansamente, sem burburinhos de revolta ou desespero, e pronunciaram, em uníssono, as santas palavras de Jô:
“Deus deu, Deus tirou. Bendito seja Seu Santo Nome”.
Fonte: Livro: Quem tem medo da morte?
Autor: Richard Simonetti
Os Vivos e os Mortos

“Morrer não é ser deletado: aquele que aparentemente nos deixou está preservado no casulo de seu novo mistério, sem mais risco,
Por mais que as notícias falem de crianças assassinadas com um tiro na cara e de mulheres grávidas estupradas; por mais que ao nosso lado, de todas as formas, se banalize a morte, sempre que ela nos atinge sentimos um grande abalo e fundo estranhamento. Ela nos ronda, e mesmo assim não aceitamos a Senhora Morte, cujo aceno vai nos levar também, inevitável. Ninguém sabe quando virá essa surpresa que não quereríamos ter.
Meu primeiro encontro com ela foi a pomba morta de frio que, menininha ainda, encontrei no pátio de casa: pensei que ela estivesse dormindo e a aconcheguei debaixo do casaco. Quando me fizeram ver que estava morta, chorei inconformada. Muita insônia também sofri naquele tempo, quando morreu o menininho de 2 ou 3 anos, filho de um vizinho nosso. Os gritos de agonia daquele pai vararam a noite e chegaram até meu quarto, trazendo susto e terror só de lembrar, por longo tempo ainda. Mais tarde, eu conheceria intimamente a Velha Dama sobre a qual tanto já escrevi: ela abriu-me as portas do mistério e, embora eu nunca passasse da soleira, me fez valorizar mais a vida, os afetos, o que há de belo e bom na natureza, na arte e no ser humano, e me fez acreditar nos laços de amor que ela, a morte, não desfaz.
No recente desastre de avião, que levou num golpe mais de 200 pessoas, está uma prova dramática do quanto vivemos alienados em relação à morte, e quanto ela pode ser cruel. Sabemos de apenas alguns dramas desse acidente: o casal em lua de mel, pais perdendo filhos, dez funcionários de uma indústria francesa premiados com quatro dias no Rio com acompanhante. A lista é longa e triste. Nem precisamos de um cataclismo de grandes dimensões: basta a vida cotidiana, olhar um pouco para o lado, e lá está a morte, trazendo angústias sem medida.
No começo tudo é horrível: só desespero e dor. No choque inicial, palavras e gestos de conforto, embora essenciais, podem até parecer ofensivos a quem sofre tanto. Paciência com a pessoa enlutada faz parte dos cuidados em relação a ela: a dor é natural e necessária. Mas nossa frivolidade abomina silêncio, recolhimento e tristeza: queremos que o outro não nos perturbe nem ameace com suas lágrimas. Então dizemos: “Reaja! Não chore! Controle-se!”, embora seja até perverso exigir isso de alguém que está de luto. Uma jovem reclamou que sua mãe, viúva, não parava de chorar. Desconfiei daquela vagamente irritada preocupação e perguntei:
Quando seus amigos choravam porque ele fora sentenciado, por uma sociedade preconceituosa, a tomar veneno, o grego Sócrates
Lya Luft
Escritora

